2.2.09

Cultura

El Imparcial - El mejor diario de Oaxaca




Museos comunitarios, luchan contra exclusión social




Debido a las grandes diferencias económicas que los países llegan a concentrar , “los museos comunitarios arraigan en sus bases una lucha para erradicar las diferencias sociales”

Vidal PINEDA VÁSQUEZ


Buscar el equilibrio social y eliminar cualquier tipo de diferencia racial que llegue ha existir entre las culturas, es uno de los objetivos principales que buscan los museos comunitarios, señaló el representante del Ecomuseo de Santa Cruz, Río de Janeiro, Brasil, Bruno Cruz de Almeida.

Debido a las grandes diferencias económicas que los países llegan a concentrar en sus núcleos sociales, a decir de Cruz de Almeida, los museos comunitarios arraigan en sus bases una lucha para erradicar las diferencias sociales, “una lucha contra la exclusión y favor de la inclusión cultural”.

“Se lucha contra ésto porque en cada uno de estos museos existentes en Brasil, se promueve el conocimiento de la historia para una mejor comprensión del presente y del futuro. Estas instituciones están en contra de la exclusión y a favor de la inclusión, porque en siglos anteriores hubo una discriminación social, y en este siglo se debe de luchar por la inclusión social, hoy en todo el mundo lucha contra esta exclusión, lo importantes es mantener un equilibrio social, eliminar estos abismos entre las sociedades”, comentó.

Por tal motivo y debido a la importancia que ésto llega a tener en los diferentes sectores sociales, la creación de museos comunitarios en Brasil ha permitido la estructura de una Asociación Brasileña de Museos Comunitarios y Ecomuseos que promueven la convivencia y el reconocimiento cultural de las comunidades, explica el brasileño. Y agrega: “Por ejemplo, en las favelas brasileñas, los barrios más pobres localizados en los cerros de este país centroamericano, cuentan son su propio museo, a través del cual buscan el rescate de su historia y luchan para que los sectores mejor posicionados económicamente, los incluyan como parte de la sociedad brasileña y no como entes distintos”.


“Cuando en Santa Cruz surgió el museo, el Gobierno envió un comité para el rescate de la memoria histórica, y así fue como gente de otras partes de Río de Janeiro contagiaron a esta comunidad, para que fueran ellos quienes sintieran la necesidad de rescatar su historia, la cual no estaba representada nacionalmente, pues no se hablaba de Santa Cruz, la historia de esta comunidad no existía”.

Siendo participante el Tercer Taller de Facilitadores de Museos Comunitarios de América, que desde hace una semana se lleva a cabo en nuestra ciudad, Cruz de Almeida finalmente señaló, que proyectos como éste permiten un intercambio interesante de culturas, lo cual conduce a un enriquecimiento social, ya que para él y sus compañeros es importante “ampliar y fortalecer el orgullo de las comunidades”.

À volta do sentido do museu ...


Qualquer projecto museológico terá que partir do estudo profundo do território e da auscultação das pessoas. Antes do museu existir é necessário identificar a problemática (o seu objecto social), suscitar a reacção, o espanto, a vontade das pessoas em participar. Pensar no modelo, no tipo de organização e na sua sustentabilidade. Qualificar a procura através de acções de disseminação do conhecimento, promover o debate, investir arduamente na elevação das expectativas dos cidadãos-clientes, é tarefa primordial.

O futuro dos museus está na participação. No diálogo entre pessoas e grupos que estão na area de impacto do museu, independentemente da relação e/ou vínculo que têm com a instituição museológica (profissionais, voluntários, parceiros, utilizadores, públicos). A participação é o processo-chave da Qualidade em museus. É através da participação que os museus ganham sentido, ganham espessura e geram valor. É a participação que torna o museu único e socialmente relevante. Por muito nobres que se nos afigurem as causas, nada muda se for imposto. As pessoas (julgo eu) têm que acreditar que podem contribuir para a mudança. Têm que se sentir comprometidas, ganhar confiança, crescer com o problema, ajudar a decifrá-lo e ganhar coragem (audácia/poder) para intervir na sua concretização. É fácil fazer um museu mas é muito difícil mantê-lo vivo e actuante. A Museologia do futuro terá que estar mais atenta aos processos, ao envolvimento das pessoas e ao empowerment por ele gerado, porque aí reside a sua força e razão de existência. A Museologia Social, processual, transforma dificuldades em oportunidades, admite a mudança, a pedagogia do erro e a contínua aprendizagem. É inclusiva e promove a qualificação das culturas e dos patrimónios. A mera "contabilidade de públicos" já não chega para aferir a qualidade de um museu. Uma competente gestão do conhecimento e da informação é hoje fundamental para qualquer organização, incluindo os museus. A noção de qualidade em museus rege-se hoje por parâmetros que estão muito para além de um somatório de "boas qualidades". A qualidade total em museus mede-se pela qualidade da participação e pelos resultados para a comunidade (a satisfação das pessoas e a inclusão). A exemplo de muitas outras organizações com idênticas missões e valores, os museus terão de se munir das necessárias ferramentas avaliativas com o objectivo medir e comparar os impactos da sua acção na comunidade. Estes processos são uma construção tão (ou mais) importante como o produto final (exposição ou outro), por muito espectacular que este se nos afigure. Na Museologia social (com carácter processual) fazer o caminho é tão importante como chegar à meta. Os processos de identificação e descoberta, aproximam as pessoas e reforçam as comunidades de interesses, centradas sobre o património. A inclusão do diferente e dissonante gera inovação. produz efeito nos procedimentos de natureza material e imaterial, reconfigura o modelo de comunicação em museus. A participação efectiva permite trabalhar a singularidade, a especificidade das culturas, os modos de ser e agir de pessoas de diferentes gerações, origens e condições. O importante é a persistência no terreno e o enriquecimento das suas leituras. É do terreno que nasce toda a acção sólida e consistente. O importante é criar laços entre as pessoas, derrubar barreiras físicas, intelectuais e psicológicas, promover as acessibilidades, trabalhar com deficientes, imigrantes, desempregados, mulheres, crianças, grupos de risco. Criar rotinas de estudo, hábitos de pensar e decidir em conjunto. Esse é o campo onde germina a mudança e cresce a cidadania. Os museus sustentáveis, estão ancorados no terreno, na proximidade, assentes em fortes valores humanistas, com uma visão arrojada de futuro.




Isabel Victor


Chefe da Divisão de Museus da Câmara Municipal de Setúbal

Docente no mestrado em Museologia da Universidade Lusófona de Lisboa



Museos comunitarios, luchan contra exclusión social
Debido a las grandes diferencias económicas que los países llegan a concentrar , “los museos comunitarios arraigan en sus bases una lucha para erradicar las diferencias sociales”

Vidal PINEDA VÁSQUEZ


30.1.09










FICHE D’ ÉVALUATION AUTOCRITIQUE
D’ UN ALTERMUSÉOLOGUE DU MINOM.
Pierre Mayrand, le 30 janvier 2009-01-31

On se souviendra que la fiche d´ évaluation proposée par le MINOM Int., a pour fonction d’ illustrer par des démarches jugées exemplaires par l’ auteur un processus en cours afin de créer une banque de références pouvant répondre à la question <> selon les contextes , les personnalités, le niveau de compréhension , d’ assimilation et de transposition de certains paramètres connus.



QUELLES LIMITES: COMBIEN DE TEMPS ENCORE, UN BILAN PROVISOIRE DE MA CONTRIBUTION AU MUSÉE COMMUNAUTAIRE DE CARRAPATEIRA (Pt, Algarve) ? Une intervention provoquée par une question de J.Fr. Leclerc (Qc, Can ) <>… qui lui est posée régulièrement par ses étudiants, à la fois séduits par l’ idée ( Faire du neuf ) et sceptiques devant l’ enchevêtrement des notions et des positions. Je tente toujours de répondre simplement, autant que faire se peut, qu’ il s’ agit d’ une attitude face au monde et à son explication, de privilégier l.e questionnement social, politique et culturel sur le devenir de nos sociétés, de se sentir entraîner par une cause, de chercher à mettre celle-ci à profit dans la création muséale libérée de toute entrave, de se donner la peine d’ explorer les essais de typologie existants, d’ aller expérimenter de prés, aussi éloignés qu’ ils fussent, les milieux où ça se passe. Pour l’ étudiant, brûler les cahiers de classe. Pour le professionnel, prendre une marge de distance avec la RÉGLE de l’ INSTITUTION. Encore mieux, DESCENDRE DANS LA RUE.


BILAN DE L’ AUTEUR.


Venu à Carrapateira, en 2004, fréquentant le Portugal depuis 1974, je fus amené par la Directrice du MMTC et les autorités municipales à validert le projet d’ un musée-territoire, dans une perspective de la Nouvelle muséologie dont la Directrice était une adepte.

Le diagnostic fut favorable, le contexte géographique et politique étant favorable à une telle initiative. Le projet prit, d’ entrée de jeux, le nom de <> pour désigner le territoire d’ intervention. Je fus requis par le Président de la Mairie (Camara), un communiste passé au parti socialiste au pouvoir, pour préparer un plan quinquennal d’ orientation, de même que pour dresser une grille d’ analyse du patrimoine regional.

Ceci me permit de me familiariser avec le milieu, de m’ attacher au projet et à la région, de me rapprocher de mes enseignements en sociomuséologie à l’ Université Lussofone de Lisbonne et de mês camarades militants du MINOM de la première heure, de prendre la décision aux conséquences multiples sur ma vie personnelle de demeurer en semi permanence auprès de ma nouvelle compagne, la Directrice du Musée.

On m’ attribua, alternativement à titre de volontaire et de contractuel, le programme d’ intervention communautaire ( Formation et gestion ). À ce titre, encouragé par la sollicitude du Responsable (Vereador ) de la Culture, j’ entrai dans la programmation des activités, dans la mise en place concrète d’ un Comité de participation ( Gain considérable dans la structure portugaise du pouvoir municipal ), dans le conditionnement de l’ appareil municipal par la tenue d’ un colloque <> ( Collaboration du MINOM Portugal: Série Musées et autarquies )En sus de ces initiatives délicates en raison de mon statut d’ étranger ( susceptibilités à ménager ) et de ma liaison avec la Directrice, je me rendis disponible pour préparer des dossiers de promotion ( Prix Tourisme Portugal qui nous fut alloué avec les Açores ), dernière main, avant son inauguration le 1er Mai 2008, aux textes philosophiques et au récit muséographique ( Introduction de la mascotte, la Baleine Jonas ) enfin à la disposition des objets, aux fiches d’ évaluation du parcours du visiteur, etc …

Si on exclut les communications en salles de cours et dans les colloques, les menus services pressants de dernière minute, ce fut un travail incessant, ramant parfois à contre-courant où je mis à contribution au profit d’ une amitié et d’ une affection pour une collectivité, toutes les resources de mon experience, tant théorique que pratiquie, persuadé par mes observations que le Portugal avait besoin de renouveler la révolution muséologique de peu de durée entreprise en 1974. J’ eu la prétention (?) d’ introduire le <> et de défendre, lors de l’ Atelier Molinos, la notion de modèle s’ appuyant sur le processus de modélisation ( une statégie de stimulation du développement ).

Me sentant responsable d’ avoir entraîné mes coéquipiers dont j’ étais l’ aviseur sur le plan de l’ action communautaire sur une pente dont on ne sait jamais si elle pourra être surmontée ( Caractère expérimental ), risquant de mettre en péril des carrières, de décevoir les illusions ( l’ utopie ), je connu des momments de doute comme je l’ ai souvent exprime dans mes chroniques, rapidement dissipés compte tenu de mon caractère volontaire et une capacité de travail peu commune ( à ce qu’ on dit ).

Mon défi le plus important fut cependant d’ avoir à gérer dans le quotidien une relation de couple engage, de faire le partage équitable des tâches, moi-même comme volontaire invité, ma compagne comme Directrice répondant directement des autorités don’t j’ étais tenté de la détacher pour nous ramener au modèle d’ efficacité et de privacité Nord Américain auquel nous invitaient, d’ une certaine manière, les critères d’ efficience introduits par les programmes de la communauté Européenne, me souvenant toujours des paroles de Mateo Andrès ( Maestrazgo ) sur la <>.

Ayant atteint l’ âge du dernier quart d’ une vie, continuant à être mu par la vivacité de l’ esprit, possédant le sentiment que le plus important est encore à dire ou à faire, cherchant tout prétexte pour franchir les limites, ne craignant pas de substituer l’ aventure humaine au confort personnel, je marche jusqu’ à présent, comme l’ Indien, sur le retour de mes pas, une astuce pour détourner l’ ennemi. Est-il un point dans l’ expérience où il est permis de rompre les rangs ? En Haute-Beauce, j’ avais cinquante ans, je ne le croyais pás.
_________________________


29.1.09

Cartografias da memória. Museus de Setúbal /Rede local de voluntários


Uma ideia. Um processo. Uma etapa


_______________ A Exposição



13
13
13



segundo, certos pontos.de.vista.





" Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar."
Carlos Drummond de Andrade

As fotografias foram o rastilho que incendiou a memória. Poderiam ter sido cem ou meia dúzia, mas como tudo tem um princípio, decidimos apostar no 13, esconjurar a crença no infortúnio, provocar o estremecimento, registar o encontro entre o instante aprisionado na imagem e as imagens instáveis, conflituantes, que a memória constrói e reconstrói dentro do seu tempo; ouvir falar de desencontros (que são pontos negros na História), descerrar o sofrimento, criar cumplicidades, reconhecer o trabalho e as lutas que traçam a diferença, sorrir às hesitações, aos lapsos e “esquecimentos” que a memória tece; jogar na metáfora do número a ambiguidade de sentidos que atravessam a imagem (também as alegrias e as suas celebrações), captar na singularidade de cada ponto.de.vista, o estranho ímpar que é todo o ser humano. Este projecto, cataliza o espanto, individual e colectivo, que assenta na descoberta de uma cidade nunca vista, sobre certos pontos.de.vista. Trata-se de criar com os parceiros e voluntários, uma nova e sofisticada cartografia do património, subjectiva, plural e diversa, reconstituída a partir das pessoas e dos seus mundos. O que aqui se apresenta é uma infinitésima parte do que temos recolhido, mas fica o exemplo, a síntese, o mote para a criação de um centro de memórias que registe metodicamente o que está para além das evidências. O que nos torna ímpares, estranhamente diferentes, entre iguais.

Isabel Victor
Divisão de Museus / Câmara Municipal de Setúbal
_______
O Projecto


Este projecto de recolha e registo de memórias orais tem como ponto de partida as fotografias de Américo Ribeiro, Arquivo Municipal que faz parte do património cultural e artístico de Setúbal.
A escolha não foi inocente, sabíamos, à partida, que o arquivo Américo Ribeiro estava inscrito nas vidas e memórias dos cidadãos, não só pela sua riqueza temática, mas também pela forma como Américo Ribeiro se relacionou com as pessoas e com a cidade. Também sabíamos que os afectos gerados pelas imagens e apego aos lugares, fotografados durante mais de meio século, facilmente despertariam a vontade de dizer algo.
Para conseguirmos chegar a esta síntese, apresentada sob a forma de exposição e filme, foi necessário um longo e intenso trabalho de retaguarda, que teve início em Outubro de 2007 e que continua a decorrer. Até ao momento, foram trabalhadas 398 imagens, das quais 94 versam o Vitória Futebol Clube; 196, a cidade e as pessoas; 27, as fábricas de conservas e 81, a Batalha das Flores, entre outras festas e tradições. Neste percurso, recolheram-se histórias de vida, memórias, criaram-se afectos e geraram-se emoções em torno do mote escolhido. Constituíram-se redes interpessoais envolvendo os museus e os diferentes grupos na comunidade, contribuindo para atenuar as barreiras sociais e intelectuais que ainda hoje inibem algumas pessoas de entrar nos museus e aceder a bens culturais e patrimoniais, que são pertença de todos. Com este trabalho buscamos a aproximação entre a comunidade, os museus, os patrimónios e aproveitamos a irrepetível oportunidade de recorrer a informantes que foram contemporâneos de acontecimentos fotografados por Américo Ribeiro, tornando-os narradores da sua própria história.
A valorização dos saberes e experiências de vida dos membros da comunidade, sistematizados em forma de documentos acessíveis aos públicos e investigadores, permite-nos acrescentar aos espaços museológicos uma outra dimensão de pesquisa, baseada na escuta e no compromisso com os cidadãos, engrandecendo e humanizando o leque de serviços dos museus e os conteúdos do património imaterial.
A exposição "13 Fotografias, 13 Estórias, 13 Filmes", reúne um conjunto ímpar de imagens seleccionadas pelos informantes, de acordo com os seus critérios e preferências pessoais.
A subjectividade dos seus olhares remete-nos para múltiplas e desafiantes leituras da cidade.

Agradecemos a todos os que contribuíram para que isto fosse possível, dando-nos os seus únicos e irrepetíveis pontos.de.vista.



Maria Miguel Cardoso
Museu do Trabalho Michel Giacometti Divisão de Museus Câmara Municipal de Setúbal

Bruno Ferro
Arquivo Municipal Fotográfico Américo Ribeiro Divisão de Museus Câmara Municipal de Setúbal

Edite Barreira
Projecto «Ao Encontro da Memória Através do Património»

19.1.09

MIDI EXPRESS
Chroniques d’ un altermuséologue
19 janvier 2009-01-19


LES DOUTES D’ UN ANIMATEUR

L’ expérience d’ une assemblée générale populaire relatée hier soir, se voulant un exercice d’ auto-critique, ne me satisfaisant pas, laissant dans l’ ombre de nombreux doutes, j’ y reviens le lendemain matin au risque de vous lasser, si ça n’ est pas déjà le cas.

Je me suis toujours interrogé, lors des interventions communautaires auxquelles j’ ai eu à prêter ma collaboration comme volontaire, se déroulant parfois sur une période prolongée ( je pense surtout à la Haute Beauce, ce fantôme géant, qui a occupé une vingtaine d’ années de ma vie et qui me sert toujours de référence tellement l’ expérience fut exhaustive ), sur mes motivations profondes, sur l’ impact réel des réussites et des échecs, sur la tentation de la manipulation et du pouvoir tribun.

Pour ce qui est des motivations il est certain que j’ obéissais à une poussée irrésistible, à la fois croyance dans la cause du changement et de la solidarité coopérative et expression d’ une rébellion contre les coercitions auxquelles j’ ai été soumis dans dans ma jeunesse ( Religion, éducation, tutelle paternelle … ), mais également en regard des enseignements maternels, ma mère étant issue d’ une famille possédant une longue histoire de résistances tragiques. Il faut dire aussi que, malgré mon âge, je me considerais de la génération des années 70, étant en contact permanent avec les jeunes par mes enseignements. Ces facteurs, comme d’ autres, eurent come résultat un souci de me distinguer tout en me fondant dans la masse, de réfuter toute position arrêtée, d’ épouser le risque et la provocation comme modes de vie et de relationnement: Emporté vers le large dans la faible embarcation que je m’ étais construite, je défiais les dieux tout en tremblant.

Ceci m’ amène à commenter brièvement la tentation de la manipulation dont on est trop souvent soupçonné dans l’ exercice de ce métier. Où se trouve la ligne de démarcation entre celle-ci et la visée stratégique, propre à toute action organisée ? Tout dépend, à mon avis, de la légitimité des objectifs poursuivis. Mais qui en jugera ? Est-ce parceque nous sommes confrontés à une opposition qu’ il faille présumer d’ une justification de la présomption de manipulation stratégique ? Le verdict, parfois sévère, appartient à la communauté à laquelle le volontaire, animateur socio-culturel, consent à consacrer ses énergies. Le militant, bien souvent meurtri dans sa chair, n’ aura d’ autre issue que celle du courage d’ entreprendre son auto-critique sans sombrer dans la démobilisation, de poser et de se poser les questions troublantes qui font partie des rapports sociétaires.

Pour en revenir à l’ assemblée d’ hier, malgré la présence massive de la communauté et son écoute attentive, je sentais bien que tout avait été <> selon les meilleures règles du métier, ne laissant pas d’ autre choix aux personnes présentes que de se laisser entraîner dans un engrenage bien huilé. Je sentais néanmoins poindre dans l’ esprit de certains la question, rapidement éludée, dans quelle galère sommes-nous entraînés ? Était-ce une assemblée publique pour entériner ou valider l’ action unilatérale du Musée, justifier sa vocation communautaire, ou bien était-ce véritablement une tentative d’ associer toutes les voix , dans un geste de rémission, à la vie de l’ entreprise ? La question, restée sans réponse claire, à savoir si le Comité de participation possédait un pouvoir exécutif ( le document stipulant seulement qu le CP n’ était pas un groupe de pression ), est un exemple de zone grise que l’ on retrouve dans toute démarche de type concensuel. De la réponse à cette question découleront les rapports à venir à l’ intérieur du triangle diabolique dans lequel nous venons de nous engager: MUSÉE-POPULATION-AUTORITÉ. Je puis cependant affirmer sans l’ ombre d’ un doute que l’ intention de ceux qui ont mené le jeux ( La Directrice, moi-même, le Vereador ) était exempte de tout calcul récupérateur, tellement la foi dans l’ entraînement du mouvement fut grande. Le doute de l’ animateur muséal chevronné, dans mon cas, venait peut-être du trac que l’ on éprouve toujours au momment de franchir une étape décisive engageant la responsabilité sociale ?





Pierre (Mayrand)

18.1.09

MINUIT EXPRESSE
Chroniques d’ un altermuséologue
Janvier 2009-01-18


AUTO-CRITIQUE D’ UNE ASSEMBLÉE GÉNÉRALE.


Le Musée de la Mer et de la Terre de Carrapateira (Pt) se définit comme un musée communautaire. Inauguré en Mai de l’ an dernier, sa qualité comme musée communautaire était légitimisée, jusqu’ à présent, par le don d’ objets, par la participation spontanée des habitants aux enquêtes, par leur affection pour un projet qu’ ils avaient fait leur.

Il fallait franchir un pas supplémentaire dans la communitarisation du musée, dont le statut était celui de la dépendence à la tutelle municipale.

Afin de parvenir à un degré opérationnel de pleine communitarisation, il fut prévu de longue date de convaincre l’ autorité municipale de prolonger le succès populaire du Musée par la mise en place de structures et d’ activités lui donnant de la chair, le contexte socio-politique du Conseil étant théoriquement favorable à l’ adoption de mesures participatives prises en charge par le Musée.

Les mesures proposées dans un plan quinquennal prévoyaient , entre autres, l’ institution d’ un réseau géré par des noyaux interactifs de populations formées aux expositions à l’ intérieur d’ un territoire d’ identité désigné comme le <>, enfin la création à l’ intérieur du musée pilote de Carrapateira d’ une instance consultative de gestion participative, le Comité de participation, et la création d’ un premier atelier de formation aux expositions, sous forme d’ une clinique de la mémoire.

La philosophie d’ action du musée ayant été réitérée lors de la présentation , à la Municipalité , de la première programmation
Incluant les prévisions budgétaires, l’ ensemble des propositions reçurent un aval compréhensif de la part des autorités, dont celui du Responsable de la Culture, ces décisions coincidant avec l’ annonce de l’ attribution d’ un prix du Tourisme Portugal 2008.

Les deux mécanismes de participation cités avaient fait l’ objet de documents énonçant les objectifs, la méthodologie de chacune des instances à expérimenter. Il fallait à présent convenir d’ une façon afin de les véhiculer auprès de l’ ensemble des populations concernées. La convocation d’ une Assemblée générale d’ information fut décidée. En plus de la présentation de la mission communautaire du Musée, deux points furent portés à l’ ordre du jour: Les participants au Comité de gestion et au 1er Atelier de formation aux expositions. Ceci peut apparaître comme tout à fait normal dans certains milieux familiers avec cette procédure, et dont la direction y est prepare.

Grâce à l’ instrumentation d’ un conseiller en action communautaire et une préparation minutieuse des details de fonctionnement en assemblées délibérantes, le grand jour eut lieu dans l’ après midi du dimanche le 18 janvier.

Une cinquantaine de personnes répondirent à l’ appel, serrés les uns contre les autres dans la Salle polyvalente du Musée, encadrés par les panneaux expositifs de la mission du Musée: Personnes de tout âge, de toute condition. Malgré certaines hésitations compréhensibles, les décisions furent prises concensuellement conformément à l’ ordre du jour proposé en évitant la lourdeur de procédures. Les premières rencontres de comités nous permettront de conclure de fçon plus conclusive sur l’ efficacité de l’ appareil mis en place.

Conseiller en muséologie communautaire, travaillant en étroite collaboration avec la Directrice et le Responsible de la Culture, le fait que je ne maîtrise pas la langue, fit en sorte que les rôles durent être inversés à certains momments obligeant ainsi à des ajustements de fonctionnement lors des étapes ultérieures.

Bolos, mogrono, thé, firent le reste, alors que certains s’ occupaient à se repartir les convocations au Comité et à l’ Atelier, une tâche toujours ardue compte tenu des disponibilités des uns et des autres. Si plusieurs membres de la communauté avouaient qu’ ils ne savaient lire, les langues suppléères abondamment à cette carrence.


Pierre (Mayrand)

16.1.09

Museu do Trabalho Michel Giacometti . Setúbal (Catálogo)


Dia Internacional dos museus, 18 de Maio, 2009
Actuação do grupo " Rodanças " - APPACDM




Telefone 265537880

15.1.09

L’ EXPOSITION ______________________ LA FACE DÉCHAÎNÉE DU MUSÉE


Pierre Mayrand, Altermuséologue, Québec, Canadá.
ACFAS, 2008
ULHT, Lisbonne, Pt



Quelque soit la précision des objectifs énoncés dans la mission du musée, les conntrôles établis afin que les actions du musée, notament l’exposition temporaire fabriquée in loco, répondent aux objectifs fixés par l’organisme, la réalité du processus expositionnel (mise en présence, présentation, représentation, représentaction ) est tellement complexe, compte tenu de sa durée et de la multiplicité des intervenants ( que ce soit l’exposition standard ou participative ), qu’il ne fait pas de doute qu’il s’opère une «distanciation» entre l’institution et les résultats obtenus, ceux-ci découlant d’une pensée toute puissante, poursuivant son propre chemin que nous qualifions de « déchaîné » (rompre la chaîne). Ceci est tout à fait salutaire, si l’on considère que la « représentificaction » , la réunion des trois phénomènes cités dans la thématique du colloque , fait de la mise en exposition un acte de création propre à sa vocation culturelle. Bien que la lourdeur des mécanismes de concertation, d’ajustement des intervenants, ralatentissent l’efficacité de l’embrayage poussé à fond afin de se conformer aux échéances, il n’en reste pas moins que dans l’exposition standard, comme dans l’exposition participative, la réunion d’un grand nombre d’intervenants autour du projet, associés par voie de concours ou par simple désir de coopération, fait l’effet d’un broyeur ou d’un extracteur d’idées-formes-relations à l’espace, tirant de l’idée originale (le projet) un mélange riche en saveurs, apprécié par soi-même ( le fabriquant) comme par le visiteur , le principal intéressé à en apprécier la teneur.

Le phénomène de transposition de l’idée, à l’origine du projet, encore toute proche de la mission du musée, en une quête d’autonomie basée sur le concensus continu d’expériences diversifiées, de la recherche par les acteurs d’une CRÉATION qui puisse se détacher de la présence de l’institution pour prendre vie dans la perception active du visiteur, y introduisant son propre imaginaire (la suite de la présentificaction déchaînée ), nous oblige à prendre une distance entre la vision simplificatrice du rapport symétrique entre la représentation, la présentation et la présence, des vues de l’esprit peu compatibles avec la rálité asymétrique du processus de fabrication d’une exposition, de ses intentions.

Cette liberté que prend l’exposition à travers ses médiateurs, puis, obligatoirement, à travers le regard transformateur du visiteur, est comparable à l’appel, par Jacques Hainard (Objets prétextes, manipulés ) à la confrontation entre le créateur et l’objet se voulant obstinément le maître du terrain. La métaphore donne bien le ton de l’analogie entre deux combats sur le terrain institutionnel: Soit celui mené contre la domination traditionnelle de l’objet pour lui-même, et celui que nous évoquons dans notre argumentation de la « désinstitutionalisation » du processus expositionnel contemporain . Force est de convenir que la très grande majorité des publics s’intéressent peu à la mission du musée, quand ils ne l’ignorent pas totalement. On va au musée X pour voir l’exposition Y, Z qui nous a été offerte par la publicité. Seule la fidélisation, privilège de quelques uns en situation de relation proximale, pourrait satisfaire entièrement l’égo institutionnel, lui donnant l’ illusion de la permanence d’un produit entièrement contrôlé, tellement les représentations sont enrobées dans les sinuosités de la symbolique, ce vecteur de l’imaginaire collectif qui, une fois libéré par l’action collectivisée, commence à agir en toute indépendance sur le milieu culturel et social.

Nous illustrerons notre propos par un exemple emprunté au Portugal: L’exposition thématique permanente « La mer, notre terre », au Musée de la Mer et de la Terre de Carapateira, un musée à orientation communautaire sous tutelle municipale.


LE CAS

La recherche entreprise, il y a dix ans, pour dégager le potentiel ethno-culturel d’une population, en Algarve, traditionnellement vouée aux travaux de la terre et de la mer, dans une zone protégée, le Parc Vicentin faisant face, de l’autre côté de l’ Océan, à la Péninsule de Gaspé , conduit au projet d’un musée participatif articulé autour de la cueillette d’objets témoins des usages quotidiens. Le noyau fondateur, constitué par la muséologue sensibilisée à la muséologie sociale et la réunion des donateurs, se donne la mission implicite d’un musée “vivant”, une prise de position vicérale partagée par les autorités municipales, issues de la gauche populiste.

Une fois les travaux de construction d’un édifice destiné à recevoir le programme muséologique entré dans la phase muséologique proprement dite, les chercheurs (anthropologues, historiens) faisant place aux professionnels et techniciens de l’exposition, utilisant le bassin local d’expertises à être formées à une muséologie populaire de la nouvelle génération, au Portugal, caractérisée par une muséographie réceptive aux modèles de représentation et de scénarisation thématique, tout ce monde se penche sur le petit univers (Microcosme) auquel il doit donner forme, contenu et orientation . En plein processus de présentaction une étude stratégique vient préciser la mission et les objectifs de l’organisme, apportant des corrections, articulant plus efficacement la thématisation sur le programme d’animation populaire: L’énoncé de mission, esquissé à la base, se mêle intimement aux techniques d’animation, à la sensibilisation des autorités municipales aux objectifs recherchés.

Un colloque sur le rapport musées locaux et autarquies cherche à metre en évidence la nécessité d’un accord entre les musées et les tutelles sur une autonomie mesurée du musée vis-à -vis de la tutelle, à la fois dans la gestion courante que dans les processus d’animation et de réalisation de l’exposition. Les autorités, peu soucieuses, au préalable , de contrôler le contenu expositionnel, plus enclins à s’intéresser au bâti et aux équipements urbains d’accompagnement , mis devant les faits accomplis, réalisant enfin, devant les témoignages d’éloges, le bien fondé d’orientations qui leur étaient peu familières (Les cinq autres musées municipaux du Conseil étant faits sur le modèle traditionnel ), s’empressent d’acourir, au plus haut niveau, pour comprendre l’engouement de la population, pressée d’investir LEUR musée.

Comme on peut le comprendre, ici aussi, le phénomène de distanciation joue de façon significative, bien que dans un contexte de relations proximales entre la population, l’autorité , le musée, qui entraîne une dynamique de positionnements mutuels, à l’intérieur de laquelle la présentation gagne en dialectique: Une stratégie du compromis négocié dans un esprit de liberté où l’exposition , plus que l’institution , malgré sa propagande, fait figure de proue. L’esprit de liberté naturelle des gens de mer et de terre, les associés du musée territoire, jeunes et anciens, ayant vécu la révolution socio-culturelle du 25 Avril , ne pouvait que militer en faveur d’un partage du pouvoir, le musée devenant un outil de prise de conscience des passages que vit une population: Une mission qui remonte vers l’institution à travers une muséographie évolutive porteur de représentactions déchaînées du changement social. Cette ascension à rebours d’une muséologie agissante, pensante, organique (population-environnement), ne pouvait que séduire, une fois estompé le syndrome de la prudence bureaucratique, les acteurs municipaux issus du peuple.


FIN DE RÉFLEXION SUR UNE DIALECTIQUE Mai 2008

11.1.09

Museu do Mar, na Carrapateira


O Museu do Mar e da Terra da Carrapateira, situado na aldeia que lhe dá o nome, no concelho de Aljezur, foi concebido e realizado conjuntamente com a autarquia, a população, investigadores, museólogos e outros profissionais.
O objectivo é colocar a museologia contemporânea ao serviço da promoção de uma região, a Costa Vicentina, do seu património natural e cultural.





Quem vem de Aljezur por aquela estrada serpenteada que atravessa essa serra prestes a confrontar-se com o mar, encontra primeiro a Bordeira incrustada nesse sucalco de feição iminentemente rural e quase a não deixar que a aldeia se confronte directamente com o mar.
Se continuar na mesma direcção e com novas curvas pelo caminho, começa, ao longe, a ver a Carrapateira que, lá do alto da sua colina, parece funcionar como uma espécie de sentinela, sempre em estado de alerta, diante da vastidão daquele mar.

É do cimo dessa encosta, para que a contemplação seja melhor sobre a aldeia, sobre o campo e sobre o mar, que o museu se decidiu edificar. E, por isso, logo de longe se começa a ver porque também ele foi concebido para espreitar a estrada quando esta começa a entrar na Carrapateira. Sorte diferente tem quem vem dos lados de Sagres. Sem qualquer ângulo de visão, ter-se-á de perguntar, já dentro da Carrapateira, onde é o museu da terra e do mar. E depois da estrada contornar a aldeia, ainda antes de sair, ter-se-á de subir aquela íngreme encosta até, praticamente, atingir o topo da Carrapateira e entrar naquele museu que faz questão de nos oferecer um amplo campo de visão em que a praia também não poderia faltar.



Num percurso que utilizou os dois itinerários, fomos ao encontro do museu da Carrapateira no dia da sua inauguração. O sol fazia-se sentir e, naquelas paragens sossegadas era difícil imaginar que se estava no dia do trabalhador. Muitos eram os que, depois do esforço daquela subida, faziam questão de descansar antes de lá entrar. Após esse compasso de espera, com alguma decisão penetravam no seu interior constituindo uma pequena multidão que ia percorrendo e admirando tudo o que por lá se encontrava. Mas, primeiro, teve-se que assistir à cerimónia oficial que, com palavras a preceito, quis abrir aquele espaço que pretende retratar a vida que, ao longo dos anos, deu corpo áquela povoação a viver em estreita ligação entre o campo e o mar. Por isso, como aquele espaço museológico quer retratar a vida de uma comunidade como a da Carrapateira, teria de se debruçar sobre a terra e o mar. Embora, à partida, a componente etnográfica fosse de privilegiar, ainda é algo deficitária e a exigir um dinamismo maior na recuperação e reconstituição de muitos pedaços da história de vida daquela povoação. Mas, em compensação, um conjunto colorido, em que a fotografia sobressai, vem dar áquele museu a alegria e a vitalidade de uma vida que se construiu com a terra e o mar por pano de fundo. E, por isso, a par de quadros de vida da labuta diária, a paisagem rural e marinha, patente nesses quadros coloridos, acaba por deslumbrar e por nos revelar recantos e pormenores difíceis de imaginar. É assim a costa vicentina com as gentes que a habitaram e que a continuam a enriquecer com a sua vida diária nessa relação entre o homem e a natureza que é factor de valorização. Esse enriquecimento tem acontecido e continua a acontecer nesses lugares onde o tempo praticamente parou mas, em contrapartida, onde ainda muito pouco se adulterou. E é nestes espaços do interior do Algarve onde a natureza ainda se respira e o homem pode viver nessa relação de amizade e de respeito com o seu habitat que estes espaços começam a emergir como expressão de uma vivência que, mesmo nos dias de hoje, continua a ter a sua razão de ser.Quanto ao espaço em si, com dificuldades de acesso para quem sente dificuldade em subir, apresenta-se como uma varanda sobre a terra e o mar dando expressão e todo o sentido à designação do próprio museu. No seu interior, o itinerário, com vários planos, vai-nos levando a contactar, mais à base da imagem, com parte da sua fauna e da sua flora. Também alguns dos seus usos e costumes se podem admirar com o intuito de dar a conhecer as tradições que fazem parte de povoações como a Carrapateira. No desenho desse percurso, chega-se ao fim com uma imagem do que é a vida, não de uma aldeia perdida, mas de pedaços de enredos de um Portugal dotado de uma beleza invulgar e que é urgente recuperar. E esta recuperação da vida, múltipla e facetada, que atravessa este parque natural da costa vicentina teria que passar por valores que viessem valorizar as suas gentes, os seus costumes, as suas tradições e, sobretudo, o continuar da sua relação com a terra e o mar. Mas para que este património natural se continue a preservar é fundamental que haja incentivos, que a qualidade de vida dos seus naturais seja uma realidade e que se constitua um conjunto de motivações para que as populações, mesmo as suas camadas mais jovens, sejam convidadas a ficar, a continuar, com novas formas e outros olhares, a vida dos seus antecessores. E como o conhecimento, a auto-estima, a recuperação e a interpretação da nossa memória é a melhor motivação, estes pólos museológicos, em sentido dinâmico e interactivo, são a melhor forma de incentivar, de divulgar e de valorizar estes espaços. É por isso que o museu da terra e do mar da Carrapateira, mais do que um museu pontual na Costa Vicentina, deveria fazer parte de uma rede a criar ao longo deste espaço natural como elemento de valorização, de enriquecimento e da divulgação de um património de uma riqueza que já não se começa a ver. Mas na falta dessa rede, o da Carrapateira constituiu um passo e, quem sabe, uma ambição e um “elan” para essa rede ou, então, para iniciativas do género.



in " Correio de Lagos "
Foto por João Mariano

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MINI MINUIT EXPRESS
Pierre (Mayrand)



Bien chers amis(es), camarades et correspondants,


(...) Je fais un flash back sur les sujets abordés dans mes Express, m’ interrogeant sur leurs motivations, leur ton, leur portée possible: Praxis, utopie, idéologie, évocations de lions et de loups, apologie de l’ impertinence, questionnements sur le social, la véritable nature du mouvement, chroniques choses lues ou entendues, de personnes côtoyées, d’ expériences de travail … Sur ce dernier sujet figure la magnifique aventure de Carrapateira dont je n’ arrive pas à trouver les qualificatifs appropriés tellement elle est surprenante, ennivrante, obsessive: La nouvelle muséologie sociale à l’ état pur, comme je ne l’ avais pas expérimentée depuis la Haute-Beauce, plus disciplinée, intégrant les meilleurs apports de cette muséologie dans le monde, les convertissant en une amorce de prototype d’ une nouvelle génération. Ces derniers jours encore, ma compagne et moi-même éprouvions le bonheur de voir reconnaître sans réserves nos propositions sur les instances participatives, sur la dénomination territoriale, sur le programme de formation populaire: Le Croissant Fertile, la Commission participative, la clinique de mémoire, avec le concours massif des populations, fruits de la conjugaison de la muséologue fondatrice, d’ apports externes, de la conscience politique des autorités, de l’ esprit communautaire et coopératif fortement enraciné dans une population de pêcheurs et de petits agriculteurs. Au risque de paraître prétentieux, j’ affirme que le succès d’ une telle entreprise d’ innovation synthèse vient de la concoction de trois facteurs: Le cran des acteurs, l’ association des pratiques à une idéologie réfléchie, le contexte de connivence politique à tous les niveaux de l’ action, faisant en sorte qu’ il est possible d’ affirmer qu’ il a encore de la place, dans le contexte actuel, moyennant une stratégie et des méthodes adéquates, pour la muséologie participative, ses príncipes d’ entr’aide, pavant le terrain pour des prises de parole élevant le local au niveau d’ un dialogue mondial.



Le voile du silence levé,
Odalice, Hugues …

À VOUS LA PAROLE.





9.1.09

Dialécticas Museo(lógicas)



















Subject: RE: dialectica. Uma nuance ...


Date: Fri, 9 Jan 2009 22:31:24





Caríssimo Pierre



Saravá ilustre amigo, concordo. Concordo contigo, mas acho que o mais importante é suscitar a reacção, o espanto, a vontade. Por muito nobres que se nos afigurem as causas, nada muda se for imposto. As pessoas (julgo eu) têm que acreditar que podem contribuir para a mudança. Têm que se sentir comprometidas, ganhar confiança, crescer com o problema e ganhar coragem (audácia) para intervir na mudança. Este processo é sempre uma construção. São processos lentos de identificação ... mas, subitamente, dependendo das lideranças e das circunstâncias, do nível consciência individual e colectiva, dão saltos que nos ultrapassam. Saltos qualitativos de que, por vezes, nem nos apercebemos por estarmos tão perto dos problemas e, simultaneamente, tão viciados nas soluções. O que me parece importante é a persistência no terreno. O importante é criar laços e hábitos de pensar livremente. Rotinas de discussão. Esse é o campo onde germina a mudança. A convicção de que é possível mudar. Manter acesa a chama ... deixar fluir o pensamento. Eis a dialéctica ... museo(lógica) do conhecimento.








(e ... sim, Gaza é o espelho da indiferença a " banalidade do mal " proclamada por Hannah Arendt aos nossos olhos. Um crime horrendo. Uma guerra assimétrica)







Musealogando ...






iv (isabel Victor)





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Caríssimo Raul,

Gracias por recordar nos los princípios sacrados de la nueva museologia , esso es de la museologia SOCIAL, que sia communitaria, de citadania, revolucionaria, altermondialista, siempre critica, contestaria, impertinente, confrontational, siempre libre que se puede contemplar en los ojos que son en tu mirada. La dialéctica que surge de la paxis del trinomo pueblo-sus raises ( cultura y medioambiente ) es lo que falta mas el el marco del statismo de la formula populacion-territorio-patrimonio quando non se resolve por la equacion +++=ACCION POR UN CAMBIO QUALITATIVO, implementando la construccion de las memorias por un futuro, entonce la refutacion de todo lo que es recibido, transmitido indiscrinamente, el gusto de la memoria por la memoria siendo fútil. Adelante ! Muchos van a fulminar adelante estas asertiones como cada dia fulminamos a la vista de los horrores en Gaza enfrentados por la consciencia falsificada de la consciência de la communidad international. Saria el tema de una exposition fracassante de parte de los adherentes mas radicales de <> movimiento, dando la prueba del corage de algunos.





Pierre (Mayrand)

7.1.09

X Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais, Braga de 4 a 7 Fevereiro

http://www.xconglab.ics.uminho.pt/






O CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS é um encontro bienal que reúne cientistas sociais dos países de língua oficial portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tome e Príncipe e Timor Leste).


Desde a sua primeira edição, em 1990, que o CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS tem promovido o desenvolvimento de uma comunidade de cientistas sociais de língua portuguesa. O repto lançado por Boaventura de Sousa Santos em Coimbra, por altura do I congresso, dirigia-se explicitamente à questão da interdisciplinaridade e sublinhava a estreita relação entre as ciências sociais e a democracia. Organizado pelo Centro de Estudos Sociais (CES) e subordinado ao tema “Saber e Imaginar o Social. Desafios às Ciências Sociais em Língua Portuguesa”, o Congresso reuniu alguns dos mais proeminentes cientistas sociais de Portugal, do Brasil e dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP). Em resposta aos objectivos fundadores deste projecto, em cada biénio vêm-se estreitando os laços multilaterais e ampliando as redes e mecanismos de cooperação científica entre investigadores e instituições destes países.


Em 1992, coube ao Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo organizar o II CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS. Nessa ocasião, as grandes linhas de discussão giraram em torno das consequências e desafios da modernidade nas sociedades semiperiféricas do espaço luso-afro-brasileiro. O programa deste Congresso teve a particularidade de oferecer três cursos: africanidade, cultura brasileira e cultura portuguesa.


Em 1994, o III CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS debateu o fenómeno da multiculturalidade e foi organizado pelo Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa. Subordinado ao tema “Dinâmicas Culturais: novas faces, outros olhares”, o Congresso centrou-se nos novos desafios criados pelas sociedades multiculturais e no papel das ciências sociais no estudo das relações daí emergentes.


Em 1996, o IV CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS debateu o tema “Territórios da Língua Portuguesa – Culturas, Sociedades e Políticas no Mundo Contemporâneo” e a sua organização esteve a cargo do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS-UFRJ). Neste Congresso foi discutida a criação da «Associação Luso-Afro-Brasileira de Ciências Sociais», que seria encarregada da organização dos congressos futuros, de um intercâmbio mais sistemático entre os interessados e da publicação de uma revista.


Em 1998, teve lugar o V CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS, o primeiro realizado em África. Foi organizado pela Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, Moçambique e abarcou um leque variado de temas-base: Segurança das Sociedades, Novas Democracias, Artes e Sociedades, Populações e Territórios e Oceano Índico. Decidiu-se constituir a Associação de Ciências Sociais e Humanas em Língua Portuguesa (ACSHELP) e o lançamento de uma publicação própria, a revista Travessias, apresentada como a revista da Associação de Ciências Sociais e Humanas em Língua Portuguesa.


Em 2000, o VI CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS foi subordinado ao tema “As Ciências Sociais nos espaços de língua portuguesa: balanços e desafios” e a sua organização esteve a cargo do Centro Leonardo Coimbra da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.


Em 2002, o VII CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS realizou-se uma vez mais no Rio de Janeiro. Ao definir como tema dominante “As Linguagens da Lusofonia”, a organização procurou problematizar essa noção da língua partilhada, ao abordar a questão da diversidade das comunidades falantes da língua portuguesa. A organização do Congresso esteve a cargo do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ)/Universidade Cândido Mendes.


Em 2004, o VIII CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS realizou-se de novo em Coimbra com o título "A questão social no novo milénio", um tema que, presente desde a revolução insdustrial, vem sendo objecto de debate no vasto leque das ciências sociais seja no sentido da manutenção de mecanismos de integração social, seja no âmbito de processos de reivindicação por parte de sindicatos e movimentos sociais em vista de uma sociedade mais justa e solidária. Estas temáticas, no quadro da relação Norte-Sul, exigem da parte das ciências sociais maiores responsabilidades na análise e reflexão sobre as consequências da actual globalização económica.


Em 2006, o IX CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS realizou-se desta feita em Luanda. O tema deste congresso, “Dinâmicas, mudanças e desenvolvimento no século XXI”, refere situações com que se defrontam as sociedades modernas, pelo que as sugestões dos painéis apresentados respondem a preocupações que parecem comuns a todos os países participantes e possibilitam, ao mesmo tempo, expressões diferenciadas de comunicações individualizando identidades e idiossincrasias societais/nacionais.
Para além dos encontros bienais, o impacto dos congressos tem-se traduzido no aumento das iniciativas de apoio à cooperação entre instituições e cientistas sociais dos países de língua oficial portuguesa. Os diversos programas de intercâmbio, activados nos últimos anos, têm envolvido diversas instituições prestigiadas nas ciências sociais. A título de exemplo refira-se a Bolsa Luso-Afro-Brasileira, atribuída desde 1994 por períodos de um ano, pelo ICS, que visa promover o debate científico e a participação em conferências e seminários no âmbito do Programa de Pós-Graduação; em 2001, foi criada a Bolsa Um Mês no CES, para estimular o intercâmbio com outras instituições e destinada especialmente a professores universitários e investigadores dos países de língua oficial portuguesa e o Prémio CES, que desde 1999, vem sendo atribuído bienalmente a trabalhos de investigação em ciências sociais realizados por jovens investigadores de expressão portuguesa, tendo distinguido até à data cientistas sociais de diferentes origens. Além disso, em Agosto de 2003, foi criada uma cátedra de ciências sociais entre o ISCTE e a Universidade Estadual de Campinas, no Brasil (Unicamp). De igual modo, nos últimos anos foram realizados diversos projectos de envergadura sediados no CES – em particular na área da justiça – sobre países de expressão oficial portuguesa, nomeadamente Angola e Moçambique (que incluem protocolos com várias Universidades e centros de pesquisa).
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6.1.09

LE PATRIMOINE IMMATÉRIEL VERS L’ ÉSOTÈRISME.

Minuit express

Le patrimoine immatériel, par opposition au patrimoine matériel, aussi appelé patrimoine intangible ( par opposition au tangible ), devenu un terme à la mode comme le patrimoine vivant auquel il s’ apparente, a été introduit dans le dernier quart du XXème siècle pour faire contrepoids et consacrer la reconnaissance de patrimoines considérés, jusque là, comme des catégories inférieures, étendant ainsi le patrimoine, se décomposant en patrimoines historiques, naturel, bati, mobilier, culturel, religieux, militaire, ethnographique, industriel, artistique, touristique, et nous en passons …, au champs de la mémoire vivante , performante et reproductible, autrement dit le patrimoine vivant ( Conte, rituel, folklore … ), se détachant ainsi de l’ histoire de l’art pour camper dans les sciences de l’ environnement et dans l’ écologie humaine.

Autrefois fragmenté, le patrimoine culturel, dans son acceptation la plus large, ira jusqu’ à englober, dans certaines formes d’ intervention, comme c’ est le cas dans l’ écomusée ( Concept introduit vers 1970 ), la totalité des patrimonies d’ une communauté territoriale, sans distinction de genres: On parlera alors de patrimoine global incluant la totalité des us et coutumes, des caractéristiques territoriales et des oeuvres significatives produites dans cet espace, mettant l’ accent sur les interrelations plutôt que sur les spécificités. La pensée écomuséale, dans le rapport d’ une population à son patrimoine, non pas comme objet de consommation ( le patrimoine touristique ), mais comme outil favorisant le processus identitaire d’ appropriation, ira jusqu’ à introduire une catégorie fonctionnelle du patrimoine soit celle du <> ( Haute-Beauce ), élevant les traces matérielles et vivantes au niveau d’ une spiritualité ( Héritière, dans le cas de la Haute-Beauce, des Amérindiens ) seule capable de franchir les barrières ethno-linguistiques et territoriales.

Formes les plus parfaites, à notre avis, du patrimoine immatériel, les patrimoines de l’ élévation, construits à partir des résidus culturels matériels et immatétiels d’ un milieu, illuminant ceux-ci ( Le Ribat d’ Arrifana, par exemple ), elles sont de nature hautement symbolique et universelle, abolissant toute référence ethnocentrique privilégiée . Au terme de ce processus de démocratisation et de dématérialisation patrimoniale, l’ écomusée évolué propose d’ ériger une trace synthèse sous forme de créations dédiées à la communication entre peuples, populations: Tel est le réseau des Mâts, oasis culturels, implanté à la fin du siècle dernier sur trois continents, comme une expression de la culture durable.



Pierre Mayrand, pierremayrand@sapo.pt

Université du Québec à Montréal,
Écomusée de la Haute-Beauce,
Mouvement international pour une nouvelle muséologie,
Musée de Carrapateira, Pt.
Prix du Mérite d’ Héritage Canada.

5.1.09


Jean-François Leclerc
Muséologue
Responsable du Centre d'histoire de Montréal

410, Saint-Nicolas, bureau 124
Montréal H2Y 2P5

Tél. : 514-872-3216
Téléc. : 514-872-9645



31.12.08


Pensamientos antes del 2009‏


De:
Hugues de Varine (hdevarine@interactions-online.com)


Para:
'Oscar Navaja' (onavaja@nebrija.es)




Oscar, bonjour

Ce terme d'utopie revient souvent dans les textes, ou dans les discours des théoriciens qui parlent de l'écomusée comme d'une idéologie, ou qui le regardent comme un objet en soi. Cela me rend perplexe, car je ne vois dans les pratiques qu'il est commode d'appeler écomuséales que des réponses locales et partielles à des problèmes également locaux et partiels. Cette forme d'utilisation du capital patrimoine, à des fins culturelles, sociales et économiques, peut être inefficace, ou bien temporairement efficace, elle peut évoluer vers d'autres réponses et d'autres formes. Elle ne correspond pas, en elle-même, à une intention appuyée sur une théorie. Si c'était le cas, elle ne pourrait qu'être illusion.
Quant au travail communautaire, tout praticien du développement local sait bien – et ce n'est en aucune façon une utopie – que l'on ne peut espérer faire évoluer une société, maîtriser le changement sans associer les citoyens. Il est vrai que c'est difficile dans des sociétés de démocratie formelle comme les nôtres, mais c'est une condition sine qua non, que la crise mondiale actuelle confirme. Dire que c'est une utopie, c'est partir vaincu. Comme pour les écomusées, ou les musées communautaires, il y a heureusement suffisamment d'exemples de succès pour que l'on puisse dire et croire que c'est possible.
Tu reprends la formule patrimoine-communauté-développement, mais ce n'est pas forcément une équation qui donne le secret de l'écomusée, c'est simplement un principe général qui, une fois adopté et adapté au contexte local, fournir une clé d'utilisation de la ressource patrimoine.
Attention donc à des considérations tellement générales qu'elles oublient la réalité du terrain. Tu cites Anacostia: pendant les années 60 et 70, ce neighborhood museum a joué son rôle d'éveil de la confiance en soi d'une partie de la population noire du ghetto de Washington. Depuis, le musée, devenu national et "moderne" est à la tête d'un réseau d'une centaine de musée africains-américains locaux à travers tous les Etats-Unis. C'est un autre service à la communauté. Tu cites le Creusot: entre 1973 et 1984, l'écomusée a joué son rôle dans la construction de la communauté urbaine et a réellement établi le patrimoine industriel comme une ressource qui reste reconnue et utilisée, même en dehors d'un écomusée devenu un musée assez traditionnel. Tu cites enfin la Casa del Museo: c'était une expérience méthodologique très limitée, qui a échoué mais qui a servi de leçon à bien des muséologues mexicains et dans laquelle je vois le point de départ de bien des innovations telles que les musées scolaires et communautaires.
Je veux aussi prendre le contre-exemple de ce projet d'écomusée de l'espace dont tu nous as communiqué l'information: le mot écomusée est actuellement utilisé pour n'importe quoi, il n'est donc pas opérationnel. On ne peut pas en faire une théorie. Relisons cette phrase de l'Evangile: on reconnaît un arbre à ses fruits. Je reconnais un écomusée à la manière dont il atteint ses objectifs à partir des trois principes ci-dessus et aux résultats qu'il obtient pour la société qui lui a donné naissance.
De toute manière, le débat est intéressant et je te propose de mettre tes "pensiamentos" sur mon site. Es-tu d'accord ?

A bientôt en 2009

Hugues


Hugues de Varine
Consultant en développement communautaire F-21360 Lusigny-sur-Ouche
Tél. +33-(0)3.80.20.16.35


Visitez notre site / Visit our site http://www.interactions-online.com/
De:
Oscar Navaja (onavaja@nebrija.es)




Un nuevo "ecomuseo" nace en España

http://www.eldia.es/2008-12-28/palma/palma3.htm
http://iruene-la-palma.blogspot.com/2008/12/propuesta-de-un-ecomuseo-del-cosmos.html


Acabo de recibir la noticia. ¿qué se está haciendo con el concepto ecomuseo?
¿qué hacemos con el concepto ecomuseo?

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En las cumbres de Garafía tenemos uno de los lugares más avanzados del Planeta en la investigación astrofísica. Sin embargo, casi nadie ha reparado en el tesoro prehistórico que contiene, nada más y nada menos que la esencia del pensamiento religioso de aquel pueblo de pastores que buscaron en las alturas la respuesta a su existencia. Nuestra propuesta sería el complemento perfecto, para entender el pasado más remoto de la astronomía practicada en ese emblemático espacio desde hace más de 2.000 años, la construcción de un “ecomuseo del cosmos antiguo” (ECA). Supondría un complemento al MAB (Los Llanos de Aridane), al museo de costa de Belmaco (Villa de Mazo) y al museo de medianías de La Zarza-La Zarcita (Garafía)El ECA se podría construir en la zona de los helipuertos, estaría excavado en el suelo, imitando una cavidad de unos 20 m2 para unas veinte personas y cubierta imitando un amontonamiento de piedras. Estaría totalmente integrado en el paisaje. Debe ser original en este mundo global de museos que se caracterizan por repetir siempre lo mismo con las mismas formas (exhibición de piezas). La diferencia se la da el propio lugar, la propia arquitectura y los recursos informáticos interactivos, donde se pueda tocar. En este caso, proponemos que la imagen sea la canalizadora del conocimiento: proyecciones sobre pantalla, consolas que lo hagan dinámico y vistoso, realidad virtual para ser recorridos en tiempo real, uno de ellos con asistencia de un sistema inteligente, vitrinas virtuales interactivas con reproducciones digitales tridimensionales de la prehistoria insular, juegos con niveles de aprendizaje, atractivo para todo tipo de público gracias a las nuevas tecnologías, música adaptada, realización de una página web específica para difusión e investigación, punto de venta de souvenires y promoción turística, entre otros.Todos estos recursos digitales propuestos se desarrollan de forma tal que proporcionen la posibilidad adicional de ser utilizados como elementos de investigación permitiendo que cualquier investigador colabore.En el exterior se puede construir, en la zona ya alterada de los helipuertos, una pequeña parcela de aparcamientos rodeada de un parque de plantas autóctonas de cumbre que reducirían el impacto de los coches y embellecerían el entorno.Desde aquí partiría una ruta temática, aprovechando el camino ya existente, hasta los yacimientos rituales de Las Lajitas y Cabeceras de Izcagua, con varios paneles explicativos a lo largo del camino. Ambos lugares tendrían una doble webcam: una constante que abarque la totalidad del yacimiento (sirve también como vigilancia) y otra que recoja los principales eventos astronómicos para lo que fueron construidos los recintos sagrados: amaneceres solsticiales, equinocciales y lunasticio de verano.Lo complementaría proyectos paralelos para realzar la labor del museo: museo en la escuela (charlas en escuelas e institutos y realizar visitas al museo), paseo por el museo (visitas guiadas para niños y adultos), museo inquieto (programa de exposiciones temporales), museo en la calle (programa de exposiciones itinerantes), programa para personas mayores, programa de vacaciones infantiles, programa de medios (radio y televisión).El siguiente paso sería rehabilitar los complejos ceremoniales de Las Lajitas y Cabeceras de Izacagua. El primero se encuentra a menos de 5 minutos de los helipuertos, el segundo a unos 15 minutos por el sendero.Sobre un pequeño rellano de unos 200 m2, en el lomo de Las Lajitas, a 2.164 m de altitud, los awara construyeron en santuario en forma de 18 amontonamientos de piedras y un centenar de grabados rupestres que corresponden a un complejo calendario lunisolar que relaciona las estructuras artificiales con el Roque de Los Muchachos (la montaña más alta de la Isla), el Sol y la Luna, único en Canarias y poco habitual en el resto del mundo.Siguiendo el mismo sendero que comunica con Las Lajitas, a unos 15 minutos llegaremos al segundo marcador astronómico. El complejo de Cabeceras de Izcagua se encuentra en el margen derecho del Barranco de Izcagua, a 2.140 m s n m, recorrido por varias coladas volcánicas y dominado por el codesar. Se construyeron cinco amontonamientos de piedras y se tallaron más de ochenta grabados rupestres sobre soporte fijo y sobre lajas sueltas, en los que predominan los motivos meandriformes. Es el espacio de cumbre de mayor concentración de petroglifos junto con el entorno de Las Lajitas.El estado de conservación de los amontonamientos de piedras es lamentable al ser saqueados históricamente, pisoteado por las cabras y por las huellas que deja el tiempo. Por eso, creemos conveniente una rehabilitación urgente de estos emblemáticos lugares empezando por la limpieza de la vegetación (codeso y gramíneas) que lo cubre y daña alguna de sus estructuras. Posteriormente, realizar un nuevo estudio científico y catalogación exhaustiva de cada una de ellas, observando el estado de conservación en que se encuentran para proceder, a continuación, a su rehabilitación. Básicamente consistiría en volver a rellenar los amontonamientos con las rocas y lajas que están por fuera. Por último se extenderá una base de madera para el camino que recorrerá internamente los yacimientos, por donde circularán los visitantes de una manera totalmente controlada.Se aconseja buscar un sistema de vallado lo más integrado posible en el entorno y colocar sendos paneles con información y paneles con textos y fotos destacando la utilidad que los awara le dieron a estos lugares sagrados cuyo nexo de conexión es la montaña más alta de la Isla: Roque de Los Muchachos.



Publicado por Miguel A. Martín AQUI

16.12.08

MINUIT EXPRESS
Chroniques d’ un alter-éco-muséologue.
Le 15 décembre 2008-12-15



DE RETOUR D’ ESTREMADURA.

Passé en trombe event Évora, Estremoz, Elvas, que je me propose chaque fois d’ explorer plus à fond, pour atteindre Trujillo avant la fin du jour en prenant après Merida les rroutes secondaires afin de me pénétrer de ce pays tant particulier, sevère à première vue, attachant au fil des heures, me remémorant la mise en contexte sur la muséologie estremadurena par Aniceto Mendez (Anthropologue, I.A.P.H ), je redécouvre les villes monumentales de Trujillo et de Caceres où se tiendra, le lendemain la 2ème rencontre du réseau muséal de l’ autonomie, en présence de muséologues portugais et de la région.

À la table d’ honneur de la séance inaugurale , le Président et la Secrétaire générale du MINOM. Dans la salle plusieurs étudiants du programme de sócio-muséologie de l’ ULHT. Je suis le seul étranger. J’ y dépose mes textes sur la transgression, dont un texte sur la Haute-Beauce que je n’ avais pas pris en exemple depuis longtemps. Luísa y dépose la version papier d’ une exposition portative sur la mission sociale du Musée de Carrapateira que nous avions produite ensemble, reprenant certains éléments des <> d’ un muséologue du développement intégré de même que des éléments stratégiques ayant servi à la réalisation de Carrapateira qui se veut un modèle du genre: La mise en place d’ un réseau interactif participatif y joue un rôle de premier plan. Nous pensions ainsi apporter notre contribution aux thèmes de la transfrontiéralité et de la muséologie sociale pouvant la recouvrir, dans un contexte à la recherche de sa vocation muséale partagée, reposant sur le décret de 1996 promulgué par l’ autonomie.

Premier constat: Une volonté de rattrapage sur le plan muséologique, dominé par les sites archéologiques majeurs mettant l’ accent sur la recherche scientifique et les villes monumentales ayant bénéficié des programmes de relance européens en fonction de l’ emploi et du tourisme. L’ espoir reside dans l’ opérationalisation du Réseau et dans l’ extension de celui-ci à l’ ensemble de l’ Aire Lusitanienne, principalement frontalière.

Deuxième constat: L’ apport Portugais de la muséologie sociale dont on sent bien qu’ il origine des étudiants formés en socio-muséologie à l’ ULHT. L’ exemple de Taveres en fut un bon exemple. Dans quelle mesure, cette tendance passera t’ elle la frontière , fera t’ elle bom ménage avec l’ establishment muséologique qui commence à s’ interroger, nous le saurons ultérieurement , le musée identitaire étant plutôt la règle actuellement dans la région.

Troisième constat: Arrivant de San Sebastian dont je vous ai fait part dans ma dernière chronique, j’ ai senti une absence de réflexion profonde, plus théorique, sur la muséologie, un certain repli sur soi-même, un hiatus avec d’ autres autonomies, particulièrement les programmes universitaires, par exemple en Catalogne et en Andalousie.

Ce fut, en somme, une rencontre instructive, bien organisée, essentiellement technique, où mon unique intervention ( séjour d’ une journée ) fut celle d’ amener l’ attention sur une approche globale ( décloisonnée ) pouvant server de dynamisation au trait d’ union à établir entre le musée phénoménologique (Foster, d’ art contemporain), d’ animation sociale (Taveres), le musée fondateur ethnographique ou archéologique.

Sur la voie du retour, sous la pluie battante, je réfléchissais à quels pouvaient être les príncipes dynamiseurs gagnants d’ une mise en réseau au niveau regional (donc proximal) en venant à la conclusion qu’ en tête de liste venaient la complémentarisation et l’ esprit de coopération familiale.




Pierre Mayrand

9.12.08

El SOS de El Ferreiro para el mundo rural

Por la izquierda, Héctor Acebo Bello, José Naveiras y Ángel Prieto.






El director del museo grandalés, premiado en San Tirso, alerta del despoblamiento y del desprecio de los políticos al campo

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El director del Museo Etnográfico de Grandas de Salime, José Naveiras, más conocido como Pepe El Ferreiro, volvió a lanzar ayer un grito de socorro para el mundo rural. En la recepción del IV Premio «Terra Viva», que concede anualmente la Asociación Cultural San Tirso del Eo, Naveiras indicó que «la triste realidad de nuestra tierra es que no está viva, sino inmersa en una enfermedad que la conducirá a la muerte». En su discurso, Naveiras alertó sobre el despoblamiento del mundo rural y «el desprecio que sienten por esta tierra nuestras clases políticas». Con la ironía que le caracteriza, El Ferreiro puso de manifiesto, ante numerosos vecinos de San Tirso los problemas que amenazan el futuro de los pueblos. «Nuestra realidad es tan triste que sólo tiene un nombre, el de la decadencia del medio rural», aseveró. La entidad santirseña quiso galardonar a Naveiras por «su labor al frente del museo y por ser pionero en una trayectoria que desarrolla desde hace más de treinta años», indicó el presidente del colectivo cultural, Ángel Prieto. El galardonado agradeció la distinción pese a no sentirse «merecedor de ningún premio» ya que, añadió Naveiras, «el Museo de Grandas es el fruto de la desidia que mostraron hacia nosotros los políticos».

17.11.08

Museu em pedaços






A divulgação no campo museológico tem aumentado exponencialmente, mas os espaços dedicados ao debate e à troca de ideias são ainda parcos e infrutíferos.

Este blogue propõe-se precisamente a colmatar essa lacuna. Os pedaços de texto aqui apresentados pretendem suscitar a reflexão, criar opiniões, desenvolver pontos de vista.

Todos os museus foram criados em torno de pedaços, materiais e imateriais, da cultura humana, mas o seu desenvolvimento depende destes pequenos pedaços de ideias que juntos iremos unir, colocar em prática, corrigir e aperfeiçoar.

11.11.08

Caixa das memórias


Centenas de pescadores bacalhoeiros oriundos do barlavento algarvio constituem literalmente o rosto da exposição “Caixa da Memória”, que pode ser vista no Museu de Portimão.
Trata-se de um tributo aos homens que arriscaram a vida nas lides da pesca do bacalhau, cujos rostos e identificações formam um memorial em forma de cubo, composto por centenas de pescadores, protagonistas daquela que ainda é conhecida como a “faina maior”.
O projecto, preparado pelo Museu Marítimo de Ílhavo, resultou do restauro e digitalização do espólio de cerca de vinte mil fotografias e fichas de tripulantes de navios bacalhoeiros, dos quais foram parcialmente identificados pescadores e oficiais de pesca naturais de Portimão, Alvor, Ferragudo, Lagos, Vila do Bispo, Sagres, Aljezur, Monchique ou Silves e que andaram ao mar entre 1935 e 1974.
A “Caixa da Memória” constitui um projecto expositivo semelhante a outras abordagens estéticas de memórias do trabalho que têm sido elaboradas em museus estrangeiros e em centros de arte. É uma exposição invulgar que serve de tributo aos protagonistas de um modo de vida duro e extremamente perigoso, que demandavam as águas geladas e turbulentas da Terra Nova.
A itinerância desta mostra insere-se nas comemorações do 70º aniversário da fundação do Museu Marítimo de Ílhavo e coincide com a realização pelo Museu de Portimão do Encontro Internacional de Museus do Trabalho, Indústria e Sociedade, que reúne na cidade alguns dos mais renomados especialistas na matéria.
“Caixa da Memória” pode ser vista no Museu de Portimão até 23 de Novembro, às terças-feiras das 14h30 às 18h00, e de quartas a domingos das 10h00 às 18h00, com entrada gratuita.

Fonte: CMP
Museus e Património Imaterial
agentes, fronteiras, identidades (Ciclo de Colóquios)


Museus Globais: Colecções Etnográficas e Multiculturalidade

Museu Nacional de Etnologia – 28 Novembro 2008



O Colóquio de encerramento do Ciclo “Museus e Património Imaterial” será integralmente dedicado à importância que os museus etnográficos assumem no mundo contemporâneo, nomeadamente no contexto das sociedades multiculturais, bem como aos desafios e às oportunidades que hoje constitui a documentação e a divulgação do património imaterial em contexto museológico.

O Colóquio terá lugar em Lisboa no Museu Nacional de Etnologia, fundado em 1965 num contexto de absoluta vanguarda científica, e de que veio a resultar a instituição de um novo paradigma no âmbito dos museus etnográficos em Portugal. Conjuntamente com o Museu Nacional de Etnologia, três outros grandes museus etnográficos de âmbito internacional apresentarão as suas estratégias relativas à documentação e a divulgação do património imaterial em contexto museológico: o Canadian Museum of Civilization (Québec), o Musée d’Ethnographie de Genève e o Etnologisches Museum (Berlim).

A importância das colecções etnográficas no fortalecimento das relações entre os museus e as comunidades em que se inserem, a par da constituição de arquivos do património imaterial como base para o diálogo intercultural, constituem assim os temas principais do Colóquio, realizado no âmbito do Ano Europeu do Diálogo Intercultural e, também, no ano que o ICOM dedica aos tema Museus como agentes de mudança e desenvolvimento social.



Organização Inscrições:

Instituto dos Museus e da Conservação
Departamento de Património Imaterial
Tel: 21-365 08 65 w Email: dpi@imc-ip.pt w www.imc-ip.pt