13.7.10

Mestrado em Museologia. A Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

O Curso de Mestrado em Museologia, confere os seguintes diplomas:
Diploma de Especialização em Museologia
Implica a frequência e aproveitamento dos 2 primeiros semestres do curso,
Diploma e Grau de Mestre em Museologia
Quando aprovada a dissertação de Mestrado, nos termos definidos pelo regulamento

Programas das disciplinas Mestrado museologia
Função Social do Museu
Esta disciplina/modulo tem por objectivo principal, situar os alunos no vasto quadro da Museologia contemporânea.
Serão tratadas as principais áreas de reflexão e prática da museologia, tendo em consideração a sua relação com as condições de produção dos diferentes discursos museológicos, os contextos sociais em que se desenvolve e os diferentes domínios de intervenção.
O alargamento da noção de património, e a consequente redefinição de "objecto museológico", a ideia de participação da comunidade na definição e gestão das práticas museológicas, a museologia como factor de desenvolvimento, as questões de interdisciplinaridade, a utilização das "novas tecnologias" de informação e a museografia como meio autónomo de comunicação, são exemplo das questões decorrentes das práticas museológicas contemporâneas e fazem parte de uma crescente bibliografia especializada à qual esta disciplina dará todo o relevo necessário
Museu e sociedade : A ideia de museu e as suas funções, As percepções de Museu / Património. Conceitos e interdisciplinaridade, Património e políticas patrimoniais. As Declarações de Santiago do Chile, de Quebec e de Caracas
Instituições nacionais e internacionais do foro museológico e/ou patrimonial, Museologia contemporânea: A modernização das instituições museológicas
Processos inovadores: ecomuseologia, economuseologia, museologia comunitária. Museografias formas e ideias, Relação património /perfis profissionais

Urbanismo e património
Com esta cadeira pretende-se dar a conhecer as políticas e os programas, com génese na União Europeia e em Portugal, que incidem, directa ou indirectamente, sobre o sector cultural e patrimonial e que os alunos fiquem a conhecer as múltiplas vertentes do conceito de património, assim como a sua evolução. Dar-se-á particular destaque à ligação entre património e desenvolvimento sustentável, nomeadamente ao nível regional e local, e à sua relação com a museologia.
Trata-se de uma matéria básica, fundamental não só para perceber o contexto externo dos museus e restantes instituições de índole cultural, mas também para o seu planeamento e gestão e para tanto é necessário ter em conta a sua envolvente externa/ o seu local de inserção.
Por último e em acréscimo, ao dar conta dos apoios e fontes de co-financiamento existentes, esta cadeira proporcionará, igualmente, um pano de fundo susceptível de facilitar/viabilizar a criação de projectos de desenvolvimento local com uma base cultural
Museologia e Pensamento Contemporâneo
Introdução dos “paradigmas” estruturantes do pensamento contemporâneo, que permita um enquadramento do pensamento museológico e patrimonial num nível mais geral de entendimento da realidade.
1.1. Grandes “autores-livros simbólicos” do Pensamento Contemporâneo
1.2. Grandes “Modos” (e até grandes “Modas”) do Pensamento Contemporâneo (exemplos)
1.3. Grandes tendências, correntes, ideias, ideologias, teorias, utopias, escolas, temas, problemáticas, racionalidades, sistemas, mundividências, universos, configurações, gestaltes, modelos, epistemas, paradigmas, controvérsias, catástrofes, complexidades, situações, posições, conceitos portadores, questões vivas, propédias, simpósios, enciclopédias, rupturas, revoluções epistemológicas, acontecimentos, instituições...do Pensamento Contemporâneo.
Museologia Urbanismo e Desenvolvimento Cultural
Após uma fase em que as instituições museológicas eram encaradas somente como um local de contemplação e de enriquecimento cultural dos indivíduos, cada vez mais se coloca a tãoica no enorme potencial que encerram enquanto instrumentos de desenvolvimento das regiões e, sobretudo, dos locais.
Que potencial de desenvolvimento os museus promovem, especialmente nas suas novas formatações e âmbitos geográficos (do museu nacional ao museu local)? Como os museus podem assumir e protagonizar um papel desenvolvimentista?
Capacitar para os problemas do desenvolvimento em relação com os contextos socio?económicos locais e regionais;
Proporcionar conhecimentos teóricos e metodológicos para a análise dos diferentes contextos de desenvolvimento nas suas várias dimensões (economia, sociedade, cultura...) e a diferentes escalas (nacional, regional e local);

Resumos dos programas de Seminários (actualizados anualmente)

História da museologia e novas museologias
Abordagem diacrónica da História da Museologia. A filosofia e os valores subjacentes das instituições museológicas inseridas no seu contexto histórico-político. A vocação dos museus no passado: aspectos artísticos, científicos, sociais e culturais.
Pretende-se também com esta cadeira uma teorização, reflexão e problematização das grandes questões contemporâneas da museologia social; as suas condições de planificação e de realização e opções sociais e educativas.
Museologia e comunicação
Este seminário tem o objectivo de abordar os parâmetros teórico-metodológicos da disciplina aplicada Museologia, no âmbito das pedagogias patrimoniais, apoiados pela cadeia operatória de procedimentos de salvaguarda e comunicação
Tópicos básicos para a discussão teórica :
Distanciamento entre princípios museológicos e os limites dos procedimentos museográficos : as rotas pedagógicas para a educação da memória
Quadro referencial da disciplina museologia
tensões vivenciadas pelas equipes técnicas em função das reciprocidades entre as utopias das propostas e os limites de sua aplicação
cadeia operatória de procedimentos técnicos
Gestão Museológica
Este seminário teórico/prático procura introduzir os estudantes aos principais temas da Gestão Museológica. Discute as actividades do museu vinculadas à gestão, em particular como estas contribuem para alcançar os seus objectivos. O seminário presta especial atenção às principais fontes de financiamento disponíveis para os museus, e o impacto que estas têm sobre a Gestão.
Este seminário combina elementos teóricos e práticos para atingir cinco objectivos:
Familiarizar os estudantes com os principais elementos da Gestão Museológica.
Expor aos estudantes a importância de um adequado planeamento da gestão.
Analisar as principais fontes de financiamento privado e publicas disponíveis para os museus.
Explorar outros tipos de recursos (voluntários e associações de amigos) que podem apoiar o museu para conseguir atingir os seus objectivos.
Acção Cultural e Educativa dos Museus: processo museológico participativo
Discutir e analisar a acção cultural e educativa dos museus, as estratégias e as metodologias utilizadas para sua aplicação, em diferentes contextos.
Análise e discussão dos conceitos de acção cultural e educativa;
Conceitos básicos e princípios norteadores da acção museológica participativa;
Gestão museológica participativa;
Plano de acção.
O projecto pedagógico do museu;
Acção-reflexão: estudos de caso;
Temas para musealização: propostas de projectos.
Museologia e Memória
Nos anos 60 e 70 do século XX alguns sectores da vanguarda intelectual e cultural do ocidente anunciaram a morte do museu. Esse anúncio, normalmente acompanhado de um discurso generalista e totalizante, colocava em movimento críticas severas ao carácter aristocrático, autoritário, conservador e inibidor dessa instituição de memória, considerada como uma espécie em extinção e por isso mesmo chamada de "dinossauro" e de "elefante branco". Trinta anos depois, o que se verifica é que os museus não apenas não morreram, como se multiplicaram e ganharam destaque na cena cultural e na vida social do mundo contemporâneo.
O museu hoje é um fenómeno muito mais complexo do que se imaginava nos anos 60. Para compreendê-lo criticamente não é mais suficiente reduzi-lo ao papel de legitimador dos interesses das classes dominantes, ainda que esse papel continue sendo desenvolvido por muitas instituições. Ao serem assumidos como campo de acção e de discurso, os museus deixaram de interessar apenas aos conservadores da memorábilia das oligarquias. O fato é que ao lado dos museus de grandes narrativas, desejosos de grandes sínteses, constituíram-se museus de narrativas modestas, mas nem por isso menos actuantes e inovadores. Narrativas modestas, mas com potência discursiva e capacidade de promover novas possibilidades de identificação.
Sujeito, espaço e bem cultural (sociedade, território e património),   Os novos patrimónios culturais: do biopatrimônio ao património intangível, Património cultural e memória social: perspectiva diacrónica e perspectiva sincrónica, Memórias e esquecimentos, poder e resistência, Museus, identificações e identidades culturais,
Tendências recentes do património industrial e da arqueologia industrial
A salvaguarda do património industrial introduz no tecido cultural da humanidade novos valores, com carga histórica, arqueológica, arquitectónico-urbanística, técnica (inovações, máquinas, transmissões mecânicas, mecanização, automação) e sócio-económica (trabalho, produtos, design, consequências sociais/ambientais), outrora desvalorizados do ponto de vista patrimonial, estético-artístico, documental.
As formas e ritmo de desaparecimento dos bens das sociedades e civilização industrial impuseram cuidados na preservação, inventário e "reciclagem" dos desperdícios tecnológicas (nas suas diversas componentes). A necessidade de conhecer a forma do aparecimento e desenvolvimento das sociedades industriais impôs, para além dos estudos histórico económicos e industriais o emergir de novos ramos da arqueologia, nomeadamente a especialidade "arqueologia industrial".
Ambos património industrial e arqueologia foram responsáveis pelo desenvolvimento recente de uma vertente recente da museologia, a que se tem dado o nome de industrial.
A exposição em questões: teorias, práticas, cenografia e ambiências
A exposição é um meio físico e social que envolve o visitante.
Este meio é perceptível e explicável.
O visitante está na exposição, está implicado através de todos os seus sentidos e é activo durante o seu percurso.
Durante a visita dá-se um encontro entre as representações sociais e simbólicas veiculadas pela «encenação» (as dos conceptores) e as representações sociais e simbólicas dos visitantes: dá-se assim uma construção de um novo sentido por este último.
A exposição é um conjunto de dispositivos científico e técnicos para os conceptores, percebido como uma globalidade atmosfera - clima - meio físico e humano pelos visitantes.
A exposição é assim um ambiência situada, na medida em que ela existe num espaço preciso e é percebida durante o tempo duma visita
Pôr em paralelo as intenções e acções dos conceptores e a démarche dos visitantes (posição e acção) afim de identificar «ambientes museais» - forma de descrever as ambiências museais, podendo constituir um instrumento de ajuda à concepção e/ou ao estudo das exposições
Problemática da concepção: práticas dos conceptores
Problemática da percepção: práticas dos visitantes
Museologia e Património Local
Pretende-se dotar-se o museólogo/investigador de uma bagagem essencial que lhe permita utilizar capazmente os diferentes fundos documentais existentes – locais, regionais e nacionais, - ser capaz de dotar a sua instituição museal do seu próprio fundo documental, assegurar a sua gestão e pô-lo ao serviço de outros interessados e dos utentes do museu
A recolha de fontes e a construção da História Oral estão entre as tarefas urgentes que o Museu (e a Escola) podem encetar, de tal modo que se não perca um importante complemento de outros documentos com que trabalha o museu.
Escola e Museu são duas instituições que em muitos casos têm vivido de costas voltadas. Todos sabemos hoje que a necessária colaboração entre Museus e Escolas é um poderoso contributo para a formação de todos e ao longo da vida toda. Educadores e Museólogos têm de definir os limites das suas responsabilidades e abrir o vasto campo das actividades que em comum podem realizar para tornar mais eficaz o trabalho das instituições em que se inserem.
Museologia e património local,
Problemática, fontes e métodos da história local e regional
Região, regionalismo, regionalização
Museologia e pedagogia
Museu local e história local
Estudos de público, valorizando a experiência museal do visitante
Profª Doutora Denise C. Studart
Refletir sobre a experiência museal do visitante e a inter-relação dos diferentes contextos que afetam esta experiência. Familiarizar-se com estudos de público em museus e com o uso de avaliação como um instrumento de planejamento e aprimoramento das atividades e serviços do museu.
Tendo em vista a natureza interdisciplinar da Museologia, será adotado uma abordagem multidisciplinar sobre as questões relativas ao estudo da experiência museal. Nesse contexto, comunicação e educação (num sentido amplo, não-formal) estão intimamente interligadas. Dentro desta perpectiva, torna-se importante que o museólogo conheça as discussões sobre educação informal, ‘que tipo de aprendizado’ pode ser esperado numa visita ao museu, teorias e estilos de aprendizado, e a influência destas questões nos aspectos comunicativos e no planejamento de exposições e atividades.
Estratégias em museus com relação à educação e acesso intelectual.
Pesquisa de Público e Estudos de Visitantes. Os primeiros estudos em museus.
Barreiras à visitação. Atingindo diversos grupos sociais.
Levando em consideração as opiniões e necessidades do visitante.
Avaliação em museus. Tipos de avaliação. Instrumentos de pesquisa
Séminaire de Muséologie Sociale
Prof Doutor Pierre Mayrand
Université du Québec à Montréal)
Presidente MINOM-ICOM
1ère PARTIE
Question adressée au groupe : Comment voyez-vous la muséologie, ses fonctions principales, sa mission sociale, votre propre rôle, le rôle des associations professionnelles.
Question adressée au groupe : Pouvez-vous identifier quelques changements significatifs dans les structures, les fonctions du musée, dans les attitudes et attentes du public ?
Question adressée au groupe : Que savez-vous des positions défendues depuis 1970 par des individus, des groupes organisés, des nouvelles institutions à la recherche d’un renouvellement, parfois radical, des rapports entre l’institution muséale et les populations ?
Introduction historique aux facteurs de changement et d’évolution, aux nouvelles formes d’organisation : Points de repère.
2e PARTIE
Modifications significatives apportées aux fonctions traditionnelles et aux conventions muséales établies.
Éléments de nouvelles théories liées au questionnement de la fonction sociale du musée.
Question adressée au groupe : Comment ces changements se reflètent-ils dans la vie muséale Portugaise, l’exposition universelle de Lisbonne peut-elle être considérée comme un facteur déterminant de l’évolution ou du changement, quelles seraient vos priorités pour activer le processus, quel impact auraient eu jusqu’à présent les journées sociales?

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