17.11.08

Museu em pedaços






A divulgação no campo museológico tem aumentado exponencialmente, mas os espaços dedicados ao debate e à troca de ideias são ainda parcos e infrutíferos.

Este blogue propõe-se precisamente a colmatar essa lacuna. Os pedaços de texto aqui apresentados pretendem suscitar a reflexão, criar opiniões, desenvolver pontos de vista.

Todos os museus foram criados em torno de pedaços, materiais e imateriais, da cultura humana, mas o seu desenvolvimento depende destes pequenos pedaços de ideias que juntos iremos unir, colocar em prática, corrigir e aperfeiçoar.

11.11.08

Caixa das memórias


Centenas de pescadores bacalhoeiros oriundos do barlavento algarvio constituem literalmente o rosto da exposição “Caixa da Memória”, que pode ser vista no Museu de Portimão.
Trata-se de um tributo aos homens que arriscaram a vida nas lides da pesca do bacalhau, cujos rostos e identificações formam um memorial em forma de cubo, composto por centenas de pescadores, protagonistas daquela que ainda é conhecida como a “faina maior”.
O projecto, preparado pelo Museu Marítimo de Ílhavo, resultou do restauro e digitalização do espólio de cerca de vinte mil fotografias e fichas de tripulantes de navios bacalhoeiros, dos quais foram parcialmente identificados pescadores e oficiais de pesca naturais de Portimão, Alvor, Ferragudo, Lagos, Vila do Bispo, Sagres, Aljezur, Monchique ou Silves e que andaram ao mar entre 1935 e 1974.
A “Caixa da Memória” constitui um projecto expositivo semelhante a outras abordagens estéticas de memórias do trabalho que têm sido elaboradas em museus estrangeiros e em centros de arte. É uma exposição invulgar que serve de tributo aos protagonistas de um modo de vida duro e extremamente perigoso, que demandavam as águas geladas e turbulentas da Terra Nova.
A itinerância desta mostra insere-se nas comemorações do 70º aniversário da fundação do Museu Marítimo de Ílhavo e coincide com a realização pelo Museu de Portimão do Encontro Internacional de Museus do Trabalho, Indústria e Sociedade, que reúne na cidade alguns dos mais renomados especialistas na matéria.
“Caixa da Memória” pode ser vista no Museu de Portimão até 23 de Novembro, às terças-feiras das 14h30 às 18h00, e de quartas a domingos das 10h00 às 18h00, com entrada gratuita.

Fonte: CMP
Museus e Património Imaterial
agentes, fronteiras, identidades (Ciclo de Colóquios)


Museus Globais: Colecções Etnográficas e Multiculturalidade

Museu Nacional de Etnologia – 28 Novembro 2008



O Colóquio de encerramento do Ciclo “Museus e Património Imaterial” será integralmente dedicado à importância que os museus etnográficos assumem no mundo contemporâneo, nomeadamente no contexto das sociedades multiculturais, bem como aos desafios e às oportunidades que hoje constitui a documentação e a divulgação do património imaterial em contexto museológico.

O Colóquio terá lugar em Lisboa no Museu Nacional de Etnologia, fundado em 1965 num contexto de absoluta vanguarda científica, e de que veio a resultar a instituição de um novo paradigma no âmbito dos museus etnográficos em Portugal. Conjuntamente com o Museu Nacional de Etnologia, três outros grandes museus etnográficos de âmbito internacional apresentarão as suas estratégias relativas à documentação e a divulgação do património imaterial em contexto museológico: o Canadian Museum of Civilization (Québec), o Musée d’Ethnographie de Genève e o Etnologisches Museum (Berlim).

A importância das colecções etnográficas no fortalecimento das relações entre os museus e as comunidades em que se inserem, a par da constituição de arquivos do património imaterial como base para o diálogo intercultural, constituem assim os temas principais do Colóquio, realizado no âmbito do Ano Europeu do Diálogo Intercultural e, também, no ano que o ICOM dedica aos tema Museus como agentes de mudança e desenvolvimento social.



Organização Inscrições:

Instituto dos Museus e da Conservação
Departamento de Património Imaterial
Tel: 21-365 08 65 w Email: dpi@imc-ip.pt w www.imc-ip.pt

4.11.08


Forum de discussão ENCONTRO MUSEUS disponível em http://www.voy.com/218074/

3.11.08



Mi casita es un museo portátil y ecológico


La Universidad de La Laguna (ULL) está en trámite de patentar un artilugio útil basado en una de esas ideas sencillas que pueden tener un gran éxito: se trata de un dispositivo en forma de casita que se puede desplegar fácilmente en cualquier lugar.
Una casita de madera que puede transportarse y abrirse en cualquier espacio para convertirse en un eco-museo. Esta es la idea que un grupo de profesores de la Universidad de La Laguna (ULL) propone como mini museo móvil y que, ahora, han solicitado patentar a través de la Oficina Española de Patentes y Marcas. "Se trata de una idea muy sencilla que, sin embargo, es muy innovadora", destaca la profesora de Dibujo, Diseño y Estética de la Facultad de Bellas Artes de la Universidad de La Laguna (ULL), María Luisa Hogdson quien firma el proyecto junto al arquitecto Miguel Ángel Gómez Gómez y la directora del mismo, la profesora de Didáctica de las Artes de este mismo centro, Victoria Batista. Ellos forman parte del grupo de investigación Arsdidas de la ULL y provienen del mundo del arte pero no están nada alejados de las famosas siglas I+D+i que tanto se asocia a la ciencia. De hecho, la propuesta de patente partió de este proyecto de eco-museo que se diseñó en un primer momento como soporte de una exposición itinerante sobre el gofio y las profesiones en torno a este. Una vez diseñado el proyecto que participó de la financiación estatal de I+D+i y que se presentó en el Congreso Internacional sobre Paisaje Natural Eurau 08 donde tuvo un gran éxito. Una vez que se comprobó, a través de la Oficina de Transferencias de Resultados de la Investigación (OTRI), que se trataba de algo novedoso en el mercado y que podía tener más usos además del programado en un primer momento, se decidieron a patentarlo. Ahora, "falta que algún empresario o alguna institución se decida a fabricarla", comenta la profesora.Físicamente el ecomuseo es una casita compacta que tiene una gran similitud con la de los juegos de la infancia, con un aspecto de madera, aunque en realidad se construirá con un material más resistente que son los paneles de prodema muy usados en la arquitectura actual por su resistencia. Las casita se abre con sólo dos bisagras y se ha hecho "con formas muy sencillas, con ángulos de 45 y 90 grados para que encajen sin ningún problema", comenta la diseñadora. Además, tiene la ventaja de que puede servir también como contenedor de la exposición y, cerrada, puede transportarse de forma sencilla encima de una camión. Una vez que llega al sitio, se abre a través de esas dos bisagras y se "integra perfectamente en el paisaje". De forma que el museo sale al espacio y no sólo es una institución estática a la que el público tiene que trasladarse. El eco museo tiene distintas opciones de uso: puede quedarse con el techo puesto, puede abrirse del todo, puede combinarse con otras estructuras...todo en función de la utilidad que se le quiera dar. "Tiene las características de porteabilidad y adaptabilidad que tanto se estiman en estos momentos", explica la profesora. En un futuro se podrá ver la casita desde en un espacio expositivo al uso como puede ser un recinto ferial hasta en medio de un monte e, incluso, por sus características, en un espacio natural protegido pues no degenera el paisaje. Si el proceso culmina con éxito en breve, en cualquier lugar, nos podremos encontrar una eco-casita-museo con copyright canario.
VERÓNICA MARTÍN
SANTA CRUZ DE TENERIFE