25.4.09




CANCLINI, Néstor Garcia



Culturas Híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade


Tradução de Ana Regina Lessa e Heloísa Pezza Cintrão. 3. ed. São Paulo: Edusp, 2000 (Ensaios Latino-americanos, 1).


Marcos Aurélio Souza*


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Culturas híbridas - estratégias para entrar e sair da modernidade do argentino Néstor Garcia Canclini apresenta uma importante reflexão sobre a problemática da modernidade na América latina. O subtítulo desse livro, nesse caso, não é apenas mero complemento, mas sobretudo, uma poderosa sugestão. A modernidade já não é mais uma via sem saída, é possível entrar nela, assim com é possível e preciso sair dela. Daí, como saída, o autor apresentar questões como: pós-modernidade, hibridação, poderes oblíquos, descoleção e desterritorialização, as quais se configuram, de uma forma muito peculiar, no processo de modernização, estabelecido e estabelecendo-se, tardiamente, no chamado Terceiro Mundo latino.O livro de Canclini é o primeiro de uma série de publicações, intitulada Ensaios latino-americanos, publicada pela EDUSP, da qual faz parte outros títulos como América Latina do século XIX de Maria Lígia Coelho, Ángel Rama: Literatura e cultura na América Latina de Flávio Aguiar e Sandra Guardini e Paisagens imaginárias: intelectuais, arte e meios de comunicação de Beatriz Sarlo. O professor de História da arte da Universidade do México, com essa publicação, insere-se, também, no rol de vigorosos pensadores da contemporaneidade, a exemplo de Edward Said, Homi Bhabha, Stuart Hall, Kwame Appiah, e o nosso Silviano Santiago, intelectuais sintonizados com a produção multicultural: as relações e trocas simbólicas entre as nações, as diásporas, as novas tecnologias e seu impacto sobre a tradição, os cruzamentos entre o popular e o erudito, as culturas de fronteira etc. De forma original, Canclini analisa as estratégias de entrada e saída da modernidade, partindo do princípio de que na América latina não há uma firme convicção de que o projeto moderno deva ser o principal objetivo ou o algo a ser alcançado, "como apregoam, políticos, economistas e a publicidade de novas tecnologias" (p.17). Essa convicção tão presente e relevante para o crescimento econômico das chamadas potências mundiais, desestabilizou-se a partir do momento em que se intensificou as relações culturais com países recém independentes do continente americano, na medida em que se cruzaram etnias, linguagens e formas artísticas. Canclini prefere chamar essa nova situação intercultural de hibridação em vez de sincretismo ou mestiçagem, "porque abrange diversas mesclas interculturais - não apenas as raciais, às quais costuma limitar-se o termo 'mestiçagem' - e porque permite incluir as formas modernas de hibridação, melhor do que 'sincretismo', fórmula que se refere quase sempre a fusões religiosas ou de movimentos simbólicos tradicionais" (p. 19).O autor transita entre diferentes manifestações culturais e artísticas (muitas delas anônimas): desde passeatas reivindicatórias, passando pela pintura, arquitetura, música, grafite e histórias em quadrinhos até a simbologia dos monumentos. Com isso ele começa a refletir sobre o que chama migrações multidirecionais, relativizadoras do paradigma binário (subalterno/hegemônico, tradicional/moderno) que tanto balizou a concepção de cultura e poder na modernidade. Tal reflexão se desenvolve em sete capítulos sem uma linearidade ou um esquema predeterminado, segue um movimento típico do gênero ensaístico, coadunando-se com a postura descentrada do autor: "para tratar dessas questões é inadequada a forma do livro que se desenvolve de um princípio a um final" (p. 28), a forma do ensaio permite, então, "um movimento em vários níveis" (idem). Aproveitando a oportunidade de livre acesso, sem uma preocupação seqüencial, farei, aqui, uma leitura mais detida do sétimo capítulo, intitulado "Culturas híbridas, poderes oblíquos", a fim de mostrar, mais nitidamente, os instrumentos conceituais trabalhados, ou seja, a contribuição teórica do pensamento de Canclini para os estudos contemporâneos nos diversos setores do conhecimento (arte, antropologia, história, comunicação etc.). Esse setores, aliás, perdem suas antigas fronteiras, misturam-se, confundem-se, em consonância com as novas tecnologias comunicacionais da atualidade.Utilizando a metáfora do videoclip, o autor fala da linguagem das manifestações híbridas que nascem do cruzamento entre culto e o popular. Dessencializa, assim, tanto a idéia de uma tradição autogerada, construída por camadas populares, quanto a noção de arte pura, ou arte erudita. A linguagem paródica, acelerada e descontínua do videoclip representa a desconstrução das ordens habituais, deixando que apareçam as rupturas e justaposições, entre essas duas noções tradicionais de cultura, que culminam em um outro tipo de organização dos dados da realidade. A fim de conter as formas dispersas da modernidade, Canclini investiga o fenômeno da cultura urbana, principal causa da intensificação da heterogeneidade cultural. É na cidade, portanto na realidade urbana, que se processa uma constante interação do local com redes nacionais e transnacionais de comunicação.O autor nos lembra que a idéia de urbanidade não se opõe a idéia de "mundo rural" ou comunidade, "o predomínio das relações secundárias sobre as primárias, da heterogeneidade sobre a homogeneidade [...] não são atribuíveis unicamente à concentração populacional nas cidades" (p. 285). Dissolver-se na massa e no anonimato é apenas uma das facetas da metrópole, a outra é das comunidades periféricas que criam vínculos locais de afetividade e de condescendência e saem pouco de seus espaços. A questão é que essas estruturas microssociais da urbanidade - o clube, o café , a associação de vizinhos, o comitê político etc. - que antes se interligavam com uma continuidade utópica dos movimentos políticos nacionais, estão cada vez mais desarticuladas enquanto representação política. Isso se deve, dentre outros fatores, às dificuldades dos grupos políticos para convocarem trabalhos coletivos, não rentáveis ou de duvidoso retorno econômico - e é cada vez mais imperativo o adágio : "tempo é dinheiro". Os critérios mais valorizados são os que se ligam à rentabilidade e eficiência. "O tempo livre dos setores populares, coagidos pelo subemprego e pela deteriorização salarial, é ainda menos livre por ter que preocupar-se com o segundo, ou terceiro trabalho, ou em procurá-los" (p. 288). A maior relevância da mídia, hoje, nesse sentido, é por se tornar a grande mediatizadora ou até substituta de interações coletivas. A participação de camadas periféricas relaciona-se cada vez mais com uma espécie de "democracia audiovisual", em que o real é produzido pela imagens da mídia.Da idéia de urbanidade e teleparticipação, Canclini passa a investigar a questão da memória histórica, desfazendo a perspectiva linear de que a cultura massiva e midiática substitui a herança do passado e as interações públicas. Nesse sentido, investiga a presença dos monumentos e a sua relação ambivalente em meio as transformações da cidade. O monumentos não são mais os cenários que legitimam o culto do tradicional, "abertos à dinâmica urbana facilitam que a memória interaja com a mudança, que os heróis nacionais a revitalizam graças à propaganda ou ao trânsito: continuam lutando com os movimentos sociais que sobrevivem a eles"(p. 301).Através das fotos de monumentos mexicanos, o autor ilustra bem a reedição simbólica dessas grandes construções na contemporaneidade. Um cena pré-colombiana de índios pedestres, quase no nível da rua, mistura-se a cena dos pedestres urbanos na capital mexicana. Canclini sugere que a figura heróica de Zapata na cidade de Cuernavaca, esteja lutando contra o trânsito denso que sugere os conflitos a sua enérgica figura. Mostra uma outra representação, mais tosca, do herói mexicano em um povoado "sem cavalo, sem a retórica monumental da luta, levemente irritado, uma cabeça do tamanho da de qualquer homem". O hemiciclo a Juárez na Cidade do México é palco de múltiplas interpretações do herói nacional, o pai do laicismo sustenta as lutas contemporâneas a favor do aborto e manifestação de pais que protestam por seus filhos desaparecidos. "Os monumentos contém freqüentemente vários estilos e referências a diversos períodos históricos e artísticos. Outra hibridação, soma-se logo depois de interagir com o crescimento urbano, a publicidade, os grafites e os movimentos sociais modernos" (p. 300).Analisando ainda a problemática da cultura urbana, Canclini estuda dois processos diferenciados e complementares de desarticulação cultural: o descolecionamento e a desterritorialização. O primeiro envolve a recusa pós-moderna(1) de se produzir bens culturais colecionáveis, o que seria uma sintoma mais claro de como se desconstituem as classificações que distinguiam o culto do popular e ambos do massivo. Desaparece cada vez mais a possibilidade de ser culto por conhecer apenas as chamadas "grandes obras"; o ser popular não se constitui mais a partir do conhecimento de bens produzidos por uma comunidade mais ou menos fechada. O intelectual pós-moderno se constitui a partir de sua biblioteca privada, onde livros se misturam com recortes de jornais, informações fragmentárias no "chão regados de papéis disseminados", conforme Benjamim (citado por Canclini, p. 303).A partir dos novos dispositivos tecnológicos como a fotocopiadora, o videocassete e o vídeo game que não podem ser considerados como cultos ou populares, as coleções se perdem e com elas, as referências semânticas e históricas que amarravam seu sentido. No primeiro dispositivo há a possibilidade do manejo mais livre e fragmentário dos textos e do saber, no segundo é permitido a reorganização de produções audiovisuais tradicionalmente opostas: o nacional e o estrangeiro, o lazer e o trabalho a política e a ficção etc. O terceiro, enfim, desmaterializa e descorporifica o perigo "dando-nos unicamente o prazer de ganhar dos outros ou a possibilidade, ao sermos derrotados, de que tudo fique na perda de moedas numa máquina" (p. 307).Canclini afirma que o segundo processo, o da desterritorialização, se constitui como mais radical significado de entrada e saída da modernidade. Para ilustrar isso, ele analisa primeiro a trasnacionalização dos mercados simbólicos e as migrações. Nesse sentido desconstrói os antagonismos : colonizador vs. Colonizado e nacionalista e cosmopolita, ao enfatizar a descentralização das empresas e a disseminação dos produtos simbólicos pela eletrônica e pela telemática, "o uso de satélites e computadores na difusão cultural também impedem de continuar vendo os confrontos dos países periféricos como combates frontais com nações geograficamente definidas" (p. 310). É importante esclarecer, para destituir a idéia de maniqueísmo, que a difusão tecnológica também permitiu a países dependentes registrarem um crescimento notável de suas exportações culturais, basta lembrar do crescimento da produção cinematográfica e publicitária do Brasil nos últimos anos. Outro fator importante para a desterritorialização, é o que o autor chama de migrações multidirecionais, a constância cada vez maior da realidade diaspórica. Tal realidade é muito bem ilustrada pelo seu estudo sobre os conflitos interculturais em Tijuana, fronteira entre o México e os Estados Unidos. Ele afirma: "várias vezes pensei que essa cidade é , ao lado de Nova Iorque, um dos maiores laboratórios da pós-modernidade"(p. 315) . O caráter multicultural desse local não se expressa apenas no uso do espanhol e do inglês, mas nas relações divergentes e convergentes que se dão entre uma cultura e outra. Ao mesmo tempo há uma tentativa de retorno ao tradicional, ou pelo menos, uma tentativa de reinventá-lo. Em Tijuana, a busca pelo autêntico atende também aos interesses do mercado turístico. Visitantes tiram foto em cima de burros pintados que imitam zebra, ao fundo imagens de várias regiões do México: vulcões, figuras astecas, cactos etc. Ao final do seu trabalho, Canclini se detém no papel da arte no entendimento da hibridação na América Latina. Cita o manifesto antropófago no Brasil e o grupo Martín Fierro na Argentina, como interpretações de nossa identidade, realizadas, muitas vezes, a partir de elementos estéticos e sociais de outro país - Oswald vê o Brasil no alto do atelier da Place Clichy. Sobre o cosmopolitismo e localismo desses artistas afirma: "O lugar a partir do qual vários artistas latino-americanos escrevem, pintam ou compõe músicas já não é a cidade na qual passaram sua infância, nem tampouco é essa na qual vivem há alguns anos, mas um lugar híbrido, no qual se cruzam os lugares realmente vividos" (p. 327).Por outro lado, em conseqüência ao processo da descoleção, como já fora explicitado, o artista perde sua áurea como fundador da gestualidade e das mudanças totais e imediatas. As práticas artísticas carecem agora de paradigmas consistentes: o cânone, a genialidade e a erudição são idéias ultrapassadas e pretensiosas. Ao artista ou ao artesão (categorias cada vez menos diferenciadas) restam às vezes as cópias, a possibilidade de repetir peças semelhantes, ou a possibilidade de ir vê-las num museu ou em livros para turistas.
Não vejo nesses pintores, escultores e artistas gráficos a vontade teológica de inventar ou impor um sentido ao mundo. Mas também não há neles o niilismo abissal de Andy Warhol, Rauschemberg e tantos praticantes do bad painting e da transvanguarda. Sua crítica ao gênio artístico, e em alguns ao subjetivismo elitista, não os impede de perceber que estão surgindo outras formas de subjetividade a cargo de novos agentes sociais (ou não tão novos), que há não são exclusivamente brancos, ocidentais e homens. (p. 331)
Como proposta de uma prática artística híbrida, Canclini finaliza seu texto, falando do grafite e dos quadrinhos, gêneros impuros que desde o nascimento abandonaram o conceito de coleção patrimonial, e se estabelecem como "lugares de interseção entre o visual e o literário, o culto e o popular" (p. 336). A ambivalência do grafite se constitui, quando, ao mesmo tempo, que serve para afirmar territórios (arte neotribal) de grupos étnicos ou culturais, também desestrutura as coleções de bens materiais e simbólicos da chamada "alta cultura". Os quadrinhos contribuem para mostrar a potencialidade de uma nova narrativa e do dramatismo que pode ser condensado em imagens estáticas. É o estilo mais lido e o ramo da indústria editorial que produz maiores lucros; por sua relação constante com o cotidiano, acaba por revelar referências e contradições da própria contemporaneidade. Para ilustrar essas manifestações deslocadas, Canclini fala de uma famosa tira de Fontanarrosa, em que um personagem "contrabandista de fronteira" foge da polícia "de 15 países"- o personagem não contrabandeia através de fronteira, mas a própria fronteira: balizas, barreiras, marcos, arames farpados etc. Após vender uma defeituosa, ele tem que se esconder para não ser preso pela Interpol. No final, quando estava sendo perseguido, o personagem acaba por entrar numa manifestação popular, pensando se tratar de uma procissão, porém, na verdade, se tratava de um movimento grevista de policiais. A frase conclusiva que encerra a tira, dita por outro personagem que presencia toda a aflição do protagonista, é emblemática do momento pós-moderno: "A gente nunca sabe onde vai estar metido no dia de amanhã".
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(1) Canclini entende a pós-modernidade "não como uma etapa ou tendência que substituiria o mundo moderno, mas como uma maneira de problematizar os vínculos equívocos que ele armou com as tradições que quis excluir ou superar para constituir-se" (p. 28).

Museando ao Sábado. Call centers em debate no Museu do Trabalho


Museu do Trabalho Michel Giacometti
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16.4.09

Cultura . Gestão . Qualidade . Sustentabilidade . Eficácia social


15 a 17 de Abril de 2009, Pousada do Convento da Graça em Tavira

Nos últimos anos, consequência da evolução da sociedade portuguesa, construíram-se no País muitas infraestruturas culturais que vieram a enriquecer a vida das cidades e a oferta cultural das regiões, permitir o acesso ao conhecimento e à diversidade da criação artística. No Algarve foram também concebidos e construídos alguns equipamentos (bibliotecas, teatros, museus, …) e estão projectados para os próximos anos diversos outros espaços culturais por quase toda a região. Este seminário, de problemática actual, constitui uma oportunidade para reflectirmos conjuntamente a arquitectura e funcionalidades dos espaços culturais e a sua adequação às necessidades sociais, artísticas e tecnológicas, os modelos de gestão (sociedades público-privadas, empresas municipais, fundações, departamentos,…) de cuja escolha dependem a sustentabilidade económica e uma maior eficácia social.
Programa

15 de Abril (4ª feira)
18h30 - Sessão de abertura José Macário Correia (Presidente da CM de Tavira), João Guerreiro (Reitor da Universidade do Algarve), Gonçalo Couceiro (Director Regional de Cultura do Algarve), João Belo Rodeia (Presidente da Ordem dos Arquitectos Portugueses), Jorge Barreto Xavier (Director Geral das Artes), Jorge Queiroz (Presidente da Direcção da AGECAL)
19h30 - Conferência Equipamentos culturais: algumas reflexõesMiguel Lobo Antunes (Gestor cultural, Administrador da Culturgest)
20h30 - Beberete / jantar volante no Palácio da Galeria / Museu Municipal de Tavira
21h30 - Espectáculo nos claustros da Pousada de N. Sr.a da Graça

16 de Abril (5ª feira)

Painel Espaços culturais: arquitecturas e funcionalidades
Direcção de mesa: Marta Santos (Arquitecta, AGECAL)

10h00 - Conferência Arquitectura e espaços culturais
João Luís Carrilho da Graça (Arquitecto, Prémio Pessoa 2008)
11h00 - Intervalo
11h15 - Conferência Teatro: conceitos gerais e aplicação nos Planos de Espaços Cénicos (Sevilha e INAEM)
Juan Ruesga (Arquitecto, Prémio Manuel de Falla 2008)
12h15 - Debate
Moderação: Conceição Pinto (Arquitecta, AGECAL)
Intervenientes: Juan Ruesga (Arquitecto), João Luís Carrilho da Graça (Arquitecto), Tiago Monte Pegado (Arquitecto, Ordem dos Arquitectos Portugueses), Vitor Correia (encenador e actor) entre outros
13h00 - Almoço

Painel Gestão de infraestruturas culturais: experiências portuguesas
Direcção de mesa: Rui Parreira (Arqueólogo, AGECAL)

14h30 - Gestão de infraestruturas culturais em Guimarães
José Bastos (Director do Centro Cultural de Vila Flor)
15h00 - Foz Côa – gestão de um museu de paisagem
Alexandra Cerveira Lima (Directora do Parque Arqueológico do Vale do Côa)
15h30 - Óbidos Patrimonium – gestão de uma empresa municipalRicardo Ribeiro (Administrador Óbidos Patrimonium)
16h00 - Intervalo

Direcção de mesa: Graça Cunha (Bibliotecária, AGECAL)

16h15 OPART – Teatro São Carlos e CNB: um modelo de empresa pública
Carlos Vargas (Administrador d' OPART) e Fernanda Rodrigues (Coordenadora do Gabinete Jurídico d' OPART)
16h45 - Évoraculta – empresa municipal de Évora
José Ernesto Oliveira (Presidente da CM de Évora)
17h15 - A Gestão da Qualidade em museus
Isabel Victor (Chefe de Divisão de Museus da CM de Setúbal)
17h45 - Intervalo

18h00 - Debate Que modelos de gestão para as infraestruturas culturais?
Moderação: Jorge Queiroz (Sociólogo, AGECAL)
Intervenientes: Rui Parreira (ex-director da Fortaleza de Sagres), José Bastos (Director do Centro Cultural de Vila Flor), Alexandra Cerveira Lima (Directora do Parque Arqueológico do Vale do Côa), Ricardo Ribeiro (Administrador Óbidos Patrimonium), João Ventura (Director do Teatro Municipal de Portimão- TEMPO), José Ernesto Oliveira (Presidente da CM de Évora), Carlos Vargas (Administrador d' OPART), Ricardo Ribeiro (Administrador Óbidos Patrimonium), Isabel Victor (Chefe de Divisão dos Museus da CM de
Setúbal)
17 de Abril (6ª feira)

Painel Algarve: novos equipamentos, novos modelos de gestão?

Direcção de mesa: Emanuel Sancho (Museólogo, AGECAL)
10h00 - Equipamentos culturais em Portimão : o Teatro e o Museu MunicipalJoão Ventura (Director do Teatro Municipal de Portimão- TEMPO ) e José Gameiro (Director do Museu Municipal de Portimão)
10h30 - Faro: Teatro das Figuras e projecto Museu de Arte ContemporâneaPaulo Neves (Administrador do Teatro das Figuras), Conceição Pinto (Directora de Departamento da CM de Faro) e Dália Paulo (Directora do Museu Municipal de Faro)
11h00 - Intervalo
Direcção de mesa: Manuela Teixeira (Conservadora-restauradora, AGECAL)
11h15 - Projectos em Tavira e a gestão prevista: Fórum Cultural, Rede Museológica de Tavira e Centro de Arte ContemporâneaElsa Cordeiro (Vereadora da Cultura e Urbanismo da CM de Tavira)
11h45 - O Centro de Ciência Viva de Lagos: concepção e gestãoRui Loureiro (Director de Departamento da CM de Lagos), Frederico Paula (Coordenador do Gabinete de Planeamento Estratégico e Projectos Municipais da CM de Lagos)
12h15 - Debate Moderação: Dália Paulo (Museóloga, AGECAL)Intervenientes: Vasco Vidigal (galeria ArteAdentro), Tela Leão (Programadora Expo Saragoça), Pedro Ramos (Al-Mashra Teatro)
13h00 - Almoço

Direcção de mesa: Luísa Ricardo (Antropóloga, AGECAL)

14h30 - Rede de infraestruturas culturais de LouléJoaquim Guerreiro (Chefe de Gabinete da CM de Loulé), Luísa Martins (Directora de Departamento da CM de Loulé) e Luís Guerreiro (Chefe de Divisão da CM de Loulé)
15h00 - Criação e gestão de infraestruturas culturais em OlhãoFrancisco Leal (Presidente da CM de Olhão) e Graça Cunha (Directora de Departamento da CM de Olhão)
15h30 - Projectos museológicos em Albufeira: o Museu do Barrocal António Nabais (Museólogo) e Patrícia Baptista (Museu Municipal de Arqueologia)
16h00 - Experiências da gestão de espaços culturais em São Brás de AlportelVítor Guerreiro (Vereador da Cultura da CM de São Brás de Alportel)
16h30 - Intervalo

17h00 - Debate Novos equipamentos, nova gestão. Que perspectivas para o Algarve?
Moderador: José Carlos Barros (Vice-Presidente da CM de Vila Real de Santo António) Intervenientes: Isabel Soares (Presidente da CM de Silves), Pedro Costa (Jornalista, Director do jornal “O Algarve”), Elisabete Rodrigues (Jornalista, Chefe de Redacção do jornal “Barlavento”) e Henrique Dias Freire (Jornalista, Director do jornal “Postal do Algarve”)

18h00 - Encerramento

10.4.09

Museus e Pós-Modernidade






Museus e Pós-Modernidade: Discursos e Performances em Contextos Museológicos Autora: Marta Anico
Edição: Universidade Técnica de Lisboa - Instituto de ciências Sociais e Políticas, 2008
Descrição Física: 490 p.
ISBN 978-989-646-003-7



Esta obra resulta da investigação realizada no âmbito da preparação de uma tese de doutoramento em ciências sociais, especialidade em Antropologia cultural, apresentada no Instituto de ciências Sociais e Políticas em Janeiro de 2007.
Sobre o livro:
A presente obra debruça-se sobre as configurações dos museus na contemporaneidade, analisando a relevância social e cultural destas instituições enquanto protagonistas de processos de produção, representação e consumo de significados, no contexto de uma condição global pós-moderna. A redefinição do conceito de museu, a sua politização, a renegociação do seu relacionamento com os públicos e a democratização do acesso são alguns dos desafios com que se deparam estas instituições e que se reflectem na construção de múltiplas significações associadas ao seu papel e ao seu lugar nas sociedades contemporâneas. Este livro pretende, pois, oferecer uma reflexão sobre as teorizações e os modelos museológicos mais recentes, com particular incidência no “pós-museu”, e as práticas e dinâmicas de adaptação a contextos locais, em articulação com a temática das politicas culturais e os usos instrumentais da cultura.
Marta Anico. Doutorada em Ciências Sociais (na especialidade de Antropologia Cultural), é professora auxiliar no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa. Co-editora com Elsa Peralta das obras “Patrimonio e Identidade. Ficções Contemporâneas (Celta, 2006) e “Heritage and Identity” (Routledge, 2008), a sua produção científica incide nas temáticas do património, museus, práticas e representações culturais e, mais recentemente, nas políticas da cultura.
(Informação extraída da contracapa do livro)




Posted in Books, Museology , por Ana Carvalho, in " Mundo dos Museus "