2.2.09

Cultura

El Imparcial - El mejor diario de Oaxaca




Museos comunitarios, luchan contra exclusión social




Debido a las grandes diferencias económicas que los países llegan a concentrar , “los museos comunitarios arraigan en sus bases una lucha para erradicar las diferencias sociales”

Vidal PINEDA VÁSQUEZ


Buscar el equilibrio social y eliminar cualquier tipo de diferencia racial que llegue ha existir entre las culturas, es uno de los objetivos principales que buscan los museos comunitarios, señaló el representante del Ecomuseo de Santa Cruz, Río de Janeiro, Brasil, Bruno Cruz de Almeida.

Debido a las grandes diferencias económicas que los países llegan a concentrar en sus núcleos sociales, a decir de Cruz de Almeida, los museos comunitarios arraigan en sus bases una lucha para erradicar las diferencias sociales, “una lucha contra la exclusión y favor de la inclusión cultural”.

“Se lucha contra ésto porque en cada uno de estos museos existentes en Brasil, se promueve el conocimiento de la historia para una mejor comprensión del presente y del futuro. Estas instituciones están en contra de la exclusión y a favor de la inclusión, porque en siglos anteriores hubo una discriminación social, y en este siglo se debe de luchar por la inclusión social, hoy en todo el mundo lucha contra esta exclusión, lo importantes es mantener un equilibrio social, eliminar estos abismos entre las sociedades”, comentó.

Por tal motivo y debido a la importancia que ésto llega a tener en los diferentes sectores sociales, la creación de museos comunitarios en Brasil ha permitido la estructura de una Asociación Brasileña de Museos Comunitarios y Ecomuseos que promueven la convivencia y el reconocimiento cultural de las comunidades, explica el brasileño. Y agrega: “Por ejemplo, en las favelas brasileñas, los barrios más pobres localizados en los cerros de este país centroamericano, cuentan son su propio museo, a través del cual buscan el rescate de su historia y luchan para que los sectores mejor posicionados económicamente, los incluyan como parte de la sociedad brasileña y no como entes distintos”.


“Cuando en Santa Cruz surgió el museo, el Gobierno envió un comité para el rescate de la memoria histórica, y así fue como gente de otras partes de Río de Janeiro contagiaron a esta comunidad, para que fueran ellos quienes sintieran la necesidad de rescatar su historia, la cual no estaba representada nacionalmente, pues no se hablaba de Santa Cruz, la historia de esta comunidad no existía”.

Siendo participante el Tercer Taller de Facilitadores de Museos Comunitarios de América, que desde hace una semana se lleva a cabo en nuestra ciudad, Cruz de Almeida finalmente señaló, que proyectos como éste permiten un intercambio interesante de culturas, lo cual conduce a un enriquecimiento social, ya que para él y sus compañeros es importante “ampliar y fortalecer el orgullo de las comunidades”.

À volta do sentido do museu ...


Qualquer projecto museológico terá que partir do estudo profundo do território e da auscultação das pessoas. Antes do museu existir é necessário identificar a problemática (o seu objecto social), suscitar a reacção, o espanto, a vontade das pessoas em participar. Pensar no modelo, no tipo de organização e na sua sustentabilidade. Qualificar a procura através de acções de disseminação do conhecimento, promover o debate, investir arduamente na elevação das expectativas dos cidadãos-clientes, é tarefa primordial.

O futuro dos museus está na participação. No diálogo entre pessoas e grupos que estão na area de impacto do museu, independentemente da relação e/ou vínculo que têm com a instituição museológica (profissionais, voluntários, parceiros, utilizadores, públicos). A participação é o processo-chave da Qualidade em museus. É através da participação que os museus ganham sentido, ganham espessura e geram valor. É a participação que torna o museu único e socialmente relevante. Por muito nobres que se nos afigurem as causas, nada muda se for imposto. As pessoas (julgo eu) têm que acreditar que podem contribuir para a mudança. Têm que se sentir comprometidas, ganhar confiança, crescer com o problema, ajudar a decifrá-lo e ganhar coragem (audácia/poder) para intervir na sua concretização. É fácil fazer um museu mas é muito difícil mantê-lo vivo e actuante. A Museologia do futuro terá que estar mais atenta aos processos, ao envolvimento das pessoas e ao empowerment por ele gerado, porque aí reside a sua força e razão de existência. A Museologia Social, processual, transforma dificuldades em oportunidades, admite a mudança, a pedagogia do erro e a contínua aprendizagem. É inclusiva e promove a qualificação das culturas e dos patrimónios. A mera "contabilidade de públicos" já não chega para aferir a qualidade de um museu. Uma competente gestão do conhecimento e da informação é hoje fundamental para qualquer organização, incluindo os museus. A noção de qualidade em museus rege-se hoje por parâmetros que estão muito para além de um somatório de "boas qualidades". A qualidade total em museus mede-se pela qualidade da participação e pelos resultados para a comunidade (a satisfação das pessoas e a inclusão). A exemplo de muitas outras organizações com idênticas missões e valores, os museus terão de se munir das necessárias ferramentas avaliativas com o objectivo medir e comparar os impactos da sua acção na comunidade. Estes processos são uma construção tão (ou mais) importante como o produto final (exposição ou outro), por muito espectacular que este se nos afigure. Na Museologia social (com carácter processual) fazer o caminho é tão importante como chegar à meta. Os processos de identificação e descoberta, aproximam as pessoas e reforçam as comunidades de interesses, centradas sobre o património. A inclusão do diferente e dissonante gera inovação. produz efeito nos procedimentos de natureza material e imaterial, reconfigura o modelo de comunicação em museus. A participação efectiva permite trabalhar a singularidade, a especificidade das culturas, os modos de ser e agir de pessoas de diferentes gerações, origens e condições. O importante é a persistência no terreno e o enriquecimento das suas leituras. É do terreno que nasce toda a acção sólida e consistente. O importante é criar laços entre as pessoas, derrubar barreiras físicas, intelectuais e psicológicas, promover as acessibilidades, trabalhar com deficientes, imigrantes, desempregados, mulheres, crianças, grupos de risco. Criar rotinas de estudo, hábitos de pensar e decidir em conjunto. Esse é o campo onde germina a mudança e cresce a cidadania. Os museus sustentáveis, estão ancorados no terreno, na proximidade, assentes em fortes valores humanistas, com uma visão arrojada de futuro.




Isabel Victor


Chefe da Divisão de Museus da Câmara Municipal de Setúbal

Docente no mestrado em Museologia da Universidade Lusófona de Lisboa



Museos comunitarios, luchan contra exclusión social
Debido a las grandes diferencias económicas que los países llegan a concentrar , “los museos comunitarios arraigan en sus bases una lucha para erradicar las diferencias sociales”

Vidal PINEDA VÁSQUEZ