22.3.15
10.12.14
Museus e Economia Criativa, pré-texto.
Tópicos para reflexão
Museu da Chapelaria, S. João da Madeira, 21 de
Novembro.
IV Jornadas de Museologia
Isabel Victor
Foram mil e uma histórias, mil e
uma noites a contar contos que salvaram a bela Sherazade do
maldito destino. Instruída nas artes e nas ciências, a astuta narradora, usou o
seu repertório de contos e a sua extraordinária criatividade, para
perpetuar a vida. Enredou o tempo em novelos de contos, suspendeu cada dia
no fio de outro dia, cada noite no fio de outra noite e foram mil e uma noites e outros tantos dias a inventar amanhãs. Sherazade
iludiu a morte; foi tão persistente o seu querer, tão potente a
fantasia, tão grande sedução, que ainda hoje se conta esta história e soa
sempre a novidade. Os museus podiam fazer ( ser ) como a sherazade, contar e recontar para nunca mais morrer. Contos de encantar com gente dentro.
A consciência de finitude e o peso do passado criou a vontade de museu mas é a vontade de futuro que lhe confere sustentabilidade ( Vida . Vontade de viver . Novidade ). Todos sabemos que perpetuar a vida dos objectos é uma forma de enganar a morte , de se perpetuar, todavia o que mantém preso o olhar e cativos os sentidos, são as histórias. A infinita capacidade de imaginar futuros e de os contar é que cria a ilusão de viver.
Tudo o que existe já foi algum dia sonhado e tudo começou por um arrebatamento, por bom punhado de histórias.
Esta bela história é a metáfora do poder e encanto dos museus. Desta enigmática história não falaremos mais mas sabemos que muito do que nos transcende e inspira se deve a Sherazade e às suas sucessoras.
Estar no centro das “estórias”, significa estar sintonizado, protagonizar e ser capaz de estabelecer conexões (de criar interesse e de se tornar interessante ) .
Significa ter presença, ganhar relevância. Tornar-se desejado.
Todas as pessoas contam, todas gostam de contar.
Os museus ganham em escutar o que as pessoas contam. Têm aí a matéria - prima com que se se constroiem as narrativas e se criam ligações.
A consciência de finitude e o peso do passado criou a vontade de museu mas é a vontade de futuro que lhe confere sustentabilidade ( Vida . Vontade de viver . Novidade ). Todos sabemos que perpetuar a vida dos objectos é uma forma de enganar a morte , de se perpetuar, todavia o que mantém preso o olhar e cativos os sentidos, são as histórias. A infinita capacidade de imaginar futuros e de os contar é que cria a ilusão de viver.
Tudo o que existe já foi algum dia sonhado e tudo começou por um arrebatamento, por bom punhado de histórias.
Esta bela história é a metáfora do poder e encanto dos museus. Desta enigmática história não falaremos mais mas sabemos que muito do que nos transcende e inspira se deve a Sherazade e às suas sucessoras.
Estar no centro das “estórias”, significa estar sintonizado, protagonizar e ser capaz de estabelecer conexões (de criar interesse e de se tornar interessante ) .
Significa ter presença, ganhar relevância. Tornar-se desejado.
Todas as pessoas contam, todas gostam de contar.
Os museus ganham em escutar o que as pessoas contam. Têm aí a matéria - prima com que se se constroiem as narrativas e se criam ligações.
Três áreas-chave ( tendências dos museus do futuro):
Experiência ( as vivencias subjectivas )
Conexão ( a perspectiva do utilizador )
Presença ( a permanência )
O Museu na óptica do utilizador:
Museu Multi-Artes ( não só exibidor mas também criador ), Fórum e Polo de influência ( influenciar politicas públicas, tocar direitos fundamentais de justiça e inclusão social )
Museu Multi-Artes ( não só exibidor mas também criador ), Fórum e Polo de influência ( influenciar politicas públicas, tocar direitos fundamentais de justiça e inclusão social )
Programação constante ( Hábitos)
Criar valor ( valor para as pessoas ) é um valor do museu ?
Algumas perguntas:
Fala-se de criatividade mas onde é que estão os artistas, os criativos / os criadores, nos museus? Qual o seu lugar ? Qual o seu papel ?
Existe efectivamente mediação artistica ?
Os artistas vivem pendurados nas paredes ( e apenas pendurados nas paredes ) ou estão presentes a criar e a derrubar paredes ?
Os artistas vivem pendurados nas paredes ( e apenas pendurados nas paredes ) ou estão presentes a criar e a derrubar paredes ?
Como é administrada a Memória ?
Qual o retorno desse potencial ?
Três pilares do museu ( enquanto instituição )
Marca
Técnica
Estrutura
A este propósito, Lucimara Letelier, Directora Assistente de Artes do British Council, no Seminário Museus e Cidades Criativas - Inovação, Conexões e Cultura, que teve lugar no Rio de Janeiro em Maio de 2012, promovido pela Superintendência de Museus da Secretaria de Estado do Rio de Janeiro (SEC) , afirmou a importância de conjugar três tendências – experiência, conexão, presença. Propõe abrir um grande debate sobre o foco dos museus face às pessoas e à comunicação. Um debate sério sobre a necessidade de rever a forma como os museus marcam, dialogam, influenciam aspectos fundamentais da vida e dos direitos das pessoas.
O Brasil tem vindo a amadurecer , a debater de forma intensa estas questões da criatividade, ligadas à governança das cidades, a Cultura, a Arte e os Museus.
Um exemplo recente, que contactámos de perto, extraordinariamente vivo - o Circuito Cultural Praça da Liberdade , em Belo Horizonte, Brasil é uma forma articulada e inovadora de governança cultural e de rede activa.
A este propósito, Lucimara Letelier, Directora Assistente de Artes do British Council, no Seminário Museus e Cidades Criativas - Inovação, Conexões e Cultura, que teve lugar no Rio de Janeiro em Maio de 2012, promovido pela Superintendência de Museus da Secretaria de Estado do Rio de Janeiro (SEC) , afirmou a importância de conjugar três tendências – experiência, conexão, presença. Propõe abrir um grande debate sobre o foco dos museus face às pessoas e à comunicação. Um debate sério sobre a necessidade de rever a forma como os museus marcam, dialogam, influenciam aspectos fundamentais da vida e dos direitos das pessoas.
O Brasil tem vindo a amadurecer , a debater de forma intensa estas questões da criatividade, ligadas à governança das cidades, a Cultura, a Arte e os Museus.
Um exemplo recente, que contactámos de perto, extraordinariamente vivo - o Circuito Cultural Praça da Liberdade , em Belo Horizonte, Brasil é uma forma articulada e inovadora de governança cultural e de rede activa.
Ana Carla Fonseca Reis, tem reflectido sobre estas transformações/ inovações, sobre estas formas criativas de governança das cidades e o papel fundamental dos museus, desde o renascimento , desde as Academias de Artes e ofícios, desde a esfera dos produtores até às vanguardas do nosso tempo, processos de mediação e criação de valor.
http://circuitoculturalliberdade.com.br/plus/
O museus que definitivamente recusaram ser simples administradores de casas e coisas, contentores de luxo ( que expandiram a cultura ) e se deram ao luxo das histórias com gente dentro, nem sabem o poder que têm ! Multiplicaram infinitamente os argumentos.
Museus alcoviteiros, museus "falados" em cada esquina. Museus que se metem na vida das pessoas porque são as pessoas que lhe dão vida. Museus que apetece espreitar mesmo sem entrar. Museus onde se sente a pulsação.
Imaginar museus assim, com vontade própria e
respiração, será magicar ?
Muitos museus do futuro , muitos museus do amanhã já foram imaginados ( ouvi falar de um "museu do amanhã"
( http://portomaravilha.com.br/web/esq/projEspMusAmanha.aspx ) no Rio de Janeiro, conhecem ? ) , ou estão
hoje a ser imaginados para dar abrigo às maiores ousadias da criatividade
humana.
O físico espanhol Jorge Wagensberg, que criou e dirigiu o Museu de Ciência de Barcelona, conhecido por transformar a abordagem museológica em ciência, afirmou numa palestra no ICOM:
A tecnologia caduca muito rapidamente. As boas ideias, por outro lado, não caducam jamais. É nisso que os museólogos nunca devem economizar: as boas ideias para explicar boas histórias com inteligência e beleza! Um bom museu não se constrói como se faria um livro ou um filme, quer dizer, começando pelo índice. Um bom museu, insisto, se constrói-se a partir de um punhado de ideias brilhantes.
Para ele, as instituições museológicas tornam-se mais atraentes usando apenas “inteligência e beleza, e não sequestrando os típicos falsos estímulos do show business ou do best-seller”.
Um estímulo é bom simplesmente quando incita a continuar na aquisição de conhecimento. Os que se esgotam em si mesmos são outra coisa, talvez pornografia?O que faz um bom museu é contar boas histórias usando a realidade em vez de imagens e palavras
Wagensberg resume assim o que, para ele, é de facto o museu do século XXI:Um museu é hoje um valiosíssimo instrumento de troca social que se mede pela forma como ele muda a vida das pessoas. Um visitante tem que sair do museu com “fome”, ou seja, com mais perguntas do que tinha ao entrar.
Tecnologia espampanante não significa inovação. A tecnologia é um meio, um auxiliar, não um fim. A sofisticação está no pensamento, na complexa engenharia social, nas conexões que o museu estabelece. A complexidade de redes, os nós e os pontos de energia, ditam a governança, as relações vivas com a cidade, do bairro, as comunidades e as suas lideranças. Um processo , nunca um fim.
Este desenho mental, esta geometria relacional, fundada na confiança, em sucessivas aproximações, é a mais avançada das operações museológicas. A “expedição São Paulo” , como estratégia patrimonial de (re)conhecimento do território, de que nos fala apaixonadamente, Cristina de Oliveira Bruno, é disto expressivo exemplo. Leituras multiperspectivadas ( multindidualizadas ) .
Estar no centro das “estórias”, significa
estar sintonizado e ser capaz de estabelecer conexões (de criar interesse e de
se tornar interessante ) . Significa ter presença, atutude, ganhar relevância
na vida das pessoas. Para que tal aconteça os museus terão que mudar radicalmento
o foco da comunição e a sua forma de se relacionar com as pessoas ( os
cidadãos-clientes ).
O pensamento do antropólogo italiano Mássimo Canevacci, de extrema acuidade para a relexão que estamos a fazer, estrutura-se em torno da interseção de quatro grandes quadros conceptuais:
a auto-representação, ligada aos métodos etnográficos descentrados;
a ubiquidade,
alicerçada na ideia de um policentrismo flexível, em substituição à noção de um centro histórico único
e politicamente definido; o fetichismo visual, relacionado com o rompimento do dualismo clássico; e a teoria crítica
e experimental, baseada nas novas leituras da obra de Theodor Adorno.
O pensamento de Massimo
Canevacci incita a olhar para o
novo mundo das tecnologias digitais com novas lentes.
Para dar conta dessa
realidade emergente, o antropólogo italiano propõe novos conceitos — entre eles
o de "ubiquidade","multivíduo" e
"autorrepresentação" .
""Antes, na antropologia, "o outro" era a cultura
indígena. Mas, hoje, falo com índios Bororo ou Xavante [povos indígenas
estudados por Canevacci], que estão no Mato Grosso, pelo Skype ou pelo site
Aldeia Digital. Eles conversam em português, às vezes em espanhol, mas
continuam a falar bororo ou xavante, e utilizam a mesma tecnologia digital que
eu...
Na metrópole comunicacional, cada pessoa
configura um "outro", não na forma de uma alteridade radical, mas de
pequenas diferenças. Se, no passado, prevalecia o conceito de homologação, no
qual todo mundo seguia um padrão determinado pela estrutura econômica e
política, atualmente o grande desafio da comunicação e da etnografia é penetrar
em cada uma dessas diferenças — diferenças que configuram tipos específicos de alteridade
e, juntas, formam um patchwork, uma dimensão sincrética glocal que varia
no espaço e no tempo.""
http://www.iea.usp.br/noticias/um-novo-pensamento-cientifico-para-o-novo-contexto-da-cultura-digital
Segundo Cavacci, ""A cultura digital modifica a "divisão comunicacional do trabalho" (expressão
inspirada no conceito de divisão social do trabalho, proposto por Marx) entre
quem narra e quem é narrado. Surge, daí, a ideia de autorrepresentação: as
pessoas querem se representar, e não mais serem representadas. E, de qualquer
lugar do mundo, elas tem os meios tecnológicos e as condições culturais para
fazer isso, para nunca mais conceder a um terceiro o direito de representá-las.
Isso vem do desejo de cada um exprimir, de narrar sua própria história. Entra
em cena, assim, a crítica ao status de "quem tem o poder de representar
quem"".
"A forma como o museu comunica , os meios que usa para comunicar e os conteúdos que escolhe, fazem parte da mensagem. São eles próprios a mensagem. Não é credível falar de sustentabilidade ambiental e de valores sociais altruístas, quando se usam meios poluentes e/ou sofisticados equipamentos fabricados com mão-de-obra escrava.
“O meio é a mensagem” conhecida expressão do sociólogo canadense, Marshall Macluhan, lembra-nos que qualquer transformação no meio é mais determinante do que uma alteração no conteúdo."
Os brinquedos caros, a panóplia de instrumentos e equipamentos, a espectacularidade da tecnologia a que alguns museus ( do lado rico do mundo ) recorrem são, muitas vezes, a armadura high tech contra aproximações, uma forma de fetichizar o património. Ao invés, uma deliberada atitude de proximidade, com tudo o que isso comporta de uso parcimonioso e bem dimensionado de meios, criados a partir dos patrimónios e raízes culturais, incentiva a criatividade e a procura de soluções sustentadas que se distinguem pela qualidade e proporcionalidade. Os museus têm aqui um papel fundamental. Operam com a matéria mais sofisticada e sensível - o corpo, a sensorialidade e as suas multiplas vontades. Nada mais sofisticado e poderoso do que esta trilogia que emana do facto de termos um corpo (sermos um corpo) com necessidades e desejos.
A área que opera com o imaterial, com o campo da construção das identidades e da produção de sentidos, partilha pontos fortes e fracos a pressupostos da Economia do Intangível e/ou Economia da Criatividade, terá que contribuir para o aperfeiçoamento das ferramentas (dos instrumentos de revelação ) que consigam pôr em valor os construtores do património imaterial e as multiplas formas em que ele se manifesta.
Qualquer bem , material ou imaterial, para se tornar recurso , activo, precisa de estar visível, identificado e precisa de tecnologia que o transforme e comunique.A bibliografia que consultámos, artigos e livros, recentemente editados, apregoam as virtudes das novas tecnologias , falam até dos óculos 4D que ampliam o olhar e lhe conferem novas dimensões, mas ressaltam a falta de uma métrica especifica que consiga cartografar os bens culturais imateriais em presença, a capacidade instalada desses bens na Economia local, no bem-estar das comunidades. Uma métrica que mostre o seu modus operandi e a sua cadeia de valor. Algo que revele a caixa negra da navegação de uma poderosa área de criação de riqueza que, por falta desses instrumentos de medida, fica relegado para um estigmatizado lugar de “ Economia alternativa “ , periférica em ralação a uma Economia convencional que reclama a centralidade. O eterno domínio do financeiro que, no caso dos museus, tende para uma simples contabilidade de públicos em detrimento de uma exigente análise de resultados e medição de impactos.
A bibliografia consultada distingue entre Economias Criativas e industrias Criativas ; distingue entre produtos e resultados ; realça os fluxos e a inesgotável capacidade de reprodução dos bens intangíveis. Põe o enfoque na confiança, na atmosfera colaborativa ( nas redes ) e na sustentabilidade, no bem-estar e nos índices da felicidade. O relatório da Economia Criativa , produzido pela ONU , em 2010, põe em evidência o Património ( as expressões culturais tradicionais – artesanato, festivais e celebrações e os locais culturais - sítios arqueológicos, museus , exposições, bibliotecas, etc. ) como a primeira das quatro categorias na cadeia de valor das industrias criativas. As restantes são as artes ( artes visuais, artes plásticas, artes cénicas e outras disciplinas artísticas - música, dança , etc) , os mídia ( editoras, imprensa, rádio, televisão, novos mídia de conteúdo digital criativo ) e as criações funcionais ( serviços criativos – arquitectura, design ) .
O advento das industrias culturais, está hoje na base de uma profunda revolução económica e social e de uma nova divisão internacional do trabalho. Cabe à Economia Criativa , a redundância de criar alternativas para que não se reproduzam nas novas fábricas do séc. XXI os velhos vícios.
Ora , temos aqui um nó cego nesta rede de aspirações.
O futuro anuncia felicidade , o paraíso do património pleno , mas os indicadores apontam pobreza e desigualdade.
“ Desejável mundo novo “ é o titulo da mais recente obra de Lala Deheinzelin , especialista mundial em Economia Criativa e Desenvolvimento Sustentável.
“POR QUE NÃO?” É a frase geradora de todas as inquietações que, na perspectiva da autora, deveria orientar a forma de pensar futuros, para que “possamos nos libertar do conhecido e plausível e mergulhar no desejável “. Esta obra disponível para consulta online, formula perguntas tais como :
Por que não criar outra economia em que "valor" seja mais do que o financeiro? Por que não criar um modelo de governo regido pelo mérito e pela participação directa da população? Ter cidades feitas para o desfrute do tempo e não para a ocupação do espaço? Ou ter o "cuidar" norteando todo tipo de actividade no século XXI? Por que não ter uma educação que nos ensine a escolher bem e a compreender as consequências de cada escolha?Por que não construir relações, empreendimentos e territórios ?
A partir destas e outras perguntas foram criados os capítulos, organizados em temas da vida quotidiana que reinventam a economia, política, a cidade, os cuidados, a educação, as relações, a cultura.
Estas insustentáveis inquietações não têm resposta pronta, nem é isso que se procura, elas são apenas o despertar, a ignição de processos. O sem fim que conduz à acção. Não temos respostas mas podemos identificar alguns tópicos que cruzam as duas áreas disciplinares e formulam hipóteses de trabalho e reflexão o sobre os processos-chave que, em nosso entender, são basilares numa Museologia socialmente responsável, necessariamente criativa, livre de preconceitos e sempre experimental (o museu em si mesmo deve assumir-se como laboratório, um lugar aberto ao conhecimento e à criatividade. Um espaço de gestos largos. Amplo e arejado de ideias. Com poder para poder mudar o que aflige as pessoas e lhe tolhe o pensamento. Um museu persistente, socialmente responsável e imaginativo, que não se furta aos Trabalhos da Memória, aos Trabalhos do Tempo, aos Trabalhos de Medir e Comparar, aos Trabalhos de procurar Trabalho , criando ______________________ conta.minando. Magicando.
_______________________________ Notas
MAROEVIČ, Ivo. O papel da musealidade na preservação da memória. In:SIMPÓSIO ANUAL MUSEOLOGIA E MEMÓRIA. ICOFOM. ComitêInternacional de museologia/ICOFOM. Paris, Conselho Internacional deMuseus/ICOM, 1997.
CULTURA E TRANSFORMAÇÃO URBANA, Organização: Ana Carla Fonseca Reis
Edição: SESC/SP
Livro resultante do seminário internacional realizado no SESC Belenzinho, com curadoria de Ana Carla Fonseca, nos dias 22 e 23/11/11. A obra traz oito experiências emblemáticas acerca do impacto de festivais e equipamentos culturais no espaço urbano: Parques-Bibliotecas de Medellín, SESC São Paulo, Tate Modern, Museu Guggenheim Bilbao, TOHU Montreal, Nantes, Festivais de Edimburgo e FLIP. Disponível também em inglês.Ano de publicação: 2012
http://garimpodesolucoes.com.br/livro/cultura-e-transformacao-urbana/
http://garimpodesolucoes.com.br/garimpamos/servicos/livros/
__________
Museu do Amanhã, Porto Maravilha. Rio de janeiro
Como uma das âncoras do Porto Maravilha, o Museu do Amanhã será erguido no Píer Mauá, em meio a uma grande área verde. Serão cerca de 30 mil m², com jardins, espelhos d'água, ciclovia e área de lazer. O prédio terá 15 mil m² e arquitetura sustentável. O projeto arquitetônico, concebido por Calatrava, prevê a utilização de recursos naturais do local - como, por exemplo, a água da Baía de Guanabara, que será utilizada na climatização do interior do Museu e reutilizada no espelho d´água. No telhado da construção, grandes estruturas de aço, que se movimentam como asas, servirão de base para placas de captação de energia solar. Com isso, o Museu do Amanhã vai buscar a certificação Leed (Liderança em Energia e Projeto Ambiental), concedida pelo Green Building Council (USGBC).
_____________
Organização: Ana Carla Fonseca Reis
____________
Os Museus e a Qualidade ( Estudo exploratório
sobre a aplicação das ferramentas da Gestão da Qualidade nos museus)
Museus com qualidades vs Qualidade em museus
Cadernos de Sociomuseologia, nº23, 2005, edições Lusófonas , ULHT.
Museus com qualidades vs Qualidade em museus
Cadernos de Sociomuseologia, nº23, 2005, edições Lusófonas , ULHT.
Isabel Victor
Socióloga / Mestre em Museologia ( A Qualidade em Museus )
Integra a equipa do Museu de Setúbal / Convento de
Jesus.
Exerceu funções de Chefe de Divisão de Museus da Camara
Municipal de Setúbal e de directora do Museu do Trabalho Michel Giacometti ,
até Setembro de 2009 , data em que passou a coordenar a Rede Portuguesa de Museus, enquanto Directora do
Departamento de Museus do IMC .
20.11.13
18.11.13
Autorrepresentação e multiprotagonismo / Antropologia Visual
http://www.youtube.com/watch?v=tlTxBiV9_gA
Entrevista com o antropólogo Massimo Canevacci
(Isto interessa à Museologia, ao potencial narrativo dos museus e aos seus multiplos narradores )
http://info-etudiants.com/videos/?v=ahqXmZidmB4
17.11.13
16.11.13
8.5.13
6.5.13
23.2.12
Usos da Memória
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=471364999561858&set=pb.100000650877387.-2207520000.1349608334&type=1&theater
Universidade Nova de Lisboa / IELT
6.2.12
28.3.11
Museu e Comunidade . António Salvado (texto de enorme actualidade, escrito há 35 anos )
http://pt.scribd.com/doc/51685265/Museu-e-Comunidade
O presente texto constitui sumário de palestra pronunciada em 1976 para um público formado, essencialmente, por estudantes do ensino secundário.
__________________
in separata da revista " Estudos de Castelo Branco ", nº1 , Nova série
_______________________________________________________
O presente texto constitui sumário de palestra pronunciada em 1976 para um público formado, essencialmente, por estudantes do ensino secundário.
__________________
in separata da revista " Estudos de Castelo Branco ", nº1 , Nova série
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22.3.11
Pierre Mayrand
Pierre Mayrand a été associé également à l'Écomusée du fier monde de Montréal, de 1980 à 1990. Au fil du temps, il a fait de la recherche, de la formation et a contribué au développement du concept de l'Écomusée du fier monde, le mettant en contact avec des praticiens et des théoriciens de l'écomuséologie d'ici et d'ailleurs, et en faisant la promotion de l'Écomusée dans ses écrits et ses conférences.
Le 14 octobre dernier, il a reçu le Prix Carrière de la Société des musées québécois (SMQ) pour son «engagement profond et soutenu au développement et au rayonnement de la muséologie au Québec». Ce prix est la plus haute distinction accordée par la SMQ, qui souligne les réalisations des membres ayant contribué de façon significative à l'avancement de la muséologie québécoise.
Se disant «altermuséologue», Pierre Mayrand a toujours défendu les valeurs sociales. Pour lui, le musée est un acteur social de premier plan qui peut contribuer au changement.
http://www.nouvelles.uqam.ca/uqamca/item/1629-deces-du-professeur-retraite-pierre-mayrand.html
Les parents et amis sont conviés au salon Alfred-Dallaire Memoria, au 1111 rue Laurier ouest, le samedi 26 mars, de 14 h à 17 h et de 19 h à 22 h.
24.11.10
LE CONTEXTE D’UNE MUSÉOLOGIE EXPANSIBLE À L’ INFINI.
Il n’ est pas inutile de rappeler, pour mieux situer notre propos, de même que celui qui est soumis à notre réflexion, que patrimoines et muséologies ont acquis une telle signification de représentation et d’ interprétation qu’ ils recouvrent la totalité de l’ environnement humain et physique qui lui servent de cadre. La question devient comment aborder, par les moyens médiatiques à notre disposition, y compris la mémoire rapportée, une explication valable de la globalité de chaque phénomène faisant l’objet de l’ intérêt que nous souhaitons susciter (Davallon, Claquemurer ) ?
Les disciplines et les médias mis à la disposition de l’ interprète, ce mage de la lecture interrelationnelle, utilisant les approches tantôt inductives, tantôt déductives, pour se rendre au coeur de l’ explication sous forme de propositions, devient la clef du processus de connaissance- sensibilisation , puisant, selon les besoins dans la recherche scientifique et les méthodes d’ approche disciplinaires, qui, à leur tour, ont perdu de leur étanchéité ( Anthropologie, ethnologie, géographie … ).
Il en va de même des professions mises à contribution compte-tenu de la substitution du conservateur par des équipes pluridisciplinaires coordonnées par le chargé de projet ( gestionnaire chargé de maintenir la ligne de conduite du projet ).
La distinction que nous pourrions établir ,pour le besoin présent, des formes de muséologie, est, d’ une part, la muséologie industrielle ( industries culturelles ) et entreprenariale ( mondialisée ) abordant en surface les grands thèmes susceptibles d’ attirer les foules, d’ autre part, la muséologie d’ ancrage enracinée dans la réalité d’ un milieu. Cette dernière, qu’ elle fusse communautaire, locale, régionale, est celle qui nous intéresse le plus, mettant en relation directe un visiteur avec un hôte ( la population et son territoire d’ appartenance ), stimulant les mécanismes d’ appréhension sensible et partagée de ce que le colloque nomme si bien le < désir du territoire >. On pourrait decrire cette muséographie
ouverte comme comme une scénographie amoureuse, utilisant des approches progressives de la séduction. Le développement prend, dans ce cas, une signification très différente que celle que l’ on prête aux grands déploiements de l’ autre catégorie dominante de musées.
Pierre Mayrand (Québec, Canadá)
Professeur-chercheur, expert en muséologie communautaire
_____________________________________________________ Reflexões sobre Museologia
Il n’ est pas inutile de rappeler, pour mieux situer notre propos, de même que celui qui est soumis à notre réflexion, que patrimoines et muséologies ont acquis une telle signification de représentation et d’ interprétation qu’ ils recouvrent la totalité de l’ environnement humain et physique qui lui servent de cadre. La question devient comment aborder, par les moyens médiatiques à notre disposition, y compris la mémoire rapportée, une explication valable de la globalité de chaque phénomène faisant l’objet de l’ intérêt que nous souhaitons susciter (Davallon, Claquemurer ) ?
Les disciplines et les médias mis à la disposition de l’ interprète, ce mage de la lecture interrelationnelle, utilisant les approches tantôt inductives, tantôt déductives, pour se rendre au coeur de l’ explication sous forme de propositions, devient la clef du processus de connaissance- sensibilisation , puisant, selon les besoins dans la recherche scientifique et les méthodes d’ approche disciplinaires, qui, à leur tour, ont perdu de leur étanchéité ( Anthropologie, ethnologie, géographie … ).
Il en va de même des professions mises à contribution compte-tenu de la substitution du conservateur par des équipes pluridisciplinaires coordonnées par le chargé de projet ( gestionnaire chargé de maintenir la ligne de conduite du projet ).
La distinction que nous pourrions établir ,pour le besoin présent, des formes de muséologie, est, d’ une part, la muséologie industrielle ( industries culturelles ) et entreprenariale ( mondialisée ) abordant en surface les grands thèmes susceptibles d’ attirer les foules, d’ autre part, la muséologie d’ ancrage enracinée dans la réalité d’ un milieu. Cette dernière, qu’ elle fusse communautaire, locale, régionale, est celle qui nous intéresse le plus, mettant en relation directe un visiteur avec un hôte ( la population et son territoire d’ appartenance ), stimulant les mécanismes d’ appréhension sensible et partagée de ce que le colloque nomme si bien le < désir du territoire >. On pourrait decrire cette muséographie
ouverte comme comme une scénographie amoureuse, utilisant des approches progressives de la séduction. Le développement prend, dans ce cas, une signification très différente que celle que l’ on prête aux grands déploiements de l’ autre catégorie dominante de musées.
Pierre Mayrand (Québec, Canadá)
Professeur-chercheur, expert en muséologie communautaire
_____________________________________________________ Reflexões sobre Museologia
4.11.10
MUSEUS EM REDE . LINHAS DE UNIÃO
Boletim da Rede Portuguesa de Museus
RPM N.º 37(excerto do Editorial)
Outubro 2010
A atenção permanente ao carácter processual da Museologia, a caixa negra que regista todas as operações e opções do fazer museológico, dá-nos a verdadeira dimensão do que somos, do que fazemos e dos valores que conduzem a nossa acção enquanto profissionais e/ou actores de uma Museologia orientada para a cidadania. Vivem-se tempos difíceis e os museus não podem ficar fora da rede de solidariedades que a própria noção de património inspira e comporta na contemporaneidade. Em nosso entender, a qualidade em museus é sobretudo, e acima de tudo, participação, estudo e inovação. Os museus, elevando a qualidade dos serviços e a adequação às necessidades efectivas dos seus públicos (utilizadores), contribuem para qualificar a procura e reforçar os elos que dão corpo à ideia de rede, na sua dimensão mais ampla, versátil e inclusiva. Uma rede que se abre às universidades e aos jovens investigadores, colocando os museus no centro das grandes linhas de investigação, como importante interface de disseminação do conhecimento. Uma rede socialmente activa em prol da inclusão, que permuta serviços com ONG`s, associações de desenvolvimento local, associações de imigrantes, associações de deficientes, entre outras, nomeadamente organismos nacionais e internacionais que pugnam pelos direitos humanos e pela consistente ideia de que património, em lato sensu, são as pessoas, as suas memórias e identidades.
A reflexão dos profissionais de museus, reunida nas conclusões dos grupos de trabalho organizados aquando do "Encontro RPM 10 anos", aponta inequivocamente para a necessidade de reforçar e alargar as redes inter-museus e as sinergias no terreno configuradas numa “geometria variável em permanente construção". A criação de núcleos de apoio a museus, a programação em rede e o incremento das redes regionais serão as grandes metas para os próximos anos. Os eixos da formação e da credenciação terão, para tal, que se apoiar nas ferramentas da Gestão da Qualidade que permitirão melhorar continuamente o trabalho a desenvolver numa lógica organizacional contemporânea. A Qualidade em Museus não é hoje um mero artifício de Gestão, mas uma mudança cultural, uma outra forma de entender os museus como organizações socialmente responsáveis, implicadas no desenvolvimento e em processos de melhoria contínua que visam a busca de melhores resultados com menores custos. Os “museus para todos” implicam uma atitude pró-activa em prol das acessibilidades nas suas dimensões físicas, psicológicas, intelectuais, geracionais e identitárias.
O excelente artigo de Margherita Sani, "Rede Portuguesa de Museus: uma visão exterior", coloca-nos questões pertinentes, inquietantes..., sobre as quais deveremos reflectir seriamente. Partilhamos em absoluto da sua visão e procuraremos adoptar as suas recomendações relativamente à progressiva adopção de sistemas integrados de Gestão da Qualidade, segundo o modelo EFQM (European Foundation Quality Model), usado por organizações e serviços em toda a Europa, com resultados comprovados para os cidadãos.
Relembro aqui, chamando à boca de cena, a definição de rede evocada por Margherita Sani: «Uma rede é um ambiente não dirigido, não hierarquizado e aberto, no qual um grupo de indivíduos e/ou organizações, partilhando objectivos e valores comuns, criam um sistema de comunicação contínua para efeitos de encontro, troca de ideias e colaboração.» e a sua conclusão lógica: «A mais importante actividade de uma rede é… trabalhar em rede… um processo e não um produto…».
Isabel Victor
Departamento de Museus / IMC
Ver mais http://www.ipmuseus.pt/
Boletim da Rede Portuguesa de Museus
RPM N.º 37(excerto do Editorial)
Outubro 2010
A atenção permanente ao carácter processual da Museologia, a caixa negra que regista todas as operações e opções do fazer museológico, dá-nos a verdadeira dimensão do que somos, do que fazemos e dos valores que conduzem a nossa acção enquanto profissionais e/ou actores de uma Museologia orientada para a cidadania. Vivem-se tempos difíceis e os museus não podem ficar fora da rede de solidariedades que a própria noção de património inspira e comporta na contemporaneidade. Em nosso entender, a qualidade em museus é sobretudo, e acima de tudo, participação, estudo e inovação. Os museus, elevando a qualidade dos serviços e a adequação às necessidades efectivas dos seus públicos (utilizadores), contribuem para qualificar a procura e reforçar os elos que dão corpo à ideia de rede, na sua dimensão mais ampla, versátil e inclusiva. Uma rede que se abre às universidades e aos jovens investigadores, colocando os museus no centro das grandes linhas de investigação, como importante interface de disseminação do conhecimento. Uma rede socialmente activa em prol da inclusão, que permuta serviços com ONG`s, associações de desenvolvimento local, associações de imigrantes, associações de deficientes, entre outras, nomeadamente organismos nacionais e internacionais que pugnam pelos direitos humanos e pela consistente ideia de que património, em lato sensu, são as pessoas, as suas memórias e identidades.
A reflexão dos profissionais de museus, reunida nas conclusões dos grupos de trabalho organizados aquando do "Encontro RPM 10 anos", aponta inequivocamente para a necessidade de reforçar e alargar as redes inter-museus e as sinergias no terreno configuradas numa “geometria variável em permanente construção". A criação de núcleos de apoio a museus, a programação em rede e o incremento das redes regionais serão as grandes metas para os próximos anos. Os eixos da formação e da credenciação terão, para tal, que se apoiar nas ferramentas da Gestão da Qualidade que permitirão melhorar continuamente o trabalho a desenvolver numa lógica organizacional contemporânea. A Qualidade em Museus não é hoje um mero artifício de Gestão, mas uma mudança cultural, uma outra forma de entender os museus como organizações socialmente responsáveis, implicadas no desenvolvimento e em processos de melhoria contínua que visam a busca de melhores resultados com menores custos. Os “museus para todos” implicam uma atitude pró-activa em prol das acessibilidades nas suas dimensões físicas, psicológicas, intelectuais, geracionais e identitárias.
O excelente artigo de Margherita Sani, "Rede Portuguesa de Museus: uma visão exterior", coloca-nos questões pertinentes, inquietantes..., sobre as quais deveremos reflectir seriamente. Partilhamos em absoluto da sua visão e procuraremos adoptar as suas recomendações relativamente à progressiva adopção de sistemas integrados de Gestão da Qualidade, segundo o modelo EFQM (European Foundation Quality Model), usado por organizações e serviços em toda a Europa, com resultados comprovados para os cidadãos.
Relembro aqui, chamando à boca de cena, a definição de rede evocada por Margherita Sani: «Uma rede é um ambiente não dirigido, não hierarquizado e aberto, no qual um grupo de indivíduos e/ou organizações, partilhando objectivos e valores comuns, criam um sistema de comunicação contínua para efeitos de encontro, troca de ideias e colaboração.» e a sua conclusão lógica: «A mais importante actividade de uma rede é… trabalhar em rede… um processo e não um produto…».
Isabel Victor
Departamento de Museus / IMC
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1.11.10
Lettre de Pierre Mayrand à Su Donghai
Next Workshops - Workshop Shanghai
SITE DEL ARTIGO DE SU DONGHAI
Los ecomuseos en China
http://portal.unesco.org/culture/fr/ev.php-URL_ID=37604&URL_DO=DO_PRINTPAGE&URL_SECTION=201.html
Carta de Pierre Mayrand a Su Donghai
Lettre de Pierre Mayrand a Su Donghai
Bien cher collègue,
Je viens de prendre connaissance , un dimanche après Midi, de votre excellent article sur l’ évolution de l’ écomuséologie, en Chine (Museum international 237~8 ), son passage de la 1ère génération orientée `a la 2ème génération < autoproclamée >. Comme il est peu probable que je me joigne au groupe du MINOM et des écomusées qui se réunira à Shangai, je vous fais part, par écrit, de mon point de vue sur l’ écomuséologie. Au point de départ réticent à la théorie du miroir de G.H. Rivière, puis passe à l’animation culturelle Variniste, je me situe actuellement dans une muséologie sans frontières: L’ Altermuséologie (Manifeste, 2007).
Fondateur du MINOM, à partir des années 80, en réaction contre le statisme de l’ ICOM, j’ ai coordonné les activités de l’ Écomusée de la Haute-Beauce (au Québec) pendant prés de 16 ans, le 2ème par ordre d’importance chronologique, après le Creusot auquel il se substitue en 1978 comme lireu de convergence des idées, des actions et des recherches. Il sera suivi par le Maestrazgo (Espagne), devenus des musées territoire au service du développement et de la capacitation des populations, véritables fondateurs d’ identités actives. La dilution du concept original, comme vous en faites état, en une pléthore d’ interprétations sur sa mission, ses finalités et son fonctionnement – à l’ origine conçu comme une école populaire d’ apprentissage de la vie démocratique, suivie de prés par la fondation du MINOM (1984), tous deux assis sur la tradition latine des musées communautaires , l’ écomusée, à l’ère de la globalisation connait aujourd’hui une double expansion supplémentaire, soit la tendance à considérer les identités minoritaires, particularisées, comme des objets de biens de consommation touristique, soit la mise en place, comme en Chine et en Italie de réseaux étatiques d’enclaves ethniques plus ou moins auto-gérées. Il est ,même question, en Espagne, de conglomérations d’ écomusées ( surtout de parcs ) sans que le lien associatif ne leur confèrent une unité, sous forme de réseaux formels, par exemple, oubliant les acquis des années 90 ( Pyrénnées orientales, Maestrazgo ). La proposition d’ une < continentalisation asiatique de l’ écomusée > ( comme vous le rapportez ) montre la disproportion du phénomène là où tout paramètre s`efface. Elle démontre la dimension démesurée d’ ambitions d’ une action culturelle dont on a du mal à cerner, à présent ,les contours dessinés par ses fondateurs: Fragilité, convivialité … C’est pourquoi nous publions le Libretto: El manual del promoter del ecomuseo ( Laguna, Tenerife, 2009 ), illustré par la figure de l’ escargot ( Maison, antennes, fragilité, sensibilité à l’ environnement, traces ), une proposition de méthodologie.
J’ai bien connu, parfois intimement, les personnes mentionnées dans votre compte-rendu, théoriciens, utopistes, dessinateurs de modèles …, principalement à travers le MINOM ( ils étaient presque tous présents à Toten, en Norvège ) que l’ on persiste à confondre avec l’ écomusée, alors que le MINOM est le support idéologique de l’ ensemble, complexe, des muséologies dites < sociales > issues de la Déclaration de Santiago du Chili (1972), cherchant à les amener en permanence dans le contexte d’ une critique de l’ évolution mondiale (Mayrand, Essais de terminologie, ULHT, 2009 ).
Je vous félicite d’ avoir exposé aussi clairement et objectivement, au profit des minorités nationales parties prenantes de l’ écomusée comme outil de capacitation et de conscientisation.
Pierre Mayrand,
Professeur-chercheur, expert en muséologie communautaire, 29.11.09
22.9.10
13.9.10
Boletim ICOM nº 10 (Set_Nov 2010)
Destaco o artigo "Três é o par perfeito: o texto senta-se entre o visitante e o objecto", de Alcina Cortez
http://www.icom-portugal.org/multimedia/info%20II-10_set-nov10.pdf
CONTEÚDOS
01 EDITORIAL
02 ARTIGO TRÊS É O PAR PERFEITO: o texto senta-se entre o visitante e o objecto
10 opiniÕes E SE A BP QUISESSE SER MECENAS DO SEU MUSEU…?
12 NOVOS, RECENTES E RENOVADOS MUDE – MUSEU DO DESIGN E DA MODA
16 ENTREVISTA COM... JORGE SILVA MELO
18 NOTÍCIAS ICOM
18 Novas publicações
19 Calendário de iniciativas
_____________________________________
http://www.icom-portugal.org/multimedia/info%20II-10_set-nov10.pdf
CONTEÚDOS
01 EDITORIAL
02 ARTIGO TRÊS É O PAR PERFEITO: o texto senta-se entre o visitante e o objecto
10 opiniÕes E SE A BP QUISESSE SER MECENAS DO SEU MUSEU…?
12 NOVOS, RECENTES E RENOVADOS MUDE – MUSEU DO DESIGN E DA MODA
16 ENTREVISTA COM... JORGE SILVA MELO
18 NOTÍCIAS ICOM
18 Novas publicações
19 Calendário de iniciativas
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13.7.10
Mestrado em Museologia. A Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
O Curso de Mestrado em Museologia, confere os seguintes diplomas:
Diploma de Especialização em Museologia
Implica a frequência e aproveitamento dos 2 primeiros semestres do curso,
Diploma e Grau de Mestre em Museologia
Quando aprovada a dissertação de Mestrado, nos termos definidos pelo regulamento
Implica a frequência e aproveitamento dos 2 primeiros semestres do curso,
Diploma e Grau de Mestre em Museologia
Quando aprovada a dissertação de Mestrado, nos termos definidos pelo regulamento
Programas das disciplinas Mestrado museologia
Função Social do Museu
Esta disciplina/modulo tem por objectivo principal, situar os alunos no vasto quadro da Museologia contemporânea.
Serão tratadas as principais áreas de reflexão e prática da museologia, tendo em consideração a sua relação com as condições de produção dos diferentes discursos museológicos, os contextos sociais em que se desenvolve e os diferentes domínios de intervenção.
O alargamento da noção de património, e a consequente redefinição de "objecto museológico", a ideia de participação da comunidade na definição e gestão das práticas museológicas, a museologia como factor de desenvolvimento, as questões de interdisciplinaridade, a utilização das "novas tecnologias" de informação e a museografia como meio autónomo de comunicação, são exemplo das questões decorrentes das práticas museológicas contemporâneas e fazem parte de uma crescente bibliografia especializada à qual esta disciplina dará todo o relevo necessário
Museu e sociedade : A ideia de museu e as suas funções, As percepções de Museu / Património. Conceitos e interdisciplinaridade, Património e políticas patrimoniais. As Declarações de Santiago do Chile, de Quebec e de Caracas
Instituições nacionais e internacionais do foro museológico e/ou patrimonial, Museologia contemporânea: A modernização das instituições museológicas
Processos inovadores: ecomuseologia, economuseologia, museologia comunitária. Museografias formas e ideias, Relação património /perfis profissionais
Urbanismo e património
Com esta cadeira pretende-se dar a conhecer as políticas e os programas, com génese na União Europeia e em Portugal, que incidem, directa ou indirectamente, sobre o sector cultural e patrimonial e que os alunos fiquem a conhecer as múltiplas vertentes do conceito de património, assim como a sua evolução. Dar-se-á particular destaque à ligação entre património e desenvolvimento sustentável, nomeadamente ao nível regional e local, e à sua relação com a museologia.
Trata-se de uma matéria básica, fundamental não só para perceber o contexto externo dos museus e restantes instituições de índole cultural, mas também para o seu planeamento e gestão e para tanto é necessário ter em conta a sua envolvente externa/ o seu local de inserção.
Por último e em acréscimo, ao dar conta dos apoios e fontes de co-financiamento existentes, esta cadeira proporcionará, igualmente, um pano de fundo susceptível de facilitar/viabilizar a criação de projectos de desenvolvimento local com uma base cultural
Trata-se de uma matéria básica, fundamental não só para perceber o contexto externo dos museus e restantes instituições de índole cultural, mas também para o seu planeamento e gestão e para tanto é necessário ter em conta a sua envolvente externa/ o seu local de inserção.
Por último e em acréscimo, ao dar conta dos apoios e fontes de co-financiamento existentes, esta cadeira proporcionará, igualmente, um pano de fundo susceptível de facilitar/viabilizar a criação de projectos de desenvolvimento local com uma base cultural
Museologia e Pensamento Contemporâneo
Introdução dos “paradigmas” estruturantes do pensamento contemporâneo, que permita um enquadramento do pensamento museológico e patrimonial num nível mais geral de entendimento da realidade.
1.1. Grandes “autores-livros simbólicos” do Pensamento Contemporâneo
1.2. Grandes “Modos” (e até grandes “Modas”) do Pensamento Contemporâneo (exemplos)
1.3. Grandes tendências, correntes, ideias, ideologias, teorias, utopias, escolas, temas, problemáticas, racionalidades, sistemas, mundividências, universos, configurações, gestaltes, modelos, epistemas, paradigmas, controvérsias, catástrofes, complexidades, situações, posições, conceitos portadores, questões vivas, propédias, simpósios, enciclopédias, rupturas, revoluções epistemológicas, acontecimentos, instituições...do Pensamento Contemporâneo.
Museologia Urbanismo e Desenvolvimento Cultural
Após uma fase em que as instituições museológicas eram encaradas somente como um local de contemplação e de enriquecimento cultural dos indivíduos, cada vez mais se coloca a tãoica no enorme potencial que encerram enquanto instrumentos de desenvolvimento das regiões e, sobretudo, dos locais.
Que potencial de desenvolvimento os museus promovem, especialmente nas suas novas formatações e âmbitos geográficos (do museu nacional ao museu local)? Como os museus podem assumir e protagonizar um papel desenvolvimentista?
Capacitar para os problemas do desenvolvimento em relação com os contextos socio?económicos locais e regionais;
Proporcionar conhecimentos teóricos e metodológicos para a análise dos diferentes contextos de desenvolvimento nas suas várias dimensões (economia, sociedade, cultura...) e a diferentes escalas (nacional, regional e local);
Que potencial de desenvolvimento os museus promovem, especialmente nas suas novas formatações e âmbitos geográficos (do museu nacional ao museu local)? Como os museus podem assumir e protagonizar um papel desenvolvimentista?
Capacitar para os problemas do desenvolvimento em relação com os contextos socio?económicos locais e regionais;
Proporcionar conhecimentos teóricos e metodológicos para a análise dos diferentes contextos de desenvolvimento nas suas várias dimensões (economia, sociedade, cultura...) e a diferentes escalas (nacional, regional e local);
Resumos dos programas de Seminários (actualizados anualmente)
História da museologia e novas museologias
História da museologia e novas museologias
Abordagem diacrónica da História da Museologia. A filosofia e os valores subjacentes das instituições museológicas inseridas no seu contexto histórico-político. A vocação dos museus no passado: aspectos artísticos, científicos, sociais e culturais.
Pretende-se também com esta cadeira uma teorização, reflexão e problematização das grandes questões contemporâneas da museologia social; as suas condições de planificação e de realização e opções sociais e educativas.
Museologia e comunicação
Este seminário tem o objectivo de abordar os parâmetros teórico-metodológicos da disciplina aplicada Museologia, no âmbito das pedagogias patrimoniais, apoiados pela cadeia operatória de procedimentos de salvaguarda e comunicação
Tópicos básicos para a discussão teórica :
Distanciamento entre princípios museológicos e os limites dos procedimentos museográficos : as rotas pedagógicas para a educação da memória
Quadro referencial da disciplina museologia
tensões vivenciadas pelas equipes técnicas em função das reciprocidades entre as utopias das propostas e os limites de sua aplicação
cadeia operatória de procedimentos técnicos
Gestão Museológica
Este seminário teórico/prático procura introduzir os estudantes aos principais temas da Gestão Museológica. Discute as actividades do museu vinculadas à gestão, em particular como estas contribuem para alcançar os seus objectivos. O seminário presta especial atenção às principais fontes de financiamento disponíveis para os museus, e o impacto que estas têm sobre a Gestão.
Este seminário combina elementos teóricos e práticos para atingir cinco objectivos:
Familiarizar os estudantes com os principais elementos da Gestão Museológica.
Expor aos estudantes a importância de um adequado planeamento da gestão.
Analisar as principais fontes de financiamento privado e publicas disponíveis para os museus.
Explorar outros tipos de recursos (voluntários e associações de amigos) que podem apoiar o museu para conseguir atingir os seus objectivos.
Acção Cultural e Educativa dos Museus: processo museológico participativo
Discutir e analisar a acção cultural e educativa dos museus, as estratégias e as metodologias utilizadas para sua aplicação, em diferentes contextos.
Análise e discussão dos conceitos de acção cultural e educativa;
Conceitos básicos e princípios norteadores da acção museológica participativa;
Gestão museológica participativa;
Plano de acção.
O projecto pedagógico do museu;
Acção-reflexão: estudos de caso;
Temas para musealização: propostas de projectos.
Museologia e Memória
Nos anos 60 e 70 do século XX alguns sectores da vanguarda intelectual e cultural do ocidente anunciaram a morte do museu. Esse anúncio, normalmente acompanhado de um discurso generalista e totalizante, colocava em movimento críticas severas ao carácter aristocrático, autoritário, conservador e inibidor dessa instituição de memória, considerada como uma espécie em extinção e por isso mesmo chamada de "dinossauro" e de "elefante branco". Trinta anos depois, o que se verifica é que os museus não apenas não morreram, como se multiplicaram e ganharam destaque na cena cultural e na vida social do mundo contemporâneo.
O museu hoje é um fenómeno muito mais complexo do que se imaginava nos anos 60. Para compreendê-lo criticamente não é mais suficiente reduzi-lo ao papel de legitimador dos interesses das classes dominantes, ainda que esse papel continue sendo desenvolvido por muitas instituições. Ao serem assumidos como campo de acção e de discurso, os museus deixaram de interessar apenas aos conservadores da memorábilia das oligarquias. O fato é que ao lado dos museus de grandes narrativas, desejosos de grandes sínteses, constituíram-se museus de narrativas modestas, mas nem por isso menos actuantes e inovadores. Narrativas modestas, mas com potência discursiva e capacidade de promover novas possibilidades de identificação.
Sujeito, espaço e bem cultural (sociedade, território e património), Os novos patrimónios culturais: do biopatrimônio ao património intangível, Património cultural e memória social: perspectiva diacrónica e perspectiva sincrónica, Memórias e esquecimentos, poder e resistência, Museus, identificações e identidades culturais,
Tendências recentes do património industrial e da arqueologia industrial
A salvaguarda do património industrial introduz no tecido cultural da humanidade novos valores, com carga histórica, arqueológica, arquitectónico-urbanística, técnica (inovações, máquinas, transmissões mecânicas, mecanização, automação) e sócio-económica (trabalho, produtos, design, consequências sociais/ambientais), outrora desvalorizados do ponto de vista patrimonial, estético-artístico, documental.
As formas e ritmo de desaparecimento dos bens das sociedades e civilização industrial impuseram cuidados na preservação, inventário e "reciclagem" dos desperdícios tecnológicas (nas suas diversas componentes). A necessidade de conhecer a forma do aparecimento e desenvolvimento das sociedades industriais impôs, para além dos estudos histórico económicos e industriais o emergir de novos ramos da arqueologia, nomeadamente a especialidade "arqueologia industrial".
Ambos património industrial e arqueologia foram responsáveis pelo desenvolvimento recente de uma vertente recente da museologia, a que se tem dado o nome de industrial.
A exposição em questões: teorias, práticas, cenografia e ambiências
A exposição é um meio físico e social que envolve o visitante.
Este meio é perceptível e explicável.
O visitante está na exposição, está implicado através de todos os seus sentidos e é activo durante o seu percurso.
Durante a visita dá-se um encontro entre as representações sociais e simbólicas veiculadas pela «encenação» (as dos conceptores) e as representações sociais e simbólicas dos visitantes: dá-se assim uma construção de um novo sentido por este último.
A exposição é um conjunto de dispositivos científico e técnicos para os conceptores, percebido como uma globalidade atmosfera - clima - meio físico e humano pelos visitantes.
A exposição é assim um ambiência situada, na medida em que ela existe num espaço preciso e é percebida durante o tempo duma visita
Pôr em paralelo as intenções e acções dos conceptores e a démarche dos visitantes (posição e acção) afim de identificar «ambientes museais» - forma de descrever as ambiências museais, podendo constituir um instrumento de ajuda à concepção e/ou ao estudo das exposições
Problemática da concepção: práticas dos conceptores
Problemática da percepção: práticas dos visitantes
Museologia e Património Local
Pretende-se dotar-se o museólogo/investigador de uma bagagem essencial que lhe permita utilizar capazmente os diferentes fundos documentais existentes – locais, regionais e nacionais, - ser capaz de dotar a sua instituição museal do seu próprio fundo documental, assegurar a sua gestão e pô-lo ao serviço de outros interessados e dos utentes do museu
A recolha de fontes e a construção da História Oral estão entre as tarefas urgentes que o Museu (e a Escola) podem encetar, de tal modo que se não perca um importante complemento de outros documentos com que trabalha o museu.
Escola e Museu são duas instituições que em muitos casos têm vivido de costas voltadas. Todos sabemos hoje que a necessária colaboração entre Museus e Escolas é um poderoso contributo para a formação de todos e ao longo da vida toda. Educadores e Museólogos têm de definir os limites das suas responsabilidades e abrir o vasto campo das actividades que em comum podem realizar para tornar mais eficaz o trabalho das instituições em que se inserem.
Museologia e património local,
Problemática, fontes e métodos da história local e regional
Região, regionalismo, regionalização
Museologia e pedagogia
Museu local e história local
Estudos de público, valorizando a experiência museal do visitante
Profª Doutora Denise C. Studart
Refletir sobre a experiência museal do visitante e a inter-relação dos diferentes contextos que afetam esta experiência. Familiarizar-se com estudos de público em museus e com o uso de avaliação como um instrumento de planejamento e aprimoramento das atividades e serviços do museu.
Tendo em vista a natureza interdisciplinar da Museologia, será adotado uma abordagem multidisciplinar sobre as questões relativas ao estudo da experiência museal. Nesse contexto, comunicação e educação (num sentido amplo, não-formal) estão intimamente interligadas. Dentro desta perpectiva, torna-se importante que o museólogo conheça as discussões sobre educação informal, ‘que tipo de aprendizado’ pode ser esperado numa visita ao museu, teorias e estilos de aprendizado, e a influência destas questões nos aspectos comunicativos e no planejamento de exposições e atividades.
Estratégias em museus com relação à educação e acesso intelectual.
Pesquisa de Público e Estudos de Visitantes. Os primeiros estudos em museus.
Barreiras à visitação. Atingindo diversos grupos sociais.
Levando em consideração as opiniões e necessidades do visitante.
Avaliação em museus. Tipos de avaliação. Instrumentos de pesquisa
Séminaire de Muséologie Sociale
Prof Doutor Pierre Mayrand
Université du Québec à Montréal)
Presidente MINOM-ICOM
1ère PARTIE
Question adressée au groupe : Comment voyez-vous la muséologie, ses fonctions principales, sa mission sociale, votre propre rôle, le rôle des associations professionnelles.
Question adressée au groupe : Pouvez-vous identifier quelques changements significatifs dans les structures, les fonctions du musée, dans les attitudes et attentes du public ?
Question adressée au groupe : Que savez-vous des positions défendues depuis 1970 par des individus, des groupes organisés, des nouvelles institutions à la recherche d’un renouvellement, parfois radical, des rapports entre l’institution muséale et les populations ?
Introduction historique aux facteurs de changement et d’évolution, aux nouvelles formes d’organisation : Points de repère.
2e PARTIE
Modifications significatives apportées aux fonctions traditionnelles et aux conventions muséales établies.
Éléments de nouvelles théories liées au questionnement de la fonction sociale du musée.
Question adressée au groupe : Comment ces changements se reflètent-ils dans la vie muséale Portugaise, l’exposition universelle de Lisbonne peut-elle être considérée comme un facteur déterminant de l’évolution ou du changement, quelles seraient vos priorités pour activer le processus, quel impact auraient eu jusqu’à présent les journées sociales?
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