13.12.07

TERCUD - Territory, Culture and Development Research Centre-




A mudança na cultura - Identidade, Interculturalidade e Hibridação Cultural

Texto da autoria de José Gabriel Pereira Bastos
Proferido na abertura do XII Atelier Internacional do MINOM - Lisboa 2007
Professor na Universidade Nova de Lisboa / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Ler (doc. pdf)


_______________

Mais informaçoes em :

Secretariado dos Cursos de 2º e 3º Ciclos de Museologia.
TERCUD - Centro de Estudos de Sócio-Museologia
Av. do Campo Grande, 376
1749-024 Lisboa

Telefone:+351 21 751 55 00 (Ext. 2350)
Fax: +351 21 751 55 45

18.10.07



XII ATELIER MINOM INTERNACIONAL – LISBOA/SETÚBAL -
26, 27 E 28 DE OUTUBRO 2007

http://www.minom-icom.net/



DIA 26 - SEXTA - UNIVERSIDADE LUSÓFONA – AUDITÓRIO PRINCIPAL PESSOA VAZ - LISBOA

09.00 RECEPÇÃO E ENTREGA DE PASTAS

09.30 MESA DE ABERTURA

Organização:
Movimento Internacional para uma Nova Museologia – MINOM Internacional - Raul Méndez - Presidente
Movimento Internacional para uma Nova Museologia – MINOM Portugal – Alfredo Tinoco - Presidente
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias - Mário Moutinho - Reitor
Centro de Estudos de Sociomuseologia da ULHT- Judite Primo - Representante
Convidados:
Governo Civil de Lisboa – Adelaide Rocha - Governadora
International Council of Museums - ICOM Internacional – Piet Pow – Secretário Geral
International Council of Museums – ICOM - Portugal - João C Pereira/Graça Filipe - Presidente
Instituto dos Museus e da Conservação – IMC – Manuel Bairrão Oleiro(Clara Camacho - Director
Rede Portuguesa de Museus – RPM - Joana Monteiro - Coordenadora
Associação Portuguesa de Museologia – APOM – João Neto – Presidente
Departamento de Museus DEMU – IPHAN, Brasil – Mário Chagas – Coordenador Técnico
Associação Brasileira de Museus – ABM, Brasil – Adolfo Samir

10.30 CONFERÊNCIA DE ABERTURA –A MUDANÇA NA CULTURA:
Interculturalidade e hibridação cultural
Orador : José Gabriel Pereira Bastos
Moderação: Mário Moutinho

11.00 CAFÉ

11.30 A MUDANÇA E AS INSTITUIÇÕES CULTURAIS E MUSEOLÓGICAS
A UNESCO e a Mudança - Orador: Judite Primo
O ICOM e a Mudança - Oradores: Piet Pow e João Castelo-Branco Pereira/Graça Filipe
A APOM e a Mudança - Orador: João Neto
O MINOM e a Mudança - Oradores: Raul Méndez e Alfredo Tinoco
Moderação: Mário Moutinho

13.30 ALMOÇO LIVRE

15.00 MESA-REDONDA SOBRE A MUDANÇA E:
Os cidadãos – Orador: Hugues de Varine
Os profissionais – Orador: Mário Moutinho
Os conceitos - Orador: Pierre Mayrand
A Gestão - Orador: Mercedes Stoffel
Moderação: Liliana Póvoas

16.30 ORGANIZAÇÃO E TRABALHO EM ATELIER
1 – A mudança e os cidadãos, os utilizadores e os beneficiários:
- O que busca o cidadão nos museus?
- Meios e processos de participação
- Processos culturais de hibridação e Sociomuseologia
Moderadores/Relatores: Hugues de Varine / Cristina Bruno
2 - A mudança, os museólogos e a cidadania activa:
- Novas formações, novos perfis, novas funções, novos estatutos
- Partilhas e intercâmbios de aprendizagens
Moderadores/Relatores: Mário Moutinho / Ignacio D. Balerdi
3 - A mudança e a comunidade de linguagens na diversidade:
- Terminologias, conceitos e especificidades da Sociomuseologia
Moderadores/Relatores: Pierre Mayrand / César Lopes
4 – A mudança nos instrumentos de comunicação e gestão dos museus:
- Gestão de museus e SSME - Science Services Management and Engineering
- As novas tecnologias e a comunicação nos museus
- Os Sistemas da Qualidade e a Gestão de Museus
Moderadores/Relatores: Mercedes Stoffel / Isabel Victor

20.00 JANTAR DE CONVÍVIO E SERÃO MUSEOLÓGICO COM JUAN CARLOS RICO
La Caja de Cristal – Un prototipo espacial Animadora: Mercedes Stoffel



DIA 27- SÁBADO - MUSEU DO TRABALHO MICHAEL GIACOMETTI - SETUBAL
Largo dos defensores da República, Setúbal ( Junto à Av. Luísa Todi, em frente ao cais dos ferry-boats para Troia)
Telef. 265537880


10.00 RECEPÇÃO DE BOAS VINDAS PELA PRESIDENTE DA C. M. SETÚBAL - Maria das Dores Meira

10.30 O MUSEU DO TRABALHO MICHAEL GIACOMETTI - APRESENTAÇÃO E VISITA
Isabel Victor
Fernando António Baptista Pereira
Ana Duarte

12.30 ALMOÇO LIVRE


14.30 O MUSEU COMO FÓRUM DE CIDADANIA


15.00 O MUSEU COMO FÓRUM DE CIDADANIA NO MUNDO – MESA ABERTA/TRIBUNA
LIVRE

Europa: Portugal - Alfredo Tinoco - Presidente do MINOM - Portugal
Itália – Sílvia Vesco – Instituto de Estudos avançados de Lucca
França – Julie Guillot Corteville/Edith Orlando – Federação de Ecomuseus de França
Espanha – Ignacio D. Balerdi – Universidade del País Vasco
Holanda – Paula Assunção dos Santos – Academia Reinwardt
América: Quebec – Pierre Mayrand, Museólogo e fundador de MINOM
México – Raul Andrés, Presidente de MINOM Internacional
Brasil - Odalice Priosti - Ecomuseus do Brasil
Africa: Mozambique – Baldeu Chande - Administrador do Parque da Gorungosa
Cabo Verde – Leão Lopes – Fundador daONG – Atelier-Mar
Angola - Americo Kwononoca, Director do Museu de Antropologia de Angola

Moderador: Fernando António B. Pereira

17.30 TRABALHO NOS ATELIERS PARA PREPARAÇÃO DAS CONCLUSÕES
1 – A mudança e os cidadãos, os utilizadores e os beneficiários:
Animadores: Hugues de Varine e Cristina Bruno

2 – A mudança, os museólogos e a cidadania activa:
Animadores: Mário Moutinho e Ignacio D. Balerdi

3 - A mudança e a comunidade de linguagens na diversidade:
Animadores: Pierre Mayrand e César Lopes

4 – A mudança nos instrumentos de comunicação e gestão dos museus:
Animadores: Mercedes Stoffel e Isabel Victor

20.00 JANTAR DE CONVÍVIO E SERÃO MUSEOLÓGICO ABERTO A INTERVENÇÕES LIVRES

Moderadora: Isabel Victor, equipa dos Museus Municipais de setúbal, membros da comunidade e estagiários de Antropologia (Universidade Nova de Lisboa/ FCSH) e Museologia (Universidade de Évora-Mestrado)


TERCEIRO DIA – DOMINGO 28 DE OUTUBRO - LISBOA

10.00 APRESENTAÇÃO DAS CONCLUSÕES DO ATELIER
Conclusões: Moderadores dos Ateliers
Síntese do Atelier: Fernando António B. Pereira

11.30 ASSEMBLEIA-GERAL MINOM INTERNACIONAL
Aberta a todos os participantes do Atelier



TERCEIRO DIA – VER AINDA PROGRAMA DE VISITAS
...
DOMINGO - PROGRAMA DE VISITAS POR INSCRIÇÃO
CONTACTOS P 1 e 2 - MAGDA MATA
CONTACTOS - P3 - LUISA ROGADO

Agradece-se confirmação das visitas até ao dia 20 de Outubro.


Programa 1 - Gratuito
Museu Nacional de Arqueologia,
Mosteiro dos Jerónimos,
Exposição Ermitage no Palácio da Ajuda


Programa 2 - Gratuito
Ecomuseu do Seixal


Programa 3 - Seixal e Algarve
Domingo, 28 de Octubre
15h00 – Partida de Lisboa
16h00 – Ecomuseu do Seixal
19h00 – Visita a Alcácer do Sal e dormida

Segunda-feira, 29 de Outubro
09hoo – Partida para a Costa Vincentina
11h00 – Museu Municipal de Aljezur
12h00 - Museu do Mar e da Terra da Carrapateira
13h00 - Zimbrarinha
13h30 – Almoço Livre
16h00 – Museu Etnográfico e do traje algarvio/S.Bràs com a presença de Emanuel Sancho
17h00 - Núcleo museológico de Alportel com a presença de Emanuel Sancho
18h30 – Museu da Cidade de Tavira ( a confirmar)
19h30 – Visita ao Castelo de Tavira
21h00 – Jantar em Guerreiros do Rio, Alcoutim
22h00 – Dormida no Hotel Rural de Guerreiros do Rio

Terça-feira, 30 de Outubro
09h30 – Museu do Rio, Guerreiros do Rio
10h30 – Passeio de barco no Rio Guadiana entre GR e Alcoutim
1h30 – Visita ao Castelo de Alcoutim e ao seu núcleo arqueológico
- Visita ao Núcleo Museológico de Arte Sacra
13h00 – Almoço em Mértola com a presença de Claudio Torres





14h00 – Visita aos núcleos museológicos de Mértola com a presença de Claudio Torres
(romano, paleo-cristão e islâmico)
17h00 – Visita à cidade de Èvora
19h00 – Conversa com os responsáveis do Mestrado de Museologia da Universidade de Èvora
21h00 – Chegada a Lisboa

Pormenores importantes para o bom funcionamento da visita ao Algarve:
· Partida da Universidade Lusófona de Lisboa;
· Transporte em carrinha com 7 lugares disponíveis;
· Bagagens limitadas ás necessidades básicas;
· Acompanhante: Luisa Rogado
Tmn: 962153174 (para confirmação)
· Despesas de transporte a dividir segundo o nº de participantes;
· 2 dormidas por conta dos participantes:
1. Alcácer do Sal, á escolha:
- Pousada Histórica de Portugal – 210/230€ quarto duplo;
- Residencial – 50€ quarto duplo
2. Guerreiros do Rio
- Hotel Rural:
Quarto duplo: 75€
Quarto single: 65€

· As refeições serão por conta dos participantes, a uma média de 10/15€:

30.9.07

Ideias / Reflexão de Hugues de Varine para XII Atelier Internacional MINOM - Lisboa / Setúbal


Quelques idées sur le musée comme institution politique


Du 26 au 28 octobre 2007, se tiendra à Lisbonne (Portugal) l'atelier du Minom sur le thème "saisir le changement" (voir http://minom-icom.net/).



Pour me préparer à cette rencontre des acteurs de la nouvelle muséologie dans le monde, je me suis efforcé de trouver quelques idées pour provoquer la réflexion sur la relation du nouveau musée au développement et donc au changement.

hdevarine@interactions-online.com
Il n'y a rien de plus politique que la volonté de jouer un rôle dans le changement des sociétés, des techniques, des cultures, des économies, des relations internationales, des modes de développement. C'est même une idée subversive, qui ne plaît pas toujours aux politiciens et aux technocrates.

*

Le monde, et chacune de nos communautés, est divisé entre deux catégories d'acteurs:
- les shareholders : des individus ou des groupes qui possèdent une part d'une société ou d'une ressource. Les shareholders d'une société possèdent collectivement cette société. Ils s'efforcent donc d'accroître la valeur de leur société,
- les stakeholders : des personnes ou des organisations qui ont un intérêt légitime pour une situation, une action ou une entreprise (d'après les définitions de Wikipedia).
Si nous tentons d'appliquer ces deux termes à la relation entre nos communautés et le patrimoine de nos territoires, considéré comme le principal capital social, culturel et économique de ces territoires, nous constatons que nous sommes en même temps:
- propriétaires de notre patrimoine, c'est à dire shareholders, puisque nous en héritons et que nous sommes chargés de l'entretenir et de le valoriser. Comme tout détenteur d'actions dans une société, nous sommes à la fois propriétaires de nos patrimoines personnels ou familiaux et co-propriétaires du patrimoine global, paysage, urbanisme, traditions, usages, légendes, climat, etc.
- ayant-droits de notre patrimoine, c'est à dire stakeholders, car nous avons un intérêt légitime (culturel, affectif, économique, social) à ce patrimoine et à son devenir. Toute modification à l'aspect visible et sensible de ce patrimoine nous affecte et nous souhaitons être consultés, participer à la décision et à certaines actions, au point même de nous mobiliser dans des associations si nous estimons être privés d'une partie de notre patrimoine commun.
… et tout cela de manière aussi bien individuelle que collective.
Pensons à cette responsabilité, qui est celle de nous tous et pas seulement de quelques professionnels. Une responsabilité de propriétaires et d'usagers.

*

Nous sommes exposés au changement, comme êtres vivants, comme citoyens et comme êtres culturels, ou plutôt à des changements qui nous viennent de l'extérieur et sur lesquels nous avons apparemment peu de prise, sauf par l'intermédiaire de votes périodiques sans grande signification. Autrefois, on parlait de "tournant", le monde était sans cesse à un tournant ! Depuis quelques années, on parle de "crise", nous allons de crise en crise, dans notre environnement immédiat comme dans un cadre global ! En réalité, le monde et l'environnement personnel de chaque être humain changent sans cesse depuis la préhistoire, plus ou moins vite. Certains de ces changements sont dus à notre propre action, d'autres, le plus grand nombre, nous sont imposés de l'extérieur. Il ne faut pas les qualifier automatiquement de crises, car c'est grâce à eux que l'humanité avance, pour e meilleur ou pour le pire.
Or nous ne sommes guère préparés à dominer ces changements, ces crises, ou ces tournants, ou même à les comprendre. Nous apprenons à les subir et plus ils sont complexes, plus nous nous sentons incapables de réagir, autrement que par le refus ou le repli sur soi.
En réalité, il existe des solutions, à partir du moment où nous nous considérons comme des acteurs positifs de notre communauté et de l'avenir de nos territoires, à partir en particulier du patrimoine global qui en constitue l'une des principales ressources. Il faut pour cela un instrument qui peut être le musée, ou du moins un musée d'un type nouveau, tel qu'il se construit dans le champ de la Nouvelle Muséologie depuis plus de quarante ans. Ce musée peut être un instrument essentiel de mobilisation et de mise en mouvement du patrimoine.

*

L'intervention du musée, comme instrument d'accompagnement du changement au profit des communautés et des individus, considérés à la fois comme shareholders et comme stakeholders de leur territoire et de leur patrimoine, peut prendre trois formes, simultanément ou successivement. Cette intervention doit se faire dans un cadre et avec un objectif de développement local, c'est-à-dire tourné vers l'avenir et non pas vers un culte du passé, du beau, de l'exceptionnel. Et le développement est pas multidimensionnel, il ne peut se limiter à sa dimension culturelle, ou à une stratégie exclusivement touristique.
Voyons donc ces trois formes de l'intervention muséale:

Le changement imposé : le musée libérateur
Le nouveau musée, appuyé sur sa triple base territoriale, communautaire et patrimoniale, peut (et doit) libérer l'esprit critique, apporter une information contextualisée, promouvoir l'expertise d'usage, utiliser la culture vivante comme contrepoids à la culture dominante. Il va transformer progressivement le "visiteur" à qui sont proposés des évènements en "acteur" ou même en "sujet" de démarches de développement auxquelles il aura choisi de s'associer. Le changement se fera avec lui, au plus près de sa vie propre.

Le changement maîtrisé : le musée pédagogue
Pour aller plus loin, il faut être capable de maîtriser le changement, ce qui suppose l'acquisition de savoirs et de mécanismes qui donneront à l'individu et à la communauté les outils de sa participation au changement, de manière constructive. Le musée est alors une passerelle entre les promoteurs du changement et ceux qui le vivent. Cela signifie rendre ceux-ci capables de comprendre les techniques et les langages utilisés, d'avoir confiance dans leur capacité de contribuer personnellement et collectivement à certains projets, d'être à même de mieux préparer leurs enfants à la vie qui les attend, et surtout de développer leur propre esprit critique.

Le changement voulu : le musée créateur
Il s'agit ici, non plus de simplement se déterminer face aux changements exogènes, mais bien de créer une offre nouvelle, différente, faisant appel à la créativité individuelle et collective, scientifique, technique, artistique. Ici, le musée provoque et encourage à l'initiative. Il exprime toute la plus-value que la communauté peut donner à son patrimoine, pour le valoriser, le transformer, l'enrichir. Il ouvre de nouvelles pistes, accueille des propositions individuelles ou celles de groupes locaux. Il fait appel à des compétences techniques et à des expertises d'usage disponibles sur le territoire, il les aide à se faire reconnaître et à formuler des propositions.

*

Le patrimoine lui-même doit subir le changement ou le maîtriser.
Le changement le plus fréquent est le changement d'usage ou de sens. Un musée traditionnel est un coffre-fort où sont entreposés comme des trésors des éléments de patrimoine qui sont morts parce qu'ils ont perdu leur sens, leur utilité, leur valeur (sauf pour le savant qui fait des choix subjectifs en fonction de ses connaissances ou de son goût). Cela s'applique aussi à bien des monuments.
Un autre changement est dû à l'abandon, à l'érosion (y compris touristique), c'est-à-dire à la ruine rapide (en cas de guerre par exemple) ou lente (par perte de signification ou de moyens).
Or le patrimoine devrait suivre le changement et s'y adapter. Le patrimoine n'est pas une chose du passé, il représente une continuité qui se poursuit dans le présent et dans le futur. Pour cela il faut l'aider, pas nécessairement par la conservation pure et simple ou la muséalisation. Et certainement pas par la simple financiarisation, mais par une réflexion aussi collective que possible sur les usages possibles de ce patrimoine. Car c'est de transformation qu'il s'agit, au service du développement et non pas de la culture ou de la science.
Le musée doit ici devenir un centre de ressources, un laboratoire économique, technique et culturel pour la gestation de ces solutions dans le cadre de ce développement que l'on veut "soutenable".

*

L'accumulation, la muséalisation et la conservation du patrimoine ne sont pas soutenables à très long terme. Nos territoires et nos pouvoirs se chargent actuellement d'obligations institutionnelles pour l'éternité qu'ils ne pourront pas maintenir indéfiniment, ne serait-ce que pour de simples raisons financières. Des musées ferment, des monuments pourtant classés se dégradent irrémédiablement. Et pourtant on classe toujours plus, on crée tous les jours des musées, depuis cinquante ans, et dans le monde entier. Et cela la plupart du temps sans tenir compte de l'intérêt réel des territoires et des communautés d'appartenance, au nom d'une notion autoritaire et totalement passéiste de "patrimoine national" ou de "patrimoine universel". Veut-on muséaliser tous nos territoires ? Il y a de plus en plus de cas où le respect du patrimoine, culturel ou naturel, est un obstacle pour le développement. Il me semble préférable de laisser le patrimoine "respirer" au sein de communautés de plus en plus responsables (d'où le rôle de l'éducation patrimoniale et du musée) et évoluer, en se détruisant, en se transformant et en se créant, comme cela a toujours été le cas.

*

Il faut des professionnels d'un genre particulier, pour réussir une politique patrimoniale de développement soutenable, ancrée dans la profondeur des territoires et des communautés. Essayons de dresser leur profil (qui naturellement recouvrira plusieurs métiers) :
- des leaders communautaires conscients et engagés (ou prêts à s'engager) dans le développement de leur territoire,
- des personnes formées, et désireuses de se perfectionner, dans les domaines très variés dont relève le patrimoine,
- la capacité d'initiative, de réaction, d'innovation, de communication,
- le sens de la médiation culturelle et sociale,
- la compréhension des interactions entre public et privé, politique et administratif, sans pour autant renoncer à une hiérarchie de valeurs.
Cela suppose la reconnaissance de la muséologie populaire et communautaire comme une discipline à part entière, et plusieurs démarches parallèles:
- un recrutement mixte, endogène et exogène,
- la reconnaissance de l'égalité, à compétences équivalentes, entre les bénévoles et les salariés,
- une formation continue appuyée sur de nombreuses sources de connaissance (et pas seulement de l'université),
- la solidarité entre les musées et leurs personnels pour s'épauler mutuellement par le partage d'expérience.
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24.9.07


Définition participative d’un écomusée
Joëlle Le Marec, Alexandre Delarge


Cette proposition, a pour objectif principal la définition du programme d’un écomusée. La démarche proposée repose sur le postulat selon lequel l’institution future appuierait son activité sur des démarches participatives.
L’enquête proposée ici vise à mettre en œuvre des méthodes permettant de définir les missions et objectifs de l’écomusée en relation avec les habitants du territoire. Cette démarche démocratique se situe très en amont de la définition institutionnelle du programme et doit ainsi constituer un outil d’aide à la définition de l’écomusée mais aussi d’aide à la décision.


Le cadre de la proposition
La Définition participative se situe en préalables à la définition de projets, elle vise à produire des documents d’aide à la décision. Le travail sera scindé en deux phases, l’une du type enquête, l’autre du type consultation.
Nous nous adresserons à deux groupes, d’une part à des représentants des groupes socioculturels traditionnellement impliqués dans les musées et la culture, d’autre part à ceux qui ne le sont pas. Dans la mesure du possible nous associeront des personnes « non impliquées » à toutes les phases dee travail.

Cette méthode permet d’une part une prise en compte démocratique des attentes des habitants qu’ils soient ou non utilisateurs des structures culturelles existantes, d’autre part une réappropriation sociale pouvant aller jusqu’à l’engagement dans des projets culturels. Dans le cadre de ce type d’enquêtes, il arrive fréquemment que certaines des personnes interrogées souhaitent aller bien au-delà du simple entretien et se déclarent directement intéressées par le projet culturel mis en jeu dans l’entretien. Il est alors parfois possible d’organiser des discussions de groupe avec des personnes intéressées. Cette phase du travail, qui relève d’une dynamique participative, peut être envisagée si l’on souhaite prendre en compte le point de vue de ces personnes.

Nous proposons de mettre en place un processus permettant aux personnes les plus intéressées d’aller bien au-delà de la phase d’enquête, et de s’impliquer dans la production de documents d’aide à la conception avec l’équipe.
Comme nous souhaitons développer des actions tournées vers les couches de la population traditionnellement peu ou pas utilisatrices des musées, nous éviterons de centrer l’enquête uniquement sur les personnes les plus motivées. Nous maintiendrons donc, un important volet d’enquête auprès de représentants des groupes socioculturels traditionnellement non impliqués dans les musées et la culture. C’est pour éviter de sélectionner exclusivement par la motivation ou l’usage actuel que nous garderons ce volet d’enquête dans lequel les enquêteurs iront à la rencontre des gens.

C’est pourquoi, nous proposons une méthode en plusieurs phases articulées entre elles, afin de constituer un processus visant à l’élaboration d’un discours, celui-ci émanant de la paroles de deux catégories principales d’acteurs.

La méthode proposée

Phase 1 : Préparation.
Information générale, par la presse et la dynamisation des réseaux, sur le projet et sa dimension participative. Appel à participants.

Phase 2 : Enquête auprès des habitants les moins motivés.
§ Repérage de 4 à 6 groupes a priori non impliqués (dans la fréquentation des musées), sollicités pour une enquête par entretien sur leur propre lieu de vie : commerçants d’un quartier, élèves d’un groupe scolaire, habitants d’un ensemble de logements collectifs, etc.
§ Entretiens collectifs auprès de quatre à six groupes, sur le rapport aux institutions, les pratiques culturelles et sociales, le rapport au territoire
§ Présentation du projet d’écomusée porté par les professionnels ; les personnes participant à cette première phase seront issues des 7 communes de la communauté d’agglomération
§ Repérage au sein de ces groupes des personnes les plus motivées par la démarche et prêtes à s’engager au-delà de cette première phase.

Phase 3 : Restitution auprès des habitants les moins motivés
§ Exploitation des résultats de l’enquête et restitution-débat avec les personnes interrogées, en présence de l’équipe de l’écomusée.
§ Proposition de modalités d’implication des personnes les plus motivées dans la seconde phase de consultation.

Phase 4 : Constitution des groupes d’habitants les plus motivés
§ En parallèle de la phase 3 ; repérage de groupes a priori impliqués : visiteurs ou utilisateurs réguliers de l’actuel écomusée, membres du secteur associatif culturel…
§ Présentation du projet d’écomusée et proposition d’implication dans une consultation.
§ Constitution de deux à trois groupes : groupes de volontaires recrutés parmi les enquêtés de la première phase et groupes des volontaires recrutés auprès des milieux impliqués (ce recrutement se fait sur l’ensemble du territoire).

Phase 5 : consultation des habitants les plus motivés
§ Première journée : formation / information sur le projet, sur les modalités de fonctionnement participatif, en présence de l’équipe de l’écomusée et de quelques experts ;

§ Deuxième journée : consultation proprement dite. La consultation se fera à partir d’un ensemble de propositions issues du projet et du rapport d’évaluation de la phase 2 ; Elle pourra, si nécessaire, se prolonger au cours d’une troisième journée.

Phase 6 : restitution
§ Production d’un rapport de synthèse des phases 1 à 5, restitution auprès de l’ensemble des personnes ayant participé aux phases d’enquêtes et de consultation.
§ Publication des résultats de l’ensemble du processus (presse, débat, expos…).
La méthode que nous utilisons ici étant de type participatif, il est possible que certains participants s’engagent, au delà de cette consultation, dans la création d’une structure dédiée à ce projet (association par exemple).
Joëlle Le Marec, Alexandre Delarge

23.9.07

" estórias " que são História, através do nosso património literário. A não perder ...

Encenação de Maria do Céu Guerra

Nas palavras da encenadora:
A BARRACA ao montar Agosto , cria um espaço/tempo de celebração e memória da emigração portuguesa.
É um espectáculo baseado em textos de:
Rodrigues Miguéis,
Ferreira de Castro,
Dias Melo,
João de Melo,
Olga Gonçalves, Manuela Degerine, etc.
Personagens reconhecíveis destes autores cruzam-se numa espécie de rede feita dos mais belos itinerários de emigrantes da nossa ficção.
O espectáculo fala das aspirações, dos sacrifícios, das alterações de vida, das frustrações e dos triunfos, dos gostos, daquele grupo social que tanta riqueza económica trouxe ao nosso país.
Da irrisão à emoção, actores e público vão viajando de camioneta, de barco, de comboio e até num pau-de-arara sertanejo, experimentando sentimentos que certamente vão ajudar a conhecer melhor aquela gente que continua a ser os outros portugueses.O espectáculo está classificado para M/6 e estará em cena nos dias:

Setembro: 27 e 28 às 21h30 23, 30 às 17h00
Outubro: 4, 6, 11, 12, 13, 25, 26, 27 às 21h30
14, 28 às 17h00
Novembro: 1, 2, 3, 8, 9, 10, 15, 16, 17 às 21h30
4, 11, 18 às 17h00

Ficha Artística e Técnica a partir de textos de Ferreira de Castro, José Rodrigues Miguéis, Dias deMelo, João de Melo, Manuela Degerine, Olga Gonçalves

Dramaturgia, Encenação e Espaço Cénico: Maria do Céu Guerra
Adereços e Figurinos: Miguel Figueiredo
Direcção de Vozes: Mariana Abrunheiro
Trabalho Musical: Mariana Abrunheiro, Sérgio Moras, Rui Sá
Elenco:
ELAS:Mariana Abrunheiro, Rita Fernandes, Susana Costa
ELES:Luís Thomar, Pedro Borges, Rui Sá, Sérgio Moras, Sérgio Moura Afonso, Tiago Cadete
Luminotecnia: Fernando Belo
Sonoplastia: Fernando Pires
Operador de Som: Rui Mamede
Costureira: Inna Siryk
Montagem: Mário Dias
Relações Públicas e Produção: Elsa Lourenço
Secretariado: Maria Navarro
Bilheteira: Alexandre Rebocho
Fotografias: Luis Rocha - Movimento de Expressão Fotográfica

19.9.07

AS INSCRIÇÕES PARA O XII ATELIER INTERNACIONAL DO MINOM TERMINAM DIA 20 DE OUTUBRO. NÂO SE ATRASE ...

12.9.07


XII ATELIER MINOM INTERNACIONAL
LISBOA-SETÚBAL

26, 27 e 28 de OUTUBRO de 2007
CONVITE E PROGRAMA PORTUGUÊS
CONVITE Y PROGRAMA ESPAÑOL
INVITATION AND ENGLISH PROGRAM
INVITATION ET PROGRAMME FRANÇAIS

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25.5.07

XIV Encontro Museologia e Autarquias

XIV Encontro Museologia e Autarquias
Aljezur 25-26 Maio 2007