25.2.10

Tarde Intercultural no Museu do Trabalho
Sábado, dia 27 de Fevereiro, Das 15 às 18, em Setúbal










A inauguração da exposição de desenhos da pintora Pólvora da Cruz é o tempo de partida para a Tarde Intercultural que vai decorrer este sábado, no Museu do Trabalho Michel Giacometti.

A abertura da mostra “Hoje senti a tua falta…”, da artista setubalense que aos 17 anos foi para a Venezuela e aí viveu durante três décadas, dá inicio a mais esta ritmada Tarde Intercultural no Museu, genericamente designada "Em três tempos".

O segundo tempo da tarde é composto pela apresentação do audiolivro “Memórias de um Craque”, da autoria de Fernando Assis Pacheco. Esta edição da BOCA é apresentada por Oriana Alves, responsável editorial, e por Nuno Moura, poeta e recitador.

A colecção de DVD “Povo que Cantas”, realizada por Ivan Dias e Manuel Rocha e produzida pela RTP, é dada a conhecer no terceiro e último tempo do evento, que termina às 18 horas.

A música tradicional portuguesa integra, ainda, a Tarde Intercultural, com os convidados Catarina Moura, da Brigada Vítor Jara, e Amadeu Magalhães, do grupo Realejo.




Museu do Trabalho Michel Giacometti

Largo Defensores da República
2910-470 Setúbal

Tel+351 265 537 880
Fax +351 265 537 889



museu.trabalho@mun.setubal.pt
www.mun-setubal.pt/MuseuTrabalho

GPS Google Earth: 38º31'23.84''N 8º53'11.30ºW



Notícias sobre o audiolivro "Memórias de um craque" de Assis Pacheco. Leitura no Museu do Trabalho



in http://www.boca.pt/site.html

7.2.10

Museu Ibérico da Máscara e do Traje

Inaugurado em Fevereiro de 2007, este museu resulta de um projecto de cooperação transfronteiriça entre as regiões de Bragança e Zamora com o objectivo de perpetuar a tradição dos rituais. Instalado numa casa antiga da cidadela de Bragança, conta com um espólio de quarenta e seis trajes e sessenta máscaras representativos de vinte e nove localidades, dezoito do lado português, e onze espanholas, sob a responsabilidade de cerca de quarenta e seis artesãos. As peças estão expostas e à venda.

O Museu Ibérico da Máscara e Traje, situa-se num edifício da Câmara Municipal de Bragança, recuperado.

Situa na rua principal da cidade (D. Fernão o Bravo) que dá acesso ao Museu Militar de Bragança (2º mais visitado a nível nacional).

Por outro lado e a nível de Bragança, integra a rota cultural da cidade, constituída fundamentalmente por duas propostas: A via dos equipamentos culturais / Teatro Municipal Centro Cultural futuro Museu de Arte Moderna Museu Abade de Baçal Museu Ibérico da Máscara e do Traje Museu Militar. Dada a sua situação estratégica, perspectiva-se portanto, para o Museu Ibérico da Máscara e do Traje um êxito ao nível de visitantes. No entanto, por ser um projecto pedagógico, não estará certamente limitado aos meses quentes da Primavera e Verão.



O Museu Ibérico da Máscara e do Traje distribui-se por dois edifícios, separados cerca de 50 metros entre si, que têm a seguinte designação:



1. Museu Ibérico da Máscara e do Traje: com 3 andares

- Piso 0: Dedica-se às Festas de Inverno de Trás-os-Montes (Zona do Douro e Montesinho), incluindo a recepção.
- Piso 1: Mascaradas de Inverno da Província de Zamora.
- Piso 2: Festas de Carnaval (Bragança, Lazarim / Zamora) e a Sala do Artesão.



2. Oficina da Máscara e Traje.


O Museu Ibérico da Máscara e do Traje, não é concorrente de qualquer museu nacional. Será intencionalmente e sempre complementar, já que pretende atingir todos os públicos através de uma leitura simples, rigorosa, autêntica e imediata. Poderão alguns pensar que então, não será mais do que um espaço decorado, com objectos temáticos dentro duma filosofia inerente a um mero “folclore carnavalesco”. Evidentemente que não!

Na organização dos espaços, como se poderá observar, existem fundamentalmente quatro planos dirigidos especificamente aos públicos:

- Geral – Inteligível para turistas estrangeiros e portugueses com apenas cultura média. A temática da máscara e do traje será divulgada através de uma leitura simples, objectiva, imediata e rápida, complementada com prospectos em bilingue (português / espanhol e inglês / alemão), que posteriormente publicitarão o espaço, nas comunidades dos visitantes.
- Erudito – Espaço de estudo e investigação sobre a temática da máscara e do traje, constituído por uma mini-biblioteca, arquivo de fotos e filmes e consulta da web através do criado “PORTAL DA MÁSCARA”.
- Escolar – Espaço pedagógico e artístico para docentes e alunos dos diferentes níveis de ensino.

Grupos de mascarados – Espaço permanente de todos os grupos de mascarados, para reuniões e organização de eventos comuns, certificação e venda de produtos ligados à máscara e reuniões da Mascararte, etc.




http://www.mascaraiberica.com/accesible/POR_actuaciones.htm

2.2.10

Associativismo, Cidadania, Participação _ Dar corpo a um Movimento Social

Museu do Trabalho Michel Giacometti
_____________Ruy d`Espiney e Mirna Montenegro - Tarde Intercultural sobre Associativismo e Cidadania - Museu do Trabalho Michel Giacometti,  Sábado, 30 de Janeiro



Texto de Rui D'Espiney



1.A Constituição da Republica Portuguesa contempla, quase diríamos com igual dignidade, a Democracia Representativa e a Democracia Participativa. Dela ressalta com clareza que uma e outra são estruturantes do funcionamento da nossa sociedade.

O Tratamento que lhe é dado, na prática, a cada uma destas formas de democracia é, no entanto, bem distinto:

- À Democracia Representativa são concedidas todas as condições de sustentabilidade suportadas que são, pelo orçamento de Estado, as várias despesas com o seu funcionamento (inclusive as efectuadas em ordem à competição entre concorrentes).

- À Democracia Participativa nenhum meio material é facultado. O Estado não contribui com um cêntimo para a sua viabilização.

Dito de outra forma garante-se a Representação mas não se investe na Participação e porque a Democracia Plena só existe quando uma e outra funcionam pode, de facto, dizer-se que a nossa Democracia está coxa.



2. Promover a Democracia passa, na verdade, por viabilizar as condições de exercício da Democracia Participativa, isto é, passa por proporcionar a sustentabilidade material das iniciativas e estruturas que promovem a participação de entre as quais se destacam as formas organizadas de DP que são as Associações. Não é, no entanto, isso que acontece: longe de serem encaradas como focos de promoção e produção de participação as Associações são tratadas enquanto meras empresas prestadoras de Serviços: apenas pelo que fazem e não pelo que são.

Em boa verdade acabam por ser tratadas pior que as empresas pois, ao contrário do que sucede com estas, o valor dos bens produzidas pelas associações não incorpora as despesas de funcionamento nem tão pouco, com frequência, de trabalho (o calculo do valor da hora do mecânico que nos arranja o automóvel inclui as amortizações e as despesas de logística da oficina; o funcionamento dos projectos desenvolvidos pelas associações não só não as inclui, na maioria das vezes, como exige, quase sempre, uma comparticipação nos gastos).



3. É tendo por propósito possibilitar que a Democracia Participativa se afirme como dimensão estruturante da vivência politica económica da nossa sociedade …

É tendo por propósito impor que o associativismo seja tratado e encarado como forma organizada (promotora e produtora) de Democracia Participativa…

É, enfim, tendo por propósito contribuir para que as associações se conscientizem quanto ao seu papel na promoção e produção de cidadania e na construção de uma sociedade democrática e solidária,

… que nos parece fazer todo o sentido dar vida a um movimento social que chame a si:



- A clarificação e promoção dos princípios que o devem enformar e informar e que se podem traduzir em algumas palavras-chave como: autonomia, participação sociabilidades, solidariedade, rebeldia e politicidade;

- A requalificação da Democracia Representativa que, nascida de movimentos sociais tende hoje a dissociar o político do social, a incompatibilizar o nacional com o local e a contrapor representação e participação;

- A assumpção do carácter de alternativa social, cultural e económica que caracteriza grande parte das associações e iniciativas congéneres;

- A defesa da sustentabilidade económica do associativismo, enquanto condição necessária ao funcionamento da democracia como um todo.



A realização de um congresso programático do Associativismo e da Democracia Participativa coroará o desenvolvimento deste movimento, se funcionar como espaço de interpelação, de questionamento do poder político, de auto-questionamento dos comportamentos e de revindicação.



4. Naturalmente, quer-se que este movimento não pense apenas para fora mas também para dentro. Um conjunto de questões endógenas a ele terão de ser, com efeito e necessariamente, objecto de reflexão no congresso e no próprio processo da preparação. Por exemplo:

- O que se entende ao certo por democracia participativa? O que faz dela um projecto e uma prática política e reivindicativa?

- O que é o Associativismo Cidadão? Quando é que este é ou não é componente da democracia participativa (isto, tendo-se presente que grande número de associações tende a mover-se por uma lógica empresarial e que há associações actuando em diferentes domínios que podem, ou não, ser pertinentes para a Democracia Participativa)?

- Como podem as associações aprofundar o exercício da cidadania? Como ultrapassar fenómenos de caciquismo e burocratização?



5. Mas se estas são questões, digamos comportamentais, que importa definir, espera-se que naturalmente do movimento nasçam ideias sobre os aspectos do relacionamento do associativismo com o Estado e a DR, tais como:

- A forma justa de ressarcimento pelos bens de interesse publico que produzem;

- As diferenças que apresentam face ao mundo das empresas e as implicações que daí resultam em termos de financiamento e fiscalidade;

- O lugar que devem ocupar (e não apenas as associações mas também as populações) nas audições politicas, nas concertações sociais e nas políticas orçamentais.



6. O lançamento deste movimento, que agora se inicia, fez-se numa reunião para a qual foi convidada cerca de uma dezena de associações escolhidas por meras razões de proximidade e conhecimento mútuo e tendo por leitmotiv imediato a situação de precariedade em que grande parte delas vive.

O objectivo desta reunião vai, no entanto, muito para além do seu âmbito e das intenções que a motivaram.

Em primeiro lugar, quer-se que ela seja o despoletar de um Movimento amplo e abrangente, procurando-se, nomeadamente, implicar, na promoção, mais regiões e domínios de acção. Nesse sentido as Associações, presentes na reunião havida, são chamadas a animar encontros a nível local/regional em que se impliquem todos os possíveis potenciais interessados.

Em Segundo lugar, quer-se que o movimento funcione como um processo de consciencialização, de definição de linhas de acção e de princípios orientadores: o Congresso deverá surgir como a consagração de uma caminhada.

Em terceiro lugar, quer-se assegurar que o Movimento e as suas propostas ganhem visibilidade, o que passa pela participação activa de associações identificadas com princípios e práticas de cidadania.
 
 
 
 
 
http://movimentodoassociativismo.blogspot.com/2009/11/dar-corpo-um-movimento-social.html#comment-form