7.2.10

Museu Ibérico da Máscara e do Traje

Inaugurado em Fevereiro de 2007, este museu resulta de um projecto de cooperação transfronteiriça entre as regiões de Bragança e Zamora com o objectivo de perpetuar a tradição dos rituais. Instalado numa casa antiga da cidadela de Bragança, conta com um espólio de quarenta e seis trajes e sessenta máscaras representativos de vinte e nove localidades, dezoito do lado português, e onze espanholas, sob a responsabilidade de cerca de quarenta e seis artesãos. As peças estão expostas e à venda.

O Museu Ibérico da Máscara e Traje, situa-se num edifício da Câmara Municipal de Bragança, recuperado.

Situa na rua principal da cidade (D. Fernão o Bravo) que dá acesso ao Museu Militar de Bragança (2º mais visitado a nível nacional).

Por outro lado e a nível de Bragança, integra a rota cultural da cidade, constituída fundamentalmente por duas propostas: A via dos equipamentos culturais / Teatro Municipal Centro Cultural futuro Museu de Arte Moderna Museu Abade de Baçal Museu Ibérico da Máscara e do Traje Museu Militar. Dada a sua situação estratégica, perspectiva-se portanto, para o Museu Ibérico da Máscara e do Traje um êxito ao nível de visitantes. No entanto, por ser um projecto pedagógico, não estará certamente limitado aos meses quentes da Primavera e Verão.



O Museu Ibérico da Máscara e do Traje distribui-se por dois edifícios, separados cerca de 50 metros entre si, que têm a seguinte designação:



1. Museu Ibérico da Máscara e do Traje: com 3 andares

- Piso 0: Dedica-se às Festas de Inverno de Trás-os-Montes (Zona do Douro e Montesinho), incluindo a recepção.
- Piso 1: Mascaradas de Inverno da Província de Zamora.
- Piso 2: Festas de Carnaval (Bragança, Lazarim / Zamora) e a Sala do Artesão.



2. Oficina da Máscara e Traje.


O Museu Ibérico da Máscara e do Traje, não é concorrente de qualquer museu nacional. Será intencionalmente e sempre complementar, já que pretende atingir todos os públicos através de uma leitura simples, rigorosa, autêntica e imediata. Poderão alguns pensar que então, não será mais do que um espaço decorado, com objectos temáticos dentro duma filosofia inerente a um mero “folclore carnavalesco”. Evidentemente que não!

Na organização dos espaços, como se poderá observar, existem fundamentalmente quatro planos dirigidos especificamente aos públicos:

- Geral – Inteligível para turistas estrangeiros e portugueses com apenas cultura média. A temática da máscara e do traje será divulgada através de uma leitura simples, objectiva, imediata e rápida, complementada com prospectos em bilingue (português / espanhol e inglês / alemão), que posteriormente publicitarão o espaço, nas comunidades dos visitantes.
- Erudito – Espaço de estudo e investigação sobre a temática da máscara e do traje, constituído por uma mini-biblioteca, arquivo de fotos e filmes e consulta da web através do criado “PORTAL DA MÁSCARA”.
- Escolar – Espaço pedagógico e artístico para docentes e alunos dos diferentes níveis de ensino.

Grupos de mascarados – Espaço permanente de todos os grupos de mascarados, para reuniões e organização de eventos comuns, certificação e venda de produtos ligados à máscara e reuniões da Mascararte, etc.




http://www.mascaraiberica.com/accesible/POR_actuaciones.htm

2.2.10

Associativismo, Cidadania, Participação _ Dar corpo a um Movimento Social

Museu do Trabalho Michel Giacometti
_____________Ruy d`Espiney e Mirna Montenegro - Tarde Intercultural sobre Associativismo e Cidadania - Museu do Trabalho Michel Giacometti,  Sábado, 30 de Janeiro



Texto de Rui D'Espiney



1.A Constituição da Republica Portuguesa contempla, quase diríamos com igual dignidade, a Democracia Representativa e a Democracia Participativa. Dela ressalta com clareza que uma e outra são estruturantes do funcionamento da nossa sociedade.

O Tratamento que lhe é dado, na prática, a cada uma destas formas de democracia é, no entanto, bem distinto:

- À Democracia Representativa são concedidas todas as condições de sustentabilidade suportadas que são, pelo orçamento de Estado, as várias despesas com o seu funcionamento (inclusive as efectuadas em ordem à competição entre concorrentes).

- À Democracia Participativa nenhum meio material é facultado. O Estado não contribui com um cêntimo para a sua viabilização.

Dito de outra forma garante-se a Representação mas não se investe na Participação e porque a Democracia Plena só existe quando uma e outra funcionam pode, de facto, dizer-se que a nossa Democracia está coxa.



2. Promover a Democracia passa, na verdade, por viabilizar as condições de exercício da Democracia Participativa, isto é, passa por proporcionar a sustentabilidade material das iniciativas e estruturas que promovem a participação de entre as quais se destacam as formas organizadas de DP que são as Associações. Não é, no entanto, isso que acontece: longe de serem encaradas como focos de promoção e produção de participação as Associações são tratadas enquanto meras empresas prestadoras de Serviços: apenas pelo que fazem e não pelo que são.

Em boa verdade acabam por ser tratadas pior que as empresas pois, ao contrário do que sucede com estas, o valor dos bens produzidas pelas associações não incorpora as despesas de funcionamento nem tão pouco, com frequência, de trabalho (o calculo do valor da hora do mecânico que nos arranja o automóvel inclui as amortizações e as despesas de logística da oficina; o funcionamento dos projectos desenvolvidos pelas associações não só não as inclui, na maioria das vezes, como exige, quase sempre, uma comparticipação nos gastos).



3. É tendo por propósito possibilitar que a Democracia Participativa se afirme como dimensão estruturante da vivência politica económica da nossa sociedade …

É tendo por propósito impor que o associativismo seja tratado e encarado como forma organizada (promotora e produtora) de Democracia Participativa…

É, enfim, tendo por propósito contribuir para que as associações se conscientizem quanto ao seu papel na promoção e produção de cidadania e na construção de uma sociedade democrática e solidária,

… que nos parece fazer todo o sentido dar vida a um movimento social que chame a si:



- A clarificação e promoção dos princípios que o devem enformar e informar e que se podem traduzir em algumas palavras-chave como: autonomia, participação sociabilidades, solidariedade, rebeldia e politicidade;

- A requalificação da Democracia Representativa que, nascida de movimentos sociais tende hoje a dissociar o político do social, a incompatibilizar o nacional com o local e a contrapor representação e participação;

- A assumpção do carácter de alternativa social, cultural e económica que caracteriza grande parte das associações e iniciativas congéneres;

- A defesa da sustentabilidade económica do associativismo, enquanto condição necessária ao funcionamento da democracia como um todo.



A realização de um congresso programático do Associativismo e da Democracia Participativa coroará o desenvolvimento deste movimento, se funcionar como espaço de interpelação, de questionamento do poder político, de auto-questionamento dos comportamentos e de revindicação.



4. Naturalmente, quer-se que este movimento não pense apenas para fora mas também para dentro. Um conjunto de questões endógenas a ele terão de ser, com efeito e necessariamente, objecto de reflexão no congresso e no próprio processo da preparação. Por exemplo:

- O que se entende ao certo por democracia participativa? O que faz dela um projecto e uma prática política e reivindicativa?

- O que é o Associativismo Cidadão? Quando é que este é ou não é componente da democracia participativa (isto, tendo-se presente que grande número de associações tende a mover-se por uma lógica empresarial e que há associações actuando em diferentes domínios que podem, ou não, ser pertinentes para a Democracia Participativa)?

- Como podem as associações aprofundar o exercício da cidadania? Como ultrapassar fenómenos de caciquismo e burocratização?



5. Mas se estas são questões, digamos comportamentais, que importa definir, espera-se que naturalmente do movimento nasçam ideias sobre os aspectos do relacionamento do associativismo com o Estado e a DR, tais como:

- A forma justa de ressarcimento pelos bens de interesse publico que produzem;

- As diferenças que apresentam face ao mundo das empresas e as implicações que daí resultam em termos de financiamento e fiscalidade;

- O lugar que devem ocupar (e não apenas as associações mas também as populações) nas audições politicas, nas concertações sociais e nas políticas orçamentais.



6. O lançamento deste movimento, que agora se inicia, fez-se numa reunião para a qual foi convidada cerca de uma dezena de associações escolhidas por meras razões de proximidade e conhecimento mútuo e tendo por leitmotiv imediato a situação de precariedade em que grande parte delas vive.

O objectivo desta reunião vai, no entanto, muito para além do seu âmbito e das intenções que a motivaram.

Em primeiro lugar, quer-se que ela seja o despoletar de um Movimento amplo e abrangente, procurando-se, nomeadamente, implicar, na promoção, mais regiões e domínios de acção. Nesse sentido as Associações, presentes na reunião havida, são chamadas a animar encontros a nível local/regional em que se impliquem todos os possíveis potenciais interessados.

Em Segundo lugar, quer-se que o movimento funcione como um processo de consciencialização, de definição de linhas de acção e de princípios orientadores: o Congresso deverá surgir como a consagração de uma caminhada.

Em terceiro lugar, quer-se assegurar que o Movimento e as suas propostas ganhem visibilidade, o que passa pela participação activa de associações identificadas com princípios e práticas de cidadania.
 
 
 
 
 
http://movimentodoassociativismo.blogspot.com/2009/11/dar-corpo-um-movimento-social.html#comment-form

24.1.10

Planeamento Estratégico: Museus para o séc. XXI

O Plano Estratégico do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC): Museus para o séc. XXI foi ontem (20/01/2010) apresentado diante de uma audiência que encheu por completo a sala do Museu de Arte Popular onde se realizou a conferência de imprensa.

A sessão foi inaugurada pelo Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, que introduziu alguns dos tópicos que fazem hoje a actualidade e os problemas dos museus nacionais. Seguiu-se o director do IMC, João Carlos Brigola, que apresentou o plano estratégico, destacando alguns dos aspectos considerados mais relevantes do documento.

João Carlos Brigola começou por sublinhar que este não é um documento fechado, mas sim um conjunto de fundamentos gerais que deverão orientar a acção do IMC.

Este plano tem em linha de conta 31 prioridades de intervenção e estrutura-se em seis eixos de trabalho:

EIXO 1. Reenquadramento do sistema de gestão dos museus tutelados pelo MC/IMC.

EIXO 2. Inovação de modelos de funcionamento nos museus e palácios do MC/IMC.

EIXO 3. Governança de proximidade com os representantes e associações profissionais dos sectores da Cultura, das Universidades, da Museologia e da Conservação e Restauro, e com os municípios, as regiões autónomas, entidades públicas, as dioceses, as misericórdias, as fundações e outros agentes.

EIXO 4. Consolidação e crescimento sustentado da Rede Portuguesa de Museus.

EIXO 5. Política coerente e integrada de preservação, estudo, documentação e comunicação das colecções de bens materiais móveis e imóveis, sob a sua tutela, e do património imaterial.

EIXO 6. Qualificação profissional e formação académica e científica dos recursos humanos do IMC.



Para conhecer o documento em detalhe clique no seguinte endereço:
http://nomundodosmuseus.files.wordpress.com/2010/01/planeamentomuseus1.pdf

21.1.10

Tarde Intercultural no Museu _ Democracia Participativa e Cidadania, com Ruy d`Espiney ___________

clicar na foto para ampliar




Em marcha um congresso nacional sobre Cidadania, em meados de Novembro em Tondela. Vamos dando notícias sobre este movimento que se movimenta nas discussões que vão tendo lugar em diversos pontos do país. Questões pertinentes, muito actuais, sobre conceitos e práticas de Cidadania e da democracia participativa em Portugal. Um tema que se prende também, a nosso ver, com um conceito alargado e pró-activo de património e com o papel dos museus na sociedade. Este ano o tema proposto pelo ICOM é: " Museus e harmonia social ", começámos por aqui a harmonizar as ideias ... e a reflectir sobre o sentido histórico do associativismo nas suas diversas vertentes e vocações, desde o final do sec. XIX (a filantropia, o assistencialismo, as mútuas), os príncipios elementares da inclusão, formas entender o rio e as margens no devir da História e de recentrar o problema da participação à luz da contemporaneidade)

 link para o blog do movimento ...




__________Participem_______________________________

20.1.10

Plano Estratégico para os Museus do Século XXI ?




Albrecht Dürer (1471-1528)




O que vem a lume, são as demissões (nomeadamente a do director do Museu de Arte Antiga), as nomeações e outras re.conduções, assim justificadas em comunicado do gabinete da Ministra da Cultura:


"a opção de não recondução no cargo por Paulo Henriques vem no 'âmbito de uma nova orientação estratégica dos organismos do ministério da Cultura, em consonância com o Programa do XVIII Governo Constitucional, em que se inclui o Plano Estratégico para os Museus do Século XXI'.


Aqui, na Antena 1, pode ouvir:
http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Antonio-Filipe-Pimentel-e-o-novo-director-do-Museu-Nacional-de-Arte-Antiga.rtp&headline=46&visual=9&article=312259&tm=4


Quanto ao plano estratégico terá que ser bem esmiuçado, sobretudo no que respeita à mudança da tutela de alguns museus do IMC para as Câmaras Municipais.

3.1.10

“Temos de fazer um debate sem estrelismos”


José do Nascimento Júnior, diretor do Ibram, defende descentralização de recursos. Em entrevista, afirma que reforma na Lei Rouanet e novo fundo não terão um impacto “catastrófico” e sugere criação de museus



Folha de S.Paulo, Ilustrada, Silas Martí, 24/12/2009


No centro das discussões sobre o futuro dos museus no país está um único homem. José do Nascimento Júnior, antropólogo social, é o diretor do Instituto Brasileiro de Museus. Está nas mãos dele, em grande parte, a missão de contentar grandes e pequenos museus do país. É criticado de um lado por não ser ligado às artes visuais. Mas recebe elogios, de outro, pela tentativa de organizar o setor de museus no país.



Em entrevista à Folha, no dia em que deu posse ao conselho do Ibram, Nascimento Júnior se defende de acusações de uso eleitoreiro da máquina do Ministério da Cultura, esclarece o conflito em torno dos modelos de gestão estaduais e afirma que o novo fundo para o setor de museus, aliado à reforma da Lei Rouanet, não terá efeito “catastrófico”. Leia a seguir alguns trechos da conversa. (SILAS MARTÍ)




MASP. São Paulo



FOLHA - A maioria dos museus depende de recursos incentivados. A reforma na Lei Rouanet não vai gerar patrocínios e travar instituições?



JOSÉ DO NASCIMENTO JÚNIOR - Esse teto de 80% aponta para um campo em que o incentivo não pode ser 100% para todas as áreas. As empresas têm de entrar com dinheiro bom, e eu não vejo a possibilidade de secar a fonte, porque a área de cultura dá uma visibilidade interessante às empresas. E a nova lei também cria uma série de fundos. Sempre há medo, mas o ministério vai estabelecer regras de transição. Não vai ocorrer um impacto catastrófico.



FOLHA - Não é utópica a ideia de descentralizar os recursos e financiar museus em todo o país?



NASCIMENTO JÚNIOR - A concentração de instituições culturais no Brasil não passou da linha do Tratado de Tordesilhas, e o Brasil hoje é a sexta maior rede de museus do mundo. É importante entender que o museu é a unidade básica de memória. Há uma demanda real no país por mais museus. As pessoas também precisam enxergar o Brasil como um todo, não a partir de São Paulo ou do Rio. Tem que entender o país na sua complexidade e na sua profundidade.



FOLHA - Mas, nessa descentralização, grandes museus temem que vão perder recursos na divisão com milhares de instituições minúsculas.



NASCIMENTO JÚNIOR - Os grandes vão ser tratados como grandes. As megaestruturas sempre foram muito bem tratadas em detrimento das pequenas. Nunca foi o contrário, até porque a visibilidade foi sempre em direção aos grandes. Precisamos ampliar o número de recursos, não ficar numa linha do meu pirão primeiro. Temos que tratar em cada âmbito. Governos estaduais e municipais também têm de ter suas políticas.



FOLHA - Essa nova estrutura, no entanto, não pode dar margem ao uso eleitoreiro da máquina estatal?



NASCIMENTO JÚNIOR - Se a gente fosse eleitoreiro, estaria investindo onde tem concentração de voto, mas estamos mostrando que o Brasil é mais complexo do que essas regiões. Quem for ao Brasil profundo dialogar com Estados como o Piauí, Maranhão, Acre, Roraima vai ver que tem necessidades que a estrutura que nós herdamos do Ministério da Cultura não nos permitia atender. Nós refundamos o ministério e hoje ele é uma estrutura garantidora do direito cultural.



FOLHA - Como será resolvido o impasse em nível estadual, com organizações sociais com diretores que não podem ser remunerados, de acordo com o Estatuto de Museus?



NASCIMENTO JÚNIOR - É um equívoco interpretar o estatuto como sendo restritivo a isso. Se você pegar três, quatro juristas, cada um vai dar um parecer diferente sobre isso. São Paulo não necessita fazer disso um cavalo de batalha. Estamos caminhando para regulamentar. Temos de fazer esse debate com tranquilidade, sem estrelismos ou visões apaixonadas.



FOLHA - Mas esse esquema em nível estadual mais a estrutura federal não leva a um possível inchaço da máquina estatal, como no Ibram?



NASCIMENTO JÚNIOR - Não temos uma megaestrutura. São 40 cargos. O restante deles foi criado para reforçar a estrutura dos museus federais. São 470 pessoas, funcionários públicos de carreira. E vamos ter concurso agora para 260 funcionários, parte em Brasília e parte deles nos museus federais.

15.12.09

PIERRE MAYRAND














LA MUSÉOLOGIE SANS DESSUS

DESSOUS

Regards sur la muséologie actuelle


Pamphlet d’ un altermuséologue, 2009



INTRODUCTION

On aura compare le musée à un mastodonte (Balerdi), à une marre à grenouilles (Santiago), la muséologie à un animal qui tente de se mordre la queue et à un immense marécage ( Mayrand ). Après la période des innovations qui introduira le concept des nouvelles muséologies ( 1970-1990 ) suivra une période, précédant la récession financière et la crise morale engendrée par un capitalisme déréglé, où chacun, petit ou grand, tentera d’ explorer des voies nouvelles, chacune de ces périodes produira une abondante littérature cherchant à justifier le choix de société des uns et des autres ( le consevatisme en opposition avec le communitarisme et la massification ). Le musée lui-même ( Le Louvre ) devenant objet de marchandages ou de développements urbains ( Bilbao ), s’ aventurera dans la voie de l’ intermédialité ( SAT, Montreal, 2009 ) et des études théoriques pour elles-mêmes sur la médiation (Davallon). La mise au jeux: L’ apport des arts médiatiques conduisant à une quasi virtualisation de l’ institution muséale dans l’ approche de l’ objet-mémoire, Ces formes extrêmes de conceptualisation s’ accompagnent d’ un coup d’ oeil vers les expériences proches des populations cherchant à faire la synthèse de leur identité et à dégager une nouvelle formulation de la tradition communautaire dont l’ écomusée, malgré ses aléas actuels, demeure le plus réputé.



L’ introduction pléthorique de néologismes pour tenter de se situer dans une évolution accélérée, les essais de définition du Musée ( Mairesse, Desvallées, Mayrand ) et des fonctions qui s’ y rattachent, sont symptomatiques du malaise que connait cette industrie culturelle ( boîte à mémoire, miroir de représentations du monde et de phénomènes paticuliers ), nous ayant amené à titrer ce pamphlet : L’ absence de politiques cohérentes, de terrains concensuels, emportés par la vague déferlante du néo-libéralisme. Nostalgique de la grande période de rénovations d’ aprés guerre, d’ un futur que l’ on voudrait comme l’ entrée dans la magie de l’ univers cybernétique, la machine continue néanmoins à tourner, tellement le musée est enraciné dans les mentalités comme l’ espace privilégié des mémoires porteuses de valeurs patrimoniales, sans lesquelles il n’ y aurait plus de dessus ( vision cohérente ) et de dessous ( action cohérente ).



Et si le hasard voulait que l’ institution se dissolve, entraînant dans sa chute l’ ICOM au bénéfice d’ une action culturelle d’ une toute autre nature faisant une césure entre la conservation des oeuvres jugées représentatives par l’ humanité ( pourquoi pas par référendums ? ) ou de communautés particulières, et la fonction culturelle proprement dite ( subversive, insitative ), soit des espaces devenus des lieux de convergence autour de thèmes de la mémoire interculturelle en construction, comme on le trouve déjà dans le musée agora, plaque tournante de l’ émergence de citoyennetés ? L’ altermuséologie, ce nouveau rameau de la nouvelle muséologie s’ y attache déjà ( Musée à l’ attaque, 2009, Manifeste, 2007 )



AUTREFOIS

Musée standard ……….. Conservatoire,

Musée collection

Mémorial

…………………

Cumulatif



Musée communautaire….Biens usagers jugés

Représentatifs par un

Milieu.



……………………



Lien affectif



ACTUELLEMENT



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5.12.09

“Artes de Cura e Espanta-Males” - Museu do Trabalho Michel Giacometti

O livro “Artes de Cura e Espanta-Males”, coordenado por Ana Gomes de Almeida, Ana Paula Guimarães e Miguel Guimarães, com base no espólio de medicina popular recolhido por Michel Giacometti, é lançado em Setúbal no sábado à tarde.

A sessão, a realizar no Museu do Trabalho Michel Giacometti, às 15h00, numa organização da Câmara Municipal de Setúbal, é apresentada por António Vecino e conta com a exibição de um filme de Tiago Pereira.

O espólio retratado na obra encontra-se no Museu da Música Portuguesa, resultando de uma recolha feita pelo etnógrafo corso Michel Giacometti, com mais de 5500 fichas sobre doenças.

Miguel Magalhães, Ana Paula Guimarães e Ana Gomes de Almeida prepararam o material, classificaram-no e expuseram-no aos olhares de médicos especialistas, poetas, artistas, investigadores e professores. Estes responsáveis comentaram os textos de rezas, ladainhas, provérbios e orações (frequentemente com ervas, às vezes através de pedras ou animais) para tratar males como hipertensão, hemorróidas, gangrena, brotoeja, raquitismo, halitose, anorexia, leucorreia, anemia, coqueluche, nefrite, ciática, apoplexia, doenças dos olhos, tumores, epistaxis, fracturas, fogagem, bronquite, insónias, cãibras, blenorragia, picadas de abelhas, hemorragias, piolhos, afrontas e espigas das unhas.

Com a obra a apresentar no sábado em Setúbal, os leitores podem tomar um contacto com essas receitas desaconselhadas hoje, concebidas, nalguns casos, há milhares de anos e transmitidas de geração em geração, manifestando crenças secretas relativas ao corpo e à doença.

_______________
Museu do Trabalho Michel Giacometti (junto ao Miradouro das Fontaínhas, em Setúbal)
Telef 265537880




1.12.09

NOTES DE LECTURE


Musée et muséologie,
Dominique Poulot (2009)

Par Pierre Mayrand, réseau de correspondance.



LA PHRASE UNIQUE,





Si je passe en coup de vent aux conclusions de l’ auteur, j’ y trouve, esquissées plusieurs de mes propres considérations, comme celles de presque tous lesauteurs de la nouvelle vague,: Un sur le renversement spectaculaire du musée: Un espace public flexible, multifonctionnel, pouvant abriter des pans de collections (Branly) comme donner l’ impression qu’elles s’ y trouvent toutes exposées aux regards du public (Branly) dansd une perspective renouvelée, provoquée par la multiplicité sans borne des approches ( le sentiment d’ immersion, coeur de l’ expression muséale , à l’ exception de l’ art actuel qui persiste à se cantonner dans l’ unicité ), aborder les faits de mémoire comme mausolées des traumas ou de momments exceptionnels d’ expériences de vie ( Setúbal ) … en d’ autres termes, faire le choix d’entrer dans l’ intériorité collective, ou dans les manifestations humaines, restituées dans leur environnement social et physique, leur servant de décor psychophylanthropique, ramenant ainsi l’ espace public réservé institutionnellement au MUSEE, à sa fonction première d espace meuble, selon les circonstances, par les choix thématiques, didactiques ou sensationnels, à láide de dispositifs plus ou moins denses, les salles d’ exposition servant d’ avant scènes à une machine organisationelle manipulée tant par les professionnels que par des volontaires, les distinctions encore recentes s’effaçant au profit de l’ hôte, orienté ou désorienté, au coeur de cette logique.



Un ouvrage modeste, sans prétentions, où l’ auteur admet qu’il faudrait ( nous sommes en 2009 ) qu’il faudrait élargir le contexte presque exclsusivement français à une mise en situation internationale, du moins dans le monde occidental.

27.11.09

Cartografias da Memória _ Museu do Trabalho






Tarde Intercultural: Cartografias da memória _ Museologia Social e participação

Sábado, 28 de Novembro, das 15 às 18-00h, no Museu do Trabalho Michel Giacometti
Em Setúbal (Junto ao Miradouro das Fontaínhas)


Esta Tarde Intercultural é (perspectiva-se) diferente. Diferente no modelo, porque chamou à conversa várias vozes, tentando reunir pensamento e acção sobre os ancoradouros da memória, os seus territórios e as múltiplas inscrições. Diferente porque este falar polifónico se fará à volta de uma mesa e porque esse tempo irá dominar a tarde que será assim mais reflexiva do que celebrativa (apesar da concertina e do histórico Bolo-rei). É uma Tarde para estar e conversar produtivamente sobre as práticas e os valores que orientam o delicado trabalho das diversas redes de profissionais e voluntários na recolha das memórias e estudo das identidades. Mas esta Tarde também é diferente porque representa para nós um marco, um momento charneira para falar do "estado da Arte". É também uma oportunidade para acertar o passo com outros museus e saber de projectos de reconhecido impacto, na Arte de recolher e partilhar memórias, mola de uma Museologia participativa, inclusiva, acessível, socialmente responsável e ousada, que persegue os valores e os princípios fundadores do MINOM- Movimento Internacional para uma Nova Museologia, lançados na Mesa-Redonda de Santiago do Chile, ICOM, 1972, confirmados pela Declaração de Québec (MINOM) 1984.



Isabel Victor
Museu do Trabalho Michel Giacometti

Nota: sobre os valores que norteiam os princípios da Nova Museologia e os documentos fundadores do MINOM, ler mais em: http://www.interactions-online.com/







11.11.09

XIX JORNADAS SOBRE A FUNÇÃO SOCIAL DO MUSEU: “O TRABALHO COMO PATRIMÓNIO MUSEOLÓGICO”




A Câmara Municipal de Paços de Ferreira em parceria com o MINOM- Portugal, organizam as XIX Jornadas Sobre a Função Social do Museu, subordinadas ao tema – O Trabalho como Património Museológico, a terem lugar em Paços de Ferreira entre 13 e 15 de Novembro de 2009.




Secretariado

Tel.: 255 963 643

e-mail: Jornadasminom.pacosdeferreira@hotmail.com

macs.servicoeducativo@gmail.com



____________________________________
in   http://apat.wordpress.com/

 

4.11.09

Biblioteca Digital Mundial





Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos
e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas
as bibliotecas do planeta.
Tem, sobre tudo, carácter patrimonial" , antecipou ontem em LA
NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela
UNESCO e outras 32 instituições.

A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de
património, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do
mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês,
russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de
50 idiomas".

Entre os documentos mais antigos há alguns códices precolombianos,
graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da
América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em
1562", explicou Abid.

Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês
publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da
história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção
do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes
desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e
esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos
latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre
Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia


Fácil de navegar

Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve
explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram
escaneados e incorporados no seu idioma original, mas as
explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS

A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para
receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias
e ilustrações.

Como se acessa ao sítio global

Embora seja apresentado oficialmente hoje na sede da UNESCO , em
Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na
Internet, através do sítio www.wdl.org .

O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar directamente pela
Web , sem necessidade dese registarem
Quando se faz clique sobre o endereço www.wdl.org , tem a
sensação de tocar com as mãos a história universal do
conhecimento. Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas,
zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema
propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês,
francês, russo, espanhol e português). Os documentos, por sua
parte, foram escaneados na sua língua original. Desse modo, é
possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus
traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em
1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro,
aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A
excelente definição das imagens permite uma leitura cómoda e
minuciosa.

Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de
Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de
numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a
primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano
que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo;
o original das "Fábulas" de Lafontaine, o primeiro livro publicado
nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas
pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C..

Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas:
América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à activa
participação da Biblioteca Nacional do Brasil, a biblioteca
Alexandrina do Egipto e a Universidade Rei Abdulá da Arábia
Saudita.

A estrutura da BDM foi decalcada do projecto de digitalização da
Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e
actualmente contém 11 milhões de documentos em linha.

Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a
investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste
esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas
gerações que vivem num mundo áudio-visual. Este projecto tampouco
é um simples compêndio de história em linha: é a possibilidade de
aceder, intimamente e sem limite de tempo, ao exemplar sem preço,
inabordável, único, que cada um alguma vez sonhou conhecer











________________________________________________________

28.10.09

TARDE INTERCULTURAL " Les Portugaises"





http://www.mun-setubal.pt/museutrabalho/




Ostras do Sado – “Rosários” de estórias e memórias




Uma a uma, milhares de cascas de ostras, enfiadas como pérolas em arame, adensam-se nas margens do rio, formando um emaranhado de colares, rosários, onde se aninhavam as novas ostras para ganhar casca e, assim, resistir à corrente.

As mulheres (coisas de mulheres, como não poderia deixar de ser …), também lhes chamavam “berços”, embalando na metáfora a ideia de sobrevivência.

A cadeia de operações e actos técnicos, meticulosamente descritos e agilmente ensaiados nos gestos dos homens e mulheres que nas décadas de 50 e 60 trabalharam nas várias concessões de ostras ao longo do Sado, mostram o rigor e a importância deste sector na economia local, que renasceu e ainda hoje conjuga, num pretérito quase perfeito, verbos como: Apanhar, mariscar, destroncar, escolher, pesar, embalar, embarcar.

Estes actos trazem associadas estórias de pessoas e grupos que são verdadeiras pérolas dos patrimónios de Setúbal e do Rio. O filme "Les Portugaises" de Rui Filipe Torres, em antestreia no museu, lança a rede a esta temática, fazendo a ponte entre o passado e o presente da cultura das ostras em Setúbal, advertindo que "há ideias de progresso que não têm futuro", centrando a questão no problema ambiental e nas escolhas que perigaram e perigam o frágil equilíbrio do estuário.



Centro de memórias – enredando “estórias”

Voluntários pelo património, enquadrados por museólogos e cientistas na área do ambiente (caso de Antunes Dias ilustre biólogo, ex-director das reservas do estuário do Sado e do Tejo), têm vindo a disponibilizar parte do seu tempo e muito do seu saber (e sentir) para construir uma rede de recolha e tratamento de testemunhos que constituem hoje, um verdadeiro rosário de memórias sobre os patrimónios do rio.

Tal como na pesca, esta malha feita de pessoas, saberes e “sentires” é complexa, tem o seu preceito, as suas cadências. É um processo moroso mas revela-se de uma importância vital para a sobrevivência da comunidade enquanto viveiro de culturas e locus de inovação. Ao contar e, sobretudo, ao recontarmo-nos atrasamos a morte, re(cria)mo-nos. Estas redes de conversas que o museu lança ao rio das memórias são a forma que encontrámos de resistir às fortes correntes do esquecimento; são a nossa armadilha contra a morte anunciada de um riquíssimo património material e imaterial que tende a ser engolido por “ideias de progresso que não têm futuro”

As histórias de vida recolhidas por voluntários e informantes, entroncam umas nas outras e vão dando corpo ao centro de memórias que constitui hoje um recurso fundamental para o estudo das identidades socioprofissionais ligadas ao trabalho dos marítimos e das conserveiras de Setúbal.

Mas estes trabalhos de Sísifo, precisam de mais pessoas e de muita paciência. É um trabalho de dedicação e paciência que vai entrelaçando “estórias” e trazendo à tona os objectos que as suportam como signos de uma fortíssima cultura de mar. No próximo ano temos em mente realizar, em parceria com o IELT, Universidade Nova de Lisboa, um colóquio designado “Falas do Rio”, reedição de outros que se têm realizado em vilas e cidades costeiras, como é o caso de Ílhavo, mas até lá temos muito que trabalhar e precisamos da sua indispensável participação. Junte-se a nós, temos encontro marcado no Centro de Memórias.



Isabel Victor e Maria Miguel Cardoso





Museu do trabalho Michel Giacometti e Arquivo Fotográfico Américo Ribeiro

Divisão de Museus da Câmara Municipal

Outubro 2009

22.10.09

Falas da Ria no MemóriaMédia






EVENTO EM DESTAQUE




Integrado no projecto Memoriamedia, este canal divulga conhecimentos e modos de fazer enraízados no quotidiano das comunidades.

“Falas do Mar / Falas da Ria” é dedicado a todo o riquíssimo património oral, literário, documental, pictórico, fotográfico e multimédia existente – do passado e do presente – sobre as práticas culturais, representações, valores, comportamentos, simbologias e discursos ligados ao Mar em geral e à Ria de Aveiro em particular.

A perspectiva interdisciplinar deste Colóquio conta com a contribuição de investigadores, criadores e narradores capazes de encetar uma busca comum e comparada do conhecimento, com a preocupação de ligar a investigação bibliográfica e multimédia à experiência de vida e do terreno.


http://www.memoriamedia.net/noticias/Falas-do-Mar-da-Ria-programa-web.pdf

28.9.09

No Museu do Trabalho Michel Giacometti


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Ana Paula Guimarães IELT apresenta " Artes de cura e espanta males ", obra no prelo, sistematizada por Miguel Magalhães


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Apresentação da exposição " Em memória de Michel Giacometti " do Museu da música portuguesa


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Manuel Rocha, violinista da Brigada Vítor Jara, improvisando sobre temas (fonogramas) do cancioneiro. Momento único. Raro



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Tarde Intercultural sobre Michel Giacometti, integralmente gravada e disponível para consulta no Centro de Documentação do Museu do Trabalho

24.9.09

Michel Giacometti, dedicadamente ...

(Clicar no cartaz para ler o programa)


Tarde Intercultural " Michel Giacometti, dedicadamente ... ", Sábado, 26 de Setembro, inicia-se pelas 15-00h, no Museu do Trabalho, em Setúbal (junto ao Miradouro das Fontaínhas). Encerra no Cine municipal Charlot com a exibição do filme "Encontros" de Pierre-Marie Goulet, pelas 17-30, com a presença do realizador.
Mais informações sobre o Museu do Trabalho, exposições, projectos, estudos, publicações e actividades em
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9.9.09

Africa Museum website

O Africa Museum possui um website diferente e bastante inteligente para crianças de todo o mundo. Kanni conta um pouco sobre seu país, o Congo, através dele e de seus amigos o visitante poderá conhecer a cultura, gastronomia, agricultura, profissões, fauna, flora, entre outros tantos temas mais. Além do website destinado ao público infantil, o Africa Museum, tem projetos especialmente destinados aos professores. Vale a pena conferir!


http://kids.africamuseum.be/HTML_en/index.html


20.8.09


“Raconte”. Le musée et le travail de mémoire



Classé sous musée, Exposition, mémoire, muséologie







Au gré de mes lectures, je cueille parfois des citations d’auteurs qui n’ont rien à voir avec la muséologie mais qui me semblent exprimer à merveille les fondements de ce que nous faisons dans les musées. Une de nos missions est en effet de préserver et communiquer le témoignage vivant qui fait partie également du patrimoine mondial, comme on le reconnaît de plus en plus.


Mais quel est l’intérêt de ce travail, pris en charge dans le cas du Centre d’histoire de Montréal particulièrement par son Musée de la personne ww.muséedelapersonne.ca . Pourquoi faire parler, écouter et enregistrer les récits de vie ? Une accumulation un peu vaine de souvenirs ou un travail nécessaire ?


L’écrivain Milan Kundera, dans son roman L’ignorance, publié en 2003 chez Gallimard, évoque l’expérience ambivalente des émigrés tchèques après la chute du mur devant leur possible retour dans le pays qu’ils ont quitté sous le régime communiste, comme son personnage Irena, et l’expérience de ceux qui sont restés. L’aventure mythique d’Ulysse lui sert de miroir antique pour ancrer une réflexion dont je cite un extrait (pp.36-37) :


« Pendant les vingt ans de son absence, les Ithaquois gardaient beaucoup de souvenirs d’Ulysse, mais ne ressentaient pour lui aucune nostalgie. Tandis qu’Ulysse souffrait de nostalgie et ne se souvenait de presque rien. On peut comprendre cette curieuse contradiction si on se rend compte que la mémoire, pour qu’elle puisse bien fonctionner, a besoin d’un entraînement incessant : si les souvenirs ne sont pas évoqués, encore et encore, dans les conversations entre amis, ils s’en vont. Les émigrés regroupés dans des colonies de compatriotes se racontent jusqu’à la nausée les mêmes histoires qui, ainsi, deviennent inoubliables. Mais ceux qui ne fréquentent pas leurs compatriotes, comme Irena ou Ulysse, sont inévitablement frappés d’amnésie. Plus leur nostalgie est forte, plus elle se vide de souvenirs. Plus Ulysse languissait, plus il oubliait. Carla nostalgie n’intensifie pas l’activité de la mémoire, elle n’éveille pas de souvenirs, elle se suffit à elle-même, à sa propre émotion, tout absorbée qu’elle est par sa seule souffrance. (…) Pendant vingt ans il (Ulysse) n’avait pensé qu’à son retour. Mais une fois rentré, il comprit, étonné, que sa vie, l’essence même de sa vie, son centre, son trésor, se trouvait hors d’Ithaque, dans les vingt ans de son errance. Et ce trésor, il l’avait perdu et n’aurait pu le retrouver qu’en racontant.. (…)Mais à Ithaque il n’était pas un étranger, il était l’un des leurs et c’est pourquoi l’idée ne venait à personne de lui dire : « Raconte ».


« Raconte ». Le récit permet donc d’abord à celui qui le porte de retrouver et de consolider le trésor de son expérience et ainsi, de le préserver dans sa propre mémoire. En sollicitant cette mémoire, le musée devient un déclencheur et contribue à la préservation de ce patrimoine personnel. Tant mieux s’il peut préserver de manière plus tangible ce témoignage par son enregistrement et sa diffusion. Quoiqu’il en soit, le simple fait de demander à une personne de se raconter permettra à sa mémoire d’exister, de s’enraciner dans le présent pour devenir une partie de son quotidien et de ceux qui l’entourent.



Le patrimoine, c’est d’abord dans la vie qu’il se forme avant d’être adopté et transmis par la collectivité et par les institutions qui en ont la mission.


Jean-François Leclerc
Muséologue

Centre d'histoire de Montréal

12.7.09

Museologia e identidade

“Agency” e Estrutura (1) – Esta colisão é a dinâmica central do trabalho identitário.
Nós experimentamos o nosso “self” como um agente que formula intenções, que escolhe e leva a cabo acções. “Agency”, por si só, é como um actor sem guião, sem palco, sem audiência – e, para que percebamos, sem a mínima noção do que significa ser actor e desempenhar um papel, nós precisamos que o mundo exterior nos providencie a estrutura – um sitio, uma forma e uma razão de actuar.

Os visitantes exploram certas características do museu que o tornam uma ferramenta ao serviço do trabalho identitário. Considerarei três destas características: a norma museológica, o seu carácter performativo, e a apresentação do exótico.

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(1) ROUNDS, Jay (2006) Doing Identity Work in Museums in Curator, (s/l), pp.133-149

6.7.09

Museologia Social-Conceitos Técnicas e Práticas



Curso online

Carga Horária: 60 horas





Conteúdo Programático


Museologia Social, Museu e Patrimônio Cultural
A Ecomuseologia e o Ecomuseu
O Ecomuseu
A Museologia e o museu comunitário
Museologia e Memória
História oral: registos da memória
Museologia e Identidade e Patrimônio Cultural
Categorias do patrimônio cultural material
Danos causados ao patrimônio cultural material
Patrimônio cultural imaterial
Funções e propriedades do património imaterial brasileiro
Museologia, Turismo e Património Imaterial
Sobre o turismo cultural
Função Social do Museu
Função socioeducativa e museu
Execução de ações socioculturais e educativas
Programas educativos do museu
Patrimônio Cultural: Recurso Interdisciplinar para Ações Educativas
Educação Patrimonial: ensino-pesquisa com patrimônio cultural
Pesquisa Museológica com o Patrimônio Cultural: Conceitos, Métodos e Instrumentos
Definição de Bem Cultural
Pesquisa museológica: contribuições das ciências humanas, sociais e da ecologia
Tratamento e Interpretação dos Dados
Abordagem ecológica ou holística: o pensamento sistêmico
Informações sobre o patrimônio cultural de uma comunidade: o diagnóstico
Produção e comunicação do conhecimento
Museus Especializados (Universitários)
Tipos de museus de acordo com suas coleções
Acervos, temáticas e recursos museográficos
Aquisições museológicas
Política de aquisição
Ética da Aquisição museológica
Conservação de bens culturais materiais
Documentação Museológica
Materiais para a documentação de acervos museológicos
Tombamento
Técnicas para a marcação dos objetos
Projeto de Ação Documental
Segurança de museus
Museografia: Definição, Tipos de Exposições e Planejamento Museográfico
Tipos de exposições
Planejamento museográfico
Roteiro museográfico
Mobiliários museográficos
Programação visual de painéis
Esquema cromático e montagem da exposição
Montagem da exposição
Programa de manutenção
Projeto para obter patrocínio
Avaliação dos resultados de uma exposição
O Projeto para Implantação do Museu Local
Aspecto jurídico
Estrutura administrativa e organizativa do museu local
O orçamento
Fontes de financiamento
Recursos Humanos
Sugestões de atividades em museus locais ou comunitários
O projeto da arquitetura do museu local

Público Alvo


Este curso é direcionado aos profissionais de diversas áreas do conhecimento e estudantes que procuram atualização no assunto, que estão em busca de novos desafios e querem obter maior aprendizado sobre Museologia Social -Conceitos Técnicas e Práticas.

13.6.09

Cabo Verde. Centro Cultural do Mindelo








Museus, Patrimónios e a Lusofonia
Por Isabel Victor e Bruno Ferro


Sexta-Feira, 12 de Junho, 2009







Noticías de um encontro coloquial em torno das seguintes temáticas:



- Revista NOVA ÁGUIA e MIL - Movimento Internacional Lusófono;



- Espólio fotográfico da Família Melo – um património centenário mindelense –, etapas para o estudo, diagnóstico e conservação deste valioso acervo de imagens, no âmbito de uma parceria entre a Câmara Municipal de Setúbal, a Câmara Municipal de S. Vicente e a Universidade Lusófona de Lisboa;



- Informação sobre atelier internacional do MINOM (Movimento Internacional para uma Nova Museologia), a realizar em Cabo Verde em 2011.




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Fotografias de Tiago Peixoto (Mindelo-Cabo Verde)

12.6.09

Lusofonias


















Mindelo, 12 Junho – É apresentada esta tarde, no Centro Cultural do Mindelo, às 17 horas, a revista portuguesa Nova Águia. Já no seu terceiro número, esta revista é suportada pela Editora Zéfiro, pela Associação Marânus/Teixeira de Pascoaes e pela Associação Agostinho da Silva, e está ligada ao MIL, Movimento Internacional Lusófono. Com ligações a Espanha, Brasil e outras áreas da lusofonia, a revista é apresentada, também hoje e quase em simultâneo, em Luanda, na União dos Escritores Angolanos.
A apresentação em S. Vicente está a cargo de Isabel Victor, museóloga, directora do Museu do Trabalho Michel Giacometti (Setúbal), docente de museologia na Universidade Lusófona de Lisboa e membro Conselho Geral da revista Nova Águia, e por Bruno Ferro, coordenador do Arquivo Fotográfico Américo Ribeiro (Setúbal), e também membro do Conselho Editorial da revista.
O Conselho Geral de Nova Águia integra alguns nomes ligados a Cabo Verde, designadamente Ana Isabel Correia e Silva, Jorge Sousa Brito, Luís Rendall Évora, Nuno Rebocho, Paulino Lima Fortes e Pedro José Silva.
Liberal sabe que está em vista a apresentação de Nova Águia na cidade da Praia, para o que ainda não há data designada. Os responsáveis pela revista estudam a melhor oportunidade para isso.


http://liberal.sapo.cv/